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Deus vai desaparecer, diz Dan Brown, que lança livro em Frankfurt

Famoso por suas obras fictícias, porém bem estimulantes e polêmicas, Dan Brown parece gostar de brincar de lobo mau com os religiosos, em especial, o cristianismo. Depois de gerar algumas boas discussões a respeito da suposta vida íntima de Jesus com Maria Madalena, no filme ,“O código Da Vinci”, e apimentar as discussões a respeito do conflito entre ciência e religião, no filme, “Anjos e Demônios”, Brown, agora resolveu dar uma pequena alfinetada na possível origem do homem.
Autor de frases polêmicas, encontrou na ficção contestadora da religião o seu verdadeiro sucesso financeiro e profissional. Aliás, estratégia típica de quem deseja adquirir uma vida de sucesso promissora e rápida. Richard Dawkins que o diga.

O que é complexidade irredutível?

De modo geral, a tese da Complexidade Irredutível afirma que há estruturas biológicas que não poderiam ter evoluído de um estado mais simples. Uma célula, por exemplo, é composta de centenas de máquinas moleculares complexas. Sem elas, a célula não funcionaria. Por isso, a célula é irredutivelmente complexa: ela não pode ter evoluído de um estado mais simples, porque não funcionaria em um estado mais simples, e a seleção natural só pode optar por características que já estejam funcionando. Behe define a complexidade irredutível em seu livro A Caixa Preta de Darwin como um sistema único composto de várias partes bem combinadas que interagem e que contribuem para a função básica do sistema, onde a remoção de qualquer das partes faz com que o sistema deixe de funcionar efetivamente. 

A Bíblia e a mentalidade científica

Entenda a diferença entre o ceticismo contemporâneo e aquele que foi manifestado pelos personagens bíblicos e cientistas cristãos ao longo da história

Não é incomum encontrar ateus ou céticos de renome lamentando o fato de o cristianismo ainda ter tamanha influência na sociedade de nossos dias. A Bíblia é constantemente acusada de ser um livro obsoleto, que promove crendices tribalistas sobre a natureza e a origem do universo. As pessoas que viviam na época em que a Bíblia foi escrita são retratadas como simplórias, ingênuas e facilmente enganadas por seus líderes religiosos.

A existência de Deus: Um problema para quem?

[Para refletir] É tragicamente sensato, se levarmos em consideração o observatório darwinista, de que a inteligência, claramente visível ou latente, seja uma realidade [eu quis dizer que para eles é trágico, embora sensato]. É indiscutível e, em alguns casos, até prática de insanidade acreditar que o caos inanimado tenha se organizado absurdamente inventiva, engenhosa e genial. A arrogância ou, na melhor das hipóteses, o desinteresse em conhecer ou se render a um ser transcendente que possui, além de códigos científicos, um código de conduta, parece ser a melhor resposta para compreender a antipatia ou hostilidade de como tratam o tema da existência de um criador e mantenedor.

Mark Armitage obteve vitória judicial

Injustiça parcialmente reparada
O cientista microscopista demitido por ter publicado artigo científico com achados de tecidos moles em fóssil de dinossauro que embaraçou Darwin obteve uma decisão histórica contra a Universidade Estadual da Califórnia. Mark Armitage contou ao Creation Evolution Headlines (CEH) que seu caso contra a Universidade Estadual de Cal (CSUN, em inglês) resultou em um acordo após a juíza Dalila Lyons do Tribunal Superior da Califórnia ter decidido em seu favor em uma moção de adjudicação. Em vez de enfrentar uma perda provável perante um júri, os advogados da CSUN escolheram resolver tudo com o próprio Armitage. Armitage escreve: “Não foi simplesmente uma moção de julgamento sumário que o juiz decidiu contra. O juiz decidiu contra eles [universidade] em uma moção para julgamento. Há uma grande diferença. Em outras palavras, o juiz fez uma decisão sobre o caso e conclui, de fato, que nós provamos nosso caso, que eles me discriminaram contra a minha religião, e eles falharam em acompanhar ou investigar uma queixa por escrito de discriminação religiosa. Não havia sentido que a Universidade fosse arrastada para o julgamento do júri porque estava claro que eles iriam perder no julgamento e os ganhos teriam sido muito maiores do que são atualmente.”

De acordo com FreedomX, para o advogado Bill Becker, que litigou o caso Coppedge vs JPL em 2012, uma moção para adjudicação significa que o juiz confirmou que certas provas são verídicas e, portanto, não precisa de debate antes de um juiz de fato. Essas provas podem, assim, ser estipuladas como factuais no início de um processo judicial. Quaisquer que fossem os fatos, eles devem ter sido suficientemente significativos para assustar os advogados da CSUN de apresentarem um julgamento perante um júri.

Mark foi contratado como microscopista e instrutor de laboratório na universidade, mas foi abruptamente demitido em 2014, sem explicação, depois que ele e o Dr. Kevin Anderson publicaram um artigo científico na Acta Histochemica descrevendo o tecido mole que encontraram em um chifre de Triceratops em Montana, EUA. Esse paper não menciona nada sobre design inteligente ou criacionismo, mas Mark é bem conhecido como um jovem criacionista, sendo membro do conselho da Creation Research Society (CRS), juntamente com Anderson. O caso chamou a atenção da revista Nature (11/5/2014). Encontrar tecido mole preservado dentro de um osso de dinossauro causa problemas óbvios para a escala de tempo geológica padrão (6/10/2015). Desde sua demissão, Mark continuou o trabalho de microscopia eletrônica em tecido mole de dinossauro sob o patrocínio da CRS.

Há indícios de que houve e contínua a haver tentativa de baixar o valor antes de chegar a um acordo final. Mark e seu advogado, Alan Reinach, do Church State Council, aparentemente permaneceram firmes, de acordo com o Dr. Jay Wile, que falou com Mark e escreveu sobre isso em um post de blog. Mark disse a CEH que todas as partes assinaram, cheques foram escritos, e, “oh, meu Deus, alguns deles eram muito grandes”: “Então esse é um negócio concluído e conseguimos uma nítida vitória. Como meu advogado disse, especialmente a um grupo de seus pares em uma reunião de advogados trabalhistas, tivemos uma vitória histórica.”

