Mostrando postagens com marcador Daniel 1-12 e o tempo do fim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Daniel 1-12 e o tempo do fim. Mostrar todas as postagens
Daniel 3: prévia para um conflito final na adoração
O capítulo 3 de Daniel é um dos mais interessantes da Bíblia, quando se leva em consideração acontecimentos que nos fazem, com entusiasmo, projetar eventos escatológicos para o futuro. A lógica para essa compreensão é construída a partir de uma análise comparativa entre os episódios narrados no capítulo 3 de Daniel e Apocalipse 13, como pode ser observado abaixo:
É possível aplicar a ponta pequena de Daniel 8 a Antíoco Epifânio?
A história do passado se repetirá - Daniel 1 e o tempo do fim
(Daniel Capítulo 1)
(1)“No ano terceiro do reinado de
Jeoaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, reis da Babilônia, a Jerusalém e a
sitiou.” (2) “E o Senhor entregou nas suas mãos a Jeoaquim, rei de Judá, e uma
parte dos utensílios da Casa de Deus, e ele os levou para a terra de Sinar,
para a casa do seu deus, e pôs os utensílios na casa do tesouro do seu deus”
O terceiro ano do reinado de Jeoaquim
durou, pelo calendário judeu, do outono de 606 até o outono de 605 a. C..
(SDABC, p. 91). A presença do rei Nabucodonosor na Palestina no princípio do
verão de 605 a. C., segundo Daniel 1:1, é confirmado pelo historiador babilônico
Berosus, cujo trabalho original perdeu-se, mas cujo testemunho pertinente a
este acontecimento é citado por Josejo (Against apion i. 19). Berosus relata
que Nabucodonosor foi incumbido por seu pai Nabopolassar de extinguir uma
rebelião no Egito, Fenícia e Coele-Síria. Tendo completado sua missão, mas
estando ainda no ocidente, recebeu a notícia da morte de seu pai. Deixando os
cativos dentre os quais são mencionados judeus – nas mãos dos seus generais,
regressou apressadamente para a Babilônia pela curta rota do deserto o mais
rápido possível. Esta pressa era sem dúvida devido ao desejo de evitar que algum
usurpador ocupasse o trono.
No entanto, dentre os cativos de Nabucodonosor,
provavelmente estava ali presente Daniel e seus amigos. A afirmação de Daniel
1:1 e 2 e a do historiador Berosus são coniventes entre si ao fazer a menção da
campanha do rei. Isto indica que, de fato, o evento foi real e preciso tanto
nos fatos quanto na cronologia. É aqui que começa todo o drama mais
intenso, pois Daniel e seus amigos são levados, juntamente com muitos outros
judeus, para um ambiente hostil e degradado espiritualmente por uma cultura e
religião pagã. O principal deus babilônico era marduque,
que, desde o tempo da primeira dinastia, mais de um milênio antes, era
popularmente chamado de bêl, “senhor”. O seu principal templo chamado de esagila,
em cujo pátio se achava a grande torre do templo, etemenanki, estava no coração
de Babilônia (SDABC, v.4, p. 786).
Nabucodonosor, além de levar aprisionado
os melhores homens de Judá, levou também os mais valiosos vasos do templo para
o uso no serviço do seu deus marduque. Houve três ocasiões