Maiores detalhes do acordo não estarão disponíveis até Reinach emitir um comunicado de imprensa formal. Mark disse à CEH que não houve nenhum acordo de não divulgação, “então eu sou livre para relatar toda a história, incluindo o incrível testemunho de deposição”, disse ele. Até agora, no entanto, a única notícia online sobre o caso como esta entrada se encontra em um blog do Jay Wile, um vídeo caseiro no YouTube elaborado por Mark e postado em 1º de outubro, e as conversas por e-mail com Mark citadas aqui. [...]

(Texto traduzido do original Creation Evolution Headlines por Everton F. Alves, mestre em Ciências da Saúde pela UEM e diretor de ensino do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira [NUMAR-SCB]) via (Criacionismo)

Vida é ainda mais antiga e Lucy caiu da árvore

Kappelman e sua imaginação fértil
Há situações em que médicos legistas e investigadores não conseguem determinar a causa da morte de alguém, mesmo tendo o cadáver sobre a mesa do necrotério. Há situações em que não se consegue determinar a idade de uma pessoa centenária, quando ela não mais tem em mãos seus documentos originais. Os cientistas desconhecem muitos detalhes sobre a origem e mesmo sobre o funcionamento de criaturas vivas, que podem muito bem ser pesquisadas, investigadas e até dissecadas em laboratório. Mas, quando o assunto é a origem da vida e dos ancestrais dos seres humanos, ainda que isso tenha supostamente acontecido há milhões ou até bilhões de anos, aí, sim, os cientistas evolucionistas sabem tudo! Sabem como surgiram, como se comportavam e até como morreram. Não é impressionante?!

Até parece que há uma “agenda secreta” que determina a publicação de uma notícia evolucionista de quando em quando, para manter a doutrinação das pessoas. A última notícia desse tipo dá conta de que a vida na Terra teria se originado 220 milhões de anos antes do que se pensava até agora. Cientistas australianos revelaram a existência de fósseis que datam de supostos 3,7 bilhões de anos (segundo a cronologia evolucionista, evidentemente). As pequenas estruturas, chamadas de estromatólitos, foram encontradas na Groenlândia e vieram à superfície após o degelo de uma placa no maciço de Isuea, no sudoeste dessa grande ilha.

Segundo o pesquisador Allen Nutman, da Universidade de Wollongong, esses estromatólitos – estruturas fossilizadas “de origem biológica”, de 1 a 4 centímetros – demonstram que a vida emergiu pouco depois da formação da Terra, há supostos 4,5 bilhões de anos. E ele especula que isso permite abrigar a esperança de que uma forma muito básica de vida [sic] pode, em algum momento, existir no Planeta Marte.

Agora note como, com base em evidências mínimas, as especulações vão aumentando. Diz o pesquisador: “Se a vida se desenvolveu tão rapidamente na Terra [ele já assume como fato o que era hipótese], permitindo a formação de coisas como esses estromatólitos, seria mais fácil detectar sinais de vida em Marte.”

Só para lembrar, estromatólitos são formados por cianobactérias, e bactérias, por mais que alguns as chamem de “simples forma de vida”, dispõem de DNA e têm a capacidade de duplicar essa informação genética a fim de se multiplicar. Se elas têm DNA, isso pressupõe complexidade e design inteligente, afinal, informação complexa e específica não surge do nada. É essa informação que garante a vida da bactéria, coordenando suas funções. A bactéria precisava ter desde sempre uma membrana complexa e seletiva, a fim de que seu conteúdo não se dispersasse no meio aquoso, mas que permitisse a entrada de nutrientes. Essa membrana é formada por proteínas bem específicas. Perguntas: O que surgiu primeiro: o DNA que sintetiza as proteínas? As proteínas que formam o DNA? A membrana que mantém as organelas protegidas? As organelas das quais a bactéria e sua membrana dependem para existir?

Segundo o físico e engenheiro de software Eduardo Lütz, “as informações que guardamos em um computador, incluindo o sistema operacional, programas e dados, são armazenadas em uma peça que chamamos de disco rígido (ou ssd em alguns mais recentes e caros). Isso corresponde ao DNA. A membrana da bactéria corresponde à carcaça do computador. Mas a parte mais complexa do computador nem é o disco rígido nem a carcaça, mas, sim, o processador, que precisa de mecanismos auxiliares, como a memória de trabalho e circuitos para acessar dispositivos como disco rígido, teclado, tela, usb, etc. O mesmo se aplica à bactéria. Ela tem DNA e membrana. Existem realmente programas altamente complexos armazenados no DNA, mas a parte mais complexa é a que acessa, interpreta e executa esses programas. O DNA sozinho não faz coisa alguma. Depende de muitas organelas e nanomáquinas (enzimas) para que as instruções nele armazenadas possam ser lidas e executadas.”

Mas, para piorar o cenário, o tal “surgimento” da vida vem recuando cada vez mais no tempo. Como explicar que vida com tal complexidade tenha “surgido” em um passado tão remoto quanto quase a idade estimada para a origem da própria Terra? Se continuar recuando assim, daqui a pouco não haverá mais tempo para o surgimento e a “evolução” da vida.

Pior mesmo foi o título publicado pelo jornal Extra: “Fósseis do tempo em que a Terra lembrava Marte são descobertos na Groenlândia.” Aqui a especulação chega ao nível hard. Note que o editor do título já parte do pressuposto de que a Terra foi parecida com Marte, algo não provado nem demonstrável, e faz isso com a clara intenção de, depois, afirmar que a vida poderia ter surgido também no planeta vermelho.

A outra notícia, igualmente veiculada nesta semana, tem que ver com a famosa Lucy, a australophitecus que viveu na África há supostos 3,18 milhões de anos. Uma equipe de pesquisadores norte-americanos analisou fissuras nos ossos fossilizados de Lucy, também conhecida como a “avó da humanidade”, e, com base nessa análise, concluiu: Lucy sofreu uma queda de 15 metros. Os ossos foram encontrados em 1974, na Etiópia, e compõem quase 40% de um esqueleto.

John Kappelman, antropólogo da Universidade do Texas, em Austin, chegou a especular o seguinte: “Acho que as lesões são tão graves, que, provavelmente, ela morreu logo após a queda.” Mas tem mais. O pessoal do CSI paleontológico trabalhou pra valer! Também foi encontrada uma lesão no ombro direito de Lucy. Kappelman explicou que “ela esticou os braços no momento do impacto, numa tentativa de amparar a queda”. Não disse? Sabem tudo sobre o ocorrido. Contam com menos de 40% de um esqueleto fossilizado, mas sabem até que a moça pré-histórica esticou o braço para se proteger de uma queda de 15 metros. Sim, 15. Não 10 nem 20.

Como era de se esperar, a “descoberta”, publicada na revista Nature, está sendo criticada por outros cientistas, que dizem que muita coisa pode acontecer a um esqueleto com supostos 3,2 milhões de anos. Na verdade, muita coisa poderia acontecer com o esqueleto, ainda que tivesse “apenas” mil anos. O corpo de Lucy pode ter sido esmagado, antes de ser coberto por camadas de sedimentos, ou ela pode até ter sido soterrada em vida.

Donald Johanson, pesquisador que descobriu Lucy há mais de 40 anos em Afar, na Etiópia, diz que “há uma infinidade de explicações para o osso quebrar”. Ele acrescenta ainda que “a sugestão de que ela caiu de uma árvore não é verificável, nem falseável, e é, portanto, improvável”.

Mas o assunto ganha as páginas de uma revista científica que fecha as portas para artigos de cunho criacionista, e a mídia concede amplo espaço para tantas especulações, negando-se a sequer considerar as evidências favoráveis ao criacionismo.

Quem disse que o mundo é justo?

Eles não conseguem enterrar Deus

[Há duas semanas, a revista Veja publicou na seção “Página Aberta” um artigo do presidente da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea), com o título “Deus é uma ficção”. Algumas pessoas escreveram e-mails e eu enviei o artigo abaixo, na doce ilusão de que fosse publicado como contraponto às ideias do ateu. Mas percebi, mais uma vez, que as páginas daVeja não são assim tão abertas... - MB]

Heinrich Heine (1797-1856) foi um filósofo e poeta alemão profundamente marcado pela pessoa e obras de outro filósofo: Friedrich Hegel. Tornou-se ardoroso defensor do ateísmo e tratava a religião e a Deus com deboche e acidez. A famosa expressão que qualifica a religião como “ópio do povo” – posteriormente usada por Karl Marx na Crítica da Filosofia Hegeliana do Direito – havia sido adiantada por Heine. Em sua obra Ludwig Börne, Heine, com sua ironia peculiar, escreve: “Bendita seja uma religião que derrama no amargo cálice da humanidade sofredora algumas doces e soporíferas gotas de ópio espiritual, algumas gotas de amor, fé e esperança.”

Apesar de uma vida de negação a Deus, à semelhança de Antony Flew (considerado o maior filósofo ateu do século 20 e autor de Um Ateu Garante: Deus Existe), Heine, em 1849, fez uma declaração que espantou a muitos. Ao arqueólogo Fernando Meyer que, no outono daquele ano, visitou Heine, gravemente enfermo e paralítico devido à sífilis, o filósofo declarou: “Pode acreditar, meu amigo, pois é Heinrich Heine quem lho confia em seu leito de morte, após longos anos de madura reflexão: Depois de considerar atentamente tudo quanto sobre a matéria se tem falado e escrito em todas as nações, cheguei à certeza de que existe um Deus, que é o juiz das nossas ações, de que a nossa alma é imortal [sic] e existe uma vida no além, onde o bem é premiado e o mal castigado... Não tivesse eu essa fé, persuadido da incurabilidade do meu mal, já há tempo teria posto um fim à minha miserável existência... Insensatos há que, depois de terem sido vítimas do erro durante toda a vida, e terem anteriormente manifestado tais ideias errôneas por palavra e por obra, já não têm coragem para confessar que por tanto tempo andaram enganados; eu, porém, confesso abertamente que foi um erro infame o que me manteve manietado por tão largo tempo; agora, sim, vejo claramente, e quem me conhece e me vê pode dizer que não falo por coação ou com o espírito obnubilado, mas numa hora em que as minhas faculdades estão tão robustas e arejadas como em qualquer tempo anterior” (Gespräche mit Heine [nota 153], p. 704-707; citado por Georg Siegmund, em O Ateísmo Moderno, p. 232).

Heine, Flew e mesmo o cientista diretor do Projeto Genoma e ex-ateu Francis Collinsforam perseguidos por seus antigos pares e colegas de descrença. Esses e muitos outros que se atrevem a fazer o caminho do ateísmo para o teísmo descobrem que há armários de dentro dos quais a saída é tão dolorosa quanto o é para outras pessoas que sofrem o preconceito de grupos intolerantes que defendem uma liberdade localizada e limitada. Na juventude, talvez Heine fizesse parte de algum grupo ateísta militante que vive confundindo Estado laico com estado ateu e que insiste em dizer que Deus não existe, muito embora viva incomodado com Ele.

Não dá para negar que, assim como os negros e os homossexuais, ateus assumidos também sofrem sob o preconceito dos que se recusam ao diálogo e desrespeitam os “diferentes”. Mas também é notório que existem outros grupos tão ou mais hostilizados do que esses citados acima. Um exemplo são os criacionistas bíblicos, cristãos para os quais o Universo e a vida foram criados por Deus, exatamente como descreve a Bíblia. Tente defender essa tese sustentada por Paulo, João e pelo próprio Jesus e você verá o que é preconceito! Aliás, o próprio fato de que certos setores da mídia privilegiam conteúdos de cunho naturalista ou mesmo ateísta em detrimento de conteúdos apologeticamente cristãos já é evidência suficiente de que certos “armários” são piores do que outros. Quer um exemplo? Na semana passada, alguns jornais estrangeiros noticiaram a prova final de que o Homem de Piltdown, tido por muito tempo como um “elo perdido” a favor da teoria de Darwin, foi uma fraude escandalosa. Você leu alguma linha sobre isso aqui no Brasil? Viu a notícia estampada em alguma capa? No entanto, quando os ateus Richard Dawkins (o “devoto de Darwin”, segundo Veja) ou Stephen Hawking dizem algo sobre Deus, isso vira manchete quase que instantaneamente.

O exagero da militância ateísta é percebido e denunciado não apenas por religiosos. Eli Vieira é um biólogo defensor ferrenho do darwinismo e ateu declarado, ativo nas redes sociais. Em 2013, ele escreveu algo em sua página no Facebook que revela o caráter de entidades como a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea). O texto de Eli foi reproduzido no blog Kestão de Opinião (http://goo.gl/yhmklp) e em um comentário no blog Ceticismo Político (https://goo.gl/P5gz5v).

“Quando eu achava que a ‎Atea não poderia descer mais ainda o nível, eles zoam uma garota que perdeu o filho depois de uma cirurgia. Eles acharam engraçado que a garota estava com fé em Deus que o filho fosse sobreviver, o que infelizmente não aconteceu. A pessoa que fez essa piada está tão cega de fanatismo pelo ateísmo que está mais interessada em tripudiar sobre o ‘fracasso’ das orações da jovem mãe do que em respeitar seus ferimentos psicológicos da enorme dor que é perder um filho. Talvez uma dor que um ateu cissexual, homem, heterossexual e de classe média jamais experimentará na vida dele. Uma dor que, para enfrentar na vida, é preciso muito mais coragem que a ‘coragem’ de afrontar uma sociedade majoritariamente teísta com chistes hereges de baixa criatividade e péssima qualidade, e escondendo a cara por trás de uma instituição cujo presidente [Daniel Sottomaior] tem a pachorra de louvar o proselitismo ao melhor estilo infantil ‘se eles podem eu quero também’, ignorando se o que eles ‘podem’ é certo ou errado, desejável ou indesejável, de consequências positivas ou negativas.”

Vieira diz também que acompanhou a Atea desde antes de sua fundação e que conhece bem seus fundadores, e afirma que eles não falam por ateus humanistas como ele. “Sua página no Facebook é uma vergonha, sua atuação positiva é eclipsada por essa atuação negativa constante, e a imagem que a Atea criou dos ateus me entristece, me envergonha, me revolta e me enoja”, conclui.

Me causam enjoo, também, os argumentos superficiais e requentados usados por pessoas como Sottomaior. Na edição de 17 de agosto da revista Veja, o presidente da Atea “força a barra” ao dizer que, biblicamente falando, ímpio é sinônimo de ateu. Nada mais falso. Quem lê a Bíblia sabe que a maioria dos ímpios mencionados em suas páginas são, na verdade, religiosos hipócritas que negam a fé que professam ao agir em desacordo com os preceitos da religião. Saul, Anás, Caifás, Herodes eram “crentes” e ímpios. A palavra “ímpio”, originalmente, vem de “sem piedade”, desumano, cruel. No original grego éanomos, “sem lei”, “fora da lei”. E esse tipo de gente pode ser encontrado entre ateus e crentes, infelizmente. 

Sottomaior afirma, ainda, que “quanto mais religioso é um país, piores são seus índices sociais”. Argumento bastante frágil esse. Os Estados Unidos são um dos países mais religiosos do mundo, e a Coreia do Norte, um dos mais ateus. Os países nórdicos têm tradição protestante, os do leste europeu viveram à sombra do comunismo ateu. Precisa dizer mais alguma coisa? E, se quisermos também forçar a barra, podemos dizer que os regimes ateístas, como o da antiga União Soviética, foram responsáveis por matanças que deixariam os inquisidores medievais morrendo de inveja. 

Mas é claro que não é justo culpar os ateus pelo que fizeram os regimes políticos de orientação ateísta, tanto quanto não é justo culpar Deus ou a religião bíblica pelo que religiosos ímpios fizeram e têm feito em nome dEle.

Na verdade, ateus e crentes somente existem porque o Criador de ambos lhes dá a liberdade para crer no que quiserem. É exatamente essa liberdade conquistada no Ocidente judaico-cristão que permite a crença e a descrença, e a própria existência dos ateus que merecem, sim, um lugar ao sol. Ateus, graças a Deus.

Para concluir, é interessante notar como a militância ateísta, por mais que tente, não consegue enterrar o Deus que creem estar morto. O presidente da Atea se chama Daniel, um nome bíblico que significa “Deus é o meu Juiz” (sugestivo, não?). E seu artigo foi publicado em uma edição de Veja em que aparece na capa uma imagem de Cristo...

Seguindo as evidências


Hoje um dos “eruditos deste século”, aqueles que se acham, repetiu aquele velho e desgastado argumento de que crer em um Designer - no meu caso, Deus - seria a saída fácil de um ignorante. Gente que frente ao desafio da explicação, apela para o argumento mais fácil - Deus. Mas a retórica é pífia e falaciosa, pois crer em Deus não é um “argumento fácil” mas uma CONCLUSÃO fácil, extremamente fácil. E por quê? Porque há uma avalanche imensa de evidências por todos os cantos e por todos os lugares, e basta abrir os olhos e ter um par de neurônios para perceber, pois é lógico e evidente. Basta observar a Vida e o Universo. A olho nu já basta. No microscópio ou telescópio, ai já é colher de chá demais. Ao nível atômico e molecular, ai não é evidencia, é prova incontestável, irrefutável, cabal, final e derradeira.

Mas, mesmo assim, você pode escolher negá-Lo? Claro que sim. Um direito seu. Mas aí você terá que tentar desqualificar os que se rendem ao óbvio com a falácia do argumento fácil e alimentar a sua fé com um “monte de bobagens”, como aquela sopa ácida e rudimentar que vira maternidade de amebas ou aquele “puff cósmico” que forma o Universo. E fazer a opção pela única opção que te restou: adorar como Hawking o deus trino do materialismo: matéria, tempo e espaço. Pois não podemos servir a dois senhores e sempre serviremos um deles. Eu vou com as evidências e seguindo milhões delas opto pelo Eu Sou desde pequenininho.

(Criacionismo) via (Dr. Marcos Eberlin, Facebook)

Será que Deus existe?


Deus não existe, afirmou o cientista Stephen Hawking, de passagem pela Espanha. Em entrevista a um jornal de "nuestros hermanos", Hawking repetiu a tese de que o Universo se criou a partir do nada e que o ser humano acabará por saber tudo sobre tudo no futuro sem precisar de uma ajuda celestial.

Longe de mim contestar Hawking: o homem é um gênio, dizem, e com os gênios não se brinca. Embora me pareça bizarra a declaração de um cientista –repito: de um cientista, não de um vulgar mortal– de que o futuro será assim ou assado em matéria de conhecimento humano.

Karl Popper (1902-1994), um dos mais importantes filósofos da ciência do século 20, mostrou como essa crença é ridícula (e até anticientífica). Motivo óbvio: o conhecimento é uma aventura em aberto. O que significa que aquilo que saberemos amanhã é algo que desconhecemos hoje; e esse "algo" pode mudar as verdades de ontem. Como? Derrubando velhos dogmas e inaugurando novas perplexidades. Sempre foi assim –o imprevisto é um dos atores principais na história da ciência. É razoável presumir –presumir, não afirmar categoricamente– que sempre assim será.

Um cientista que diga como vai ser o futuro, sem obviamente conhecer todos os fatores que irão moldar esse futuro, não é um cientista. É um charlatão. Como Karl Marx (1818-1883), por exemplo, um dos alvos preferidos de Popper e da sua crítica ao "historicismo". Marx pretendia fornecer aos homens as "leis científicas da história": um processo de luta entre classes que acabaria por derrubar o sistema capitalista, conduzindo à "ditadura do proletariado" e a uma sociedade comunista.

Como é evidente, as leis "científicas" de Marx nada tinham de ciência. Eram meras profecias, marcadas por uma radical indeterminação, que nem como profecias se cumpriram: a revolução não emergiu "inexoravelmente" em países capitalistas (como a Inglaterra); ela foi violentamente imposta em antros de pobreza e atraso industrial, como na Rússia campesina e analfabeta de 1917.
Mas voltemos a Deus: será que Ele existe? Ou devemos curvar-nos perante a sapiência do prof. Hawking e abandonar essas ilusões primitivas?

Uma boa forma de responder à pergunta encontra-se na entrevista notável que o filósofo Keith DeRose, professor na Universidade Yale e um declarado agnóstico, concedeu ao "New York Times".
É impossível resumir aqui a complexidade da conversa. Mas é possível chegar ao ponto capital dela: quando existe uma imensa maioria de pessoas que acredita na existência de Deus, é preciso um argumento poderoso (e definitivo) para demonstrar o seu contrário.

DeRose nunca encontrou esse argumento, apesar de conhecer o mais clássico de todos eles: como conciliar a existência de Deus com a presença do Mal no mundo? O filósofo não perde tempo com a resposta, claro. Mas um conhecimento vago da discussão teológica através dos séculos mostra como a existência de Deus não anula necessariamente o livre arbítrio das suas criaturas.

Isso não significa, logicamente, que DeRose recusa a posição ateia e aceite a posição teísta. Pelo contrário: os argumentos cosmológicos avançados racionalmente pelos teístas –tudo tem uma causa; Deus é a causa das causas etc.– também não convencem o autor pela sua fraqueza, digamos, circular.
Em que ficamos, então?
Simples: em lado nenhum. Ou, dito de outra forma, Deus não é uma questão rigorosamente filosófica. E discutir a sua existência (ou inexistência) em termos filosóficos (leia-se: "racionais") é um diálogo de surdos, que tentam falar racionalmente sobre um assunto do qual não possuem qualquer prova.

Ou então é um diálogo de cegos, que insistem em descrever a paisagem que imaginam ter à frente.
Deus é uma questão de fé –esse mistério e, para muitos, essa graça. E a "fé" é um assunto ligeiramente diferente de equações matemáticas ou observações de telescópio.
Um cientista que não entende isso não é apenas um ignorante em matéria religiosa. É sobretudo um ignorante em matéria científica.


Nota Gilberto Theiss: A persistente e militante batalha a favor da inexistência de Deus tem sido de forma tão apaixonada que quase dá para confundir um cientista como apenas um filósofo ativista. Quero dizer que hipóteses e leis científicas, na discussão sobre Deus, são deixadas de lado uma vez que não podem ser utilizadas para embasar o pressuposto ateísmo. Assim, restam apenas os discursos que se harmonizam mais com argumentos filosóficos do que científicos (Claro, alguns deles são tão pobres ou fideísticos que não podem ser encarados nem como filosóficso). O próprio Dawkins, talvez um dos mais importantes ativistas do ateísmo, declarou enfaticamente que Deus é muito improvável e que leva a sua vida na predisposição de que Deus não está lá (Deus um delírio, p. 80). 

Segundo o dicionário Aurélio, a palavra utilizada por ele, “predisposição”, significa exatamente 1. “Ato de predispor (-se)”. 2. “Vocação, tendência, pendor, inclinação, propensão: disposição, tendência natural para (algo); inclinação”, em outras palavras, sua crença não deriva da ciência, mas de suas próprias convicções pessoas. Declarações como esta podemos pinçar de vários outros cientistas renomados que levantam a mesma bandeira impondo o mesmo discurso, mas a nota foi apenas para chamar a atenção para uma realidade pouco explorada ou propositalmente deixada de lado. Na verdade, se fossemos discutir a existência de Deus utilizando as bases da ciência, segundo o cientista John Lennox e o filósofo William Laine Graig os ateus já teriam sido nocauteados há muito tempo. A ciência pode não provar a existência de Deus e isto pode até ser lógico, pois se este fato extraordinário fosse possível, Deus jamais poderia ser Deus. Todavia, embora a ciência não tenha o poder de provar a existência de Deus, por outro lado, é impossível não ver na mesma ciência as pegadas que indicam a Sua existência.

Filósofo Pondé conta por que deixou de ser ateu


A revista Veja de 13/7 publicou entrevista interessante com o filósofo Luiz Felipe Pondé, de 52 anos. Responsável por uma coluna semanal na Folha de S. Paulo e autor de livros, Pondé costuma criticar certezas e lugares-comuns bem estabelecidos entre seus pares. Professor da Faap e da PUC, em São Paulo, o filósofo também é estudioso de teologia e considera o ateísmo filosoficamente raso, mas não é seguidor de nenhuma religião em particular. 

Pondé diz que “a esquerda é menos completa como ferramenta cultural para produzir uma visão de si mesma. A espiritualidade de esquerda é rasa. Aloca toda a responsabilidade do mal fora de você: o mal está na classe social, no capital, no estado, na elite. Isso infantiliza o ser humano. Ninguém sai de um jantar inteligente para se olhar no espelho e ver um demônio. Não: todos se veem como heróis que estão salvando o mundo por andar de bicicleta”. Sobre sexo, ele diz: “Eu considero a revolução sexual um dos maiores engodos da história recente. Criou uma dimensão de indústria, no sentido da quantidade, das relações sexuais – mas na maioria elas são muito ruins, porque as pessoas são complicadas.”

Por que a política não pode ser redentora?

O cristianismo, que é uma religião hegemônica no Ocidente, fala do pecador, de sua busca e de seu conflito interior. É uma espiritualidade riquíssima, pouco conhecida por causa do estrago feito pelo secularismo extremado. Ao lado de sua vocação repressora institucional, o cristianismo reconhece que o homem é fraco, é frágil. As redenções políticas não têm isso. Esse é um aspecto do pensamento de esquerda que eu acho brega. Essa visão do homem sem responsabilidade moral. O mal está sempre na classe social, na relação econômica, na opressão do poder. Na visão medieval, é a graça de Deus que redime o mundo. É um conceito complexo e fugidio. Não se sabe se alguém é capaz de ganhar a graça por seus próprios méritos, ou se é Deus na sua perfeição que concede a graça. Em qualquer hipótese, a graça não depende de um movimento positivo de um grupo. Na redenção política, é sempre o coletivo, o grupo, que assume o papel de redentor. O grupo, como a história do século 20 nos mostrou, é sempre opressivo.

Em que o cristianismo é superior ao pensamento de esquerda?

Pegue a ideia de santidade. Ninguém, em nenhuma teologia da tradição cristã – nem da judaica ou islâmica –, pode dizer-se santo. Nunca. Isso na verdade vem desde Aristóteles: ninguém pode enunciar a própria virtude. A virtude de um homem é anunciada pelos outros homens. Na tradição católica – o protestantismo não tem santos –, o santo é sempre alguém que, o tempo todo, reconhece o mal em si mesmo. O clero da esquerda, ao contrário, é movido por um sentimento de pureza. Considera sempre o outro como o porco capitalista, o burguês. Ele próprio não. Ele está salvo, porque reclica lixo, porque vota no PT, ou em algum partido que se acha mais puro ainda, como o PSOL, até porque o PT já está meio melado. Não há contradição interior na moral esquerdista. As pessoas se autointitulam santas e ficam indignadas com o mal do outro.

Quando o cristianismo cruza o pensamento de esquerda, como no caso da Teologia da Libertação, a humildade se perde?

Sim. Eu vejo isso empiricamente em colegas da Teologia da Libertação. Eles se acham puros. Tecnicamente, a Teologia da Libertação é, por um lado, uma fiel herdeira da tradição cristã. Ela vem da crítica social que está nos profetas de Israel, no Antigo Testamento. Esses profetas falam mal do rei, mas em idealizar o povo. O cristianismo é descendente principalmente desse viés do judaísmo.
Também o cristianismo nasceu questionando a estrutura social. Até aqui, isso não me parece um erro teológico. Só que a Teologia da Libertação toma como ferramenta o marxismo, e isso sim é um erro. Um cristão que recorre a Marx, ou a Nietzsche – a quem admiro –, é como uma criança que entra na jaula do leão e faz bilu-bilu na cara dele. É natural que a Teologia da Libertação, no Brasil, tenha evoluído para Leonardo Boff, que já não tem nada de cristão. Boff evoluiu para um certo paganismo Nova Era – e já nem é marxista tampouco. A Teologia da Libertação é ruim de marketing. É como já se disse: enquanto a Teologia da Libertação fez a opção pelo pobre, o pobre fez a opção pelo pentecostalismo.

O senhor acredita em Deus?

Sim. Mas já fui ateu por muito tempo. Quando digo que acredito em Deus, é porque acho essa uma das hipóteses mais elegantes em relação, por exemplo, à origem do universo. Não é que eu rejeite o acaso ou a violência implícitos no darwinismo – pelo contrário. Mas considero que o conceito de Deus na tradição ocidental é, em termos filosóficos, muito sofisticado. Lembro-me sempre de algo que o escritor inglês Chesterton dizia: não há problema em não acreditar em Deus; o problema é que quem deixa de acreditar em Deus começa a acreditar em qualquer outra bobagem, seja na história, na ciência ou sem si mesmo, que é a coisa mais brega de todas. Só alguém muito alienado pode acreditar em si mesmo. Minha posição teológica não é óbvia e confunde muito as pessoas. Opero no debate público assumindo os riscos do niilista. Quase nunca lanço a hipótese de Deus no debate moral, filosófico ou político. Do ponto de vista político, a importância que vejo na religião é outra. Para mim, ela é uma fonte de hábitos morais, e historicamente oferece resistência à tendência do Estado moderno de querer fazer a cura das almas, como se dizia na Idade Média – querer se meter na vida moral das pessoas.

Por que o senhor deixou de ser ateu?

Comecei a achar o ateísmo aborrecido, do ponto de vista filosófico. A hipótese de Deus bíblico, na qual estamos ligados a um enredo e um drama morais muito maiores do que o átomo, me atraiu. Sou basicamente pessimista, cético, descrente, quase na fronteira da melancolia. Mas tenho sorte sem merecê-la. Percebo uma certa beleza, uma certa misericórdia no mundo, que não consigo deduzir a partir dos seres humanos, tampouco de mim mesmo. Tenho a clara sensação de que às vezes acontecem milagres. Só encontro isso na tradição teológica.


Nota Gilberto Theiss: Não é necessário muito esforço cognitivo para perceber que informação inteligente deve ser produto de um criador inteligente. O Caos e a ausência de inteligência, na melhor das hipóteses, só podem produzir mais caos e informações desarmoniosas (Se é que pode produzir algum tipo de informação). A ausência de Deus da autoria da criação não favorece em nenhuma vírgula a teoria do acaso, apenas a torna mais escandalosamente sem sentido. Por este motivo é que vemos com frequência grandes mentes intelectivas se divorciarem do ateísmo filosófico. 

É necessário muita coragem e profunda negação do “EU” para admitir o que é incontestável. Negar o que é óbvio ao observar atentamente para a complexidade precisa e fina de todas as coisas existentes é o mesmo que se olhar milimetricamente no espelho para afirmar: “eu não passo de um produto confuso, sem sentido, sem propósito, pandemônio, obscuro, confuso, perturbado, desordenado, calamitoso, desventurado, desvalido, negregado e infortunado”. Que tal, é assim que você se vê?

Será que Deus existe?


Deus não existe, afirmou o cientista Stephen Hawking, de passagem pela Espanha. Em entrevista a um jornal de "nuestros hermanos", Hawking repetiu a tese de que o Universo se criou a partir do nada e que o ser humano acabará por saber tudo sobre tudo no futuro sem precisar de uma ajuda celestial.
Longe de mim contestar Hawking: o homem é um gênio, dizem, e com os gênios não se brinca. Embora me pareça bizarra a declaração de um cientista –repito: de um cientista, não de um vulgar mortal– de que o futuro será assim ou assado em matéria de conhecimento humano.
Karl Popper (1902-1994), um dos mais importantes filósofos da ciência do século 20, mostrou como essa crença é ridícula (e até anticientífica). Motivo óbvio: o conhecimento é uma aventura em aberto. O que significa que aquilo que saberemos amanhã é algo que desconhecemos hoje; e esse "algo" pode mudar as verdades de ontem. Como?
Derrubando velhos dogmas e inaugurando novas perplexidades. Sempre foi assim –o imprevisto é um dos atores principais na história da ciência. É razoável presumir –presumir, não afirmar categoricamente– que sempre assim será.
Um cientista que diga como vai ser o futuro, sem obviamente conhecer todos os fatores que irão moldar esse futuro, não é um cientista. É um charlatão.
Como Karl Marx (1818-1883), por exemplo, um dos alvos preferidos de Popper e da sua crítica ao "historicismo". Marx pretendia fornecer aos homens as "leis científicas da história": um processo de luta entre classes que acabaria por derrubar o sistema capitalista, conduzindo à "ditadura do proletariado" e a uma sociedade comunista.
Como é evidente, as leis "científicas" de Marx nada tinham de ciência. Eram meras profecias, marcadas por uma radical indeterminação, que nem como profecias se cumpriram: a revolução não emergiu "inexoravelmente" em países capitalistas (como a Inglaterra); ela foi violentamente imposta em antros de pobreza e atraso industrial, como na Rússia campesina e analfabeta de 1917.
Mas voltemos a Deus: será que Ele existe? Ou devemos curvar-nos perante a sapiência do prof. Hawking e abandonar essas ilusões primitivas?
Uma boa forma de responder à pergunta encontra-se na entrevista notável que o filósofo Keith DeRose, professor na Universidade Yale e um declarado agnóstico, concedeu ao "New York Times".
É impossível resumir aqui a complexidade da conversa. Mas é possível chegar ao ponto capital dela: quando existe uma imensa maioria de pessoas que acredita na existência de Deus, é preciso um argumento poderoso (e definitivo) para demonstrar o seu contrário.
DeRose nunca encontrou esse argumento, apesar de conhecer o mais clássico de todos eles: como conciliar a existência de Deus com a presença do Mal no mundo? O filósofo não perde tempo com a resposta, claro. Mas um conhecimento vago da discussão teológica através dos séculos mostra como a existência de Deus não anula necessariamente o livre arbítrio das suas criaturas.
Isso não significa, logicamente, que DeRose recusa a posição ateia e aceite a posição teísta. Pelo contrário: os argumentos cosmológicos avançados racionalmente pelos teístas –tudo tem uma causa; Deus é a causa das causas etc.– também não convencem o autor pela sua fraqueza, digamos, circular.
Em que ficamos, então?
Simples: em lado nenhum. Ou, dito de outra forma, Deus não é uma questão rigorosamente filosófica. E discutir a sua existência (ou inexistência) em termos filosóficos (leia-se: "racionais") é um diálogo de surdos, que tentam falar racionalmente sobre um assunto do qual não possuem qualquer prova.
Ou então é um diálogo de cegos, que insistem em descrever a paisagem que imaginam ter à frente.
Deus é uma questão de fé –esse mistério e, para muitos, essa graça. E a "fé" é um assunto ligeiramente diferente de equações matemáticas ou observações de telescópio.
Um cientista que não entende isso não é apenas um ignorante em matéria religiosa. É sobretudo um ignorante em matéria científica.


Nota Gilberto Theiss: Certa feita, Gesualdo Bufalino fez uma indagação instigante, “Se Deus existe, quem é? Se não existe, quem somos?" No centro desta discussão está Deus, outrora como personagem principal, outrora como vilão no épico da vida. No roteiro das discussões, dois partidos que utilizam as mesmas prerrogativas para embasar suas percepções. De imediato afirmo, como teísta, vou analisar a questão na ótica da minha visão de mundo. O princípio dessa análise é que a justificativa para desmerecer a existência de Deus pode ser a mesma utilizada para favorecer. Por exemplo, o ateu faz uso da existência do mal como premissa ou evidência para contrariar essa existência. O mal, como na compreensão de Epicuru, não favorece esse Deus poderoso e ao mesmo tempo amoroso. Todavia, baseado na mesma premissa, o teísta afirma que a liberdade para escolher o bem ou o mal somente pode ser um tributo de um Deus que, além de poderoso, é essencialmente amor. Somente o amor pode ofertar a dádiva da liberdade. Deus, mesmo sendo o Todo Poderoso, não impõe pela força a escolha do bem. Se assim fizesse, mesmo que fosse o bem, notoriamente seríamos escravos do bem. Escravidão não proporciona felicidade mesmo que seja do bem.
Outro exemplo bem conhecido é o de cientistas que mesmo diante da complexidade e grandeza do universo, pelo fato de não conseguir palpar ou observar a Deus em suas lentes do laboratório, poderiam afirmar categoricamente que Deus não existe. Mas usando a mesma referência, o teísta pode servir-se da complexidade e grandeza do universo para afirmar a existência desse Ser inesgotavelmente inteligente e poderoso. As leis do universo, da manutenção da vida e toda complexidade que estabelecem uma perfeita sintonia fina revelam de maneira escandalosa que todas estas coisas não poderiam jamais terem surgido do acaso. Leis e ciclos inteligente requerem um ser inteligente como elaborador.
Por último, o sofrimento de pessoas inocentes, as doenças que se multiplicam, ou crianças nascendo deformadamente, podem ser pratos cheios para os ateus com o mesmo propósito, mas para o teísta, essas tragédias apenas expõem o problema das escolhas que fizeram de Deus um intruso na vida humana. O caos, doenças e toda tristeza acarretado pelo mal são resultados de termos expulso a Deus de nossas vidas. Apenas colhemos os frutos de uma árvore plantada em terra sem vida.  A filha de Billy Graham estava sendo entrevistada e, a respeito da tragédia do 11 de setembro, a apresentadora perguntou a ela:
- Como é que DEUS teria permitido algo horroroso assim acontecer no dia 11 de setembro? Anne Graham deu uma resposta inusitada. Ela afirmou:
" Eu creio que DEUS ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós. Por muitos anos nós temos dito para DEUS não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo, das nossas escolas e sair de nossas vidas. Sendo um cavalheiro como DEUS é, eu creio que Ele calmamente nos deixou”. Portanto, com muita dor no coração, Deus apenas respeita o mal uso que fazemos da liberdade que Ele nos concedeu. Se assim não fosse, não seria liberdade e Deus não seria amor.

A engrenagem de um inseto revela o gênio do Criador

Obra do acaso cego ou de design?
Todos nós temos conhecimento de que o desenvolvimento das engrenagens foi um marco na história da nossa engenharia. Não é mesmo? Pois bem, a partir do surgimento dessas pequenas (ou enormes) rodas dentadas, os humanos passaram a ser capazes de construir máquinas cada vez mais complexas. O grande trunfo desse mecanismo é que ele permite coordenar, de um jeito bem simplificado, diferentes processos que ocorrem ao mesmo tempo dentro de um dispositivo mecânico, e isso é apenas um exemplo. O potencial das engrenagens é tão grande que elas são velhas conhecidas dos inventores – a esfera de Arquimedes, por exemplo, reproduzia os movimentos do Universo por meio de engrenagens há mais de dois mil anos. São elas que fazem um relógio de ponteiro funcionar, e foram elas que acabaram virando um símbolo de tudo o que remeta a fábricas ou indústrias. Charlie Chaplin captou essa essência como ninguém e a reproduziu com graça e brilhantismo em Tempos Modernos.

Mas poucos sabem que as engrenagens não são uma invenção do ser humano. Muito antes de nós a natureza já havia “notado” a eficiência e a precisão que elas proporcionam – e, não à toa, a evolução acabou criando uma estrutura biológica que cumpre à risca o papel das engrenagens. A mesma lógica que funciona tão bem nas máquinas também é encontrada nas patas traseiras de um pequeno inseto do gênero Issus. O mecanismo não deve em nada àqueles encontrados nas bicicletas ou nas embreagens de carro.

Cada dente, por sua vez, é arredondado para absorver o choque e evitar que as partes se quebrem. O sistema garante total sincronia ao movimento das patas do bichano – elas sempre se movem dentro de 30 microssegundos uma da outra. Um microssegundo equivale a um milionésimo de segundo. Tamanha precisão é fundamental para a sobrevivência do inseto, já que seu meio de transporte, basicamente, se resume aos saltos poderosos que dá para se locomover. Durante o momento crítico da propulsão, qualquer discrepância na velocidade das patas, por menor que seja, seria o bastante para fazer com que o pequenoIssus perdesse o controle e saísse rodopiando por aí.
De acordo com o ponto de vista da seleção natural, ele viraria uma presa fácil para predadores, e provavelmente sua espécie acabaria sendo extinta. “Essa sincronia precisa seria impossível de ser atingida através de um sistema nervoso, pois os impulsos neurais levariam tempo demais para suprir a coordenação extrema que é exigida”, explicou Malcolm Burrows, do Departamento de Zoologia da Universidade de Cambridge. O pesquisador liderou um estudo a respeito das engrenagens do inseto.

Como derrotar o ateu moderno com três perguntas simples

Pense, pense, pense
O blog Shadow To Light postou o texto abaixo. Verifique se você concorda...

Quando alguém demanda que você apresente evidências reais, do mundo real, e críveis acerca do Deus do cristianismo, há três perguntas simples que você pode fazer para expor a natureza fictícia do inquérito e assim invalidar a tentativa de validar o ateísmo.

Questão 1: O que você considera como evidência real, do mundo real e crível para Deus? Se o ateu se recusar a responder à pergunta, ele estará exposto à falácia de esconder as regras do jogo, demonstrando sua desonestidade intelectual ao fazer a pergunta. Se o ateu responder à pergunta, há uma grande possibilidade de que ele cite alguma demonstração dramática, miraculosa e sensacional de poder por Deus. Isso nos conduz à segunda pergunta:

Questão 2: Por que esse evento dramático, miraculoso e sensacional conta como evidência para Deus? Neste ponto, o ateu provavelmente irá procurar mudar o tópico da conversa. Mas persista com a pergunta. A razão pela qual o ateu considera tal evento como evidência para Deus é porque o evento possivelmente não poderia ser explicado por causas naturais e pela ciência, uma vez que houve uma lacuna. O ateísmo moderno está construído sobre a lógica “Deus das lacunas”. Neste ponto, você pode fazer a terceira pergunta:

Questão 3: O raciocínio “Deus das lacunas” é uma forma válida de determinar a existência de Deus? Se o ateu não “correu” até este momento, ele irá correr agora. Por quê? Pois se ele responder NÃO, então ficará claro que nada poderá contar como evidência para a existência de Deus, pois se a única “evidência” que o ateu permite em sua corte é uma lacuna (algo que não pode ser explicado por uma lei natural/científica) e o raciocínio do Deus das lacunas também não é permitido, então está claro que a exigência do ateu por uma evidência é um jogo desonesto de “cara eu ganho, coroa você perde”. 

É claro que se o ateu responder SIM a essa questão, então o teísta está livre para usar a lacuna como uma evidência para Deus (origem da vida, origem da consciência, etc.).
Essa é a razão pela qual o ateu irá fugir do tópico. A exigência por uma evidência coloca o ateu na posição ou de reconhecer a desonestidade de sua pergunta ou de reconhecer que há evidência uma vez que existem certas lacunas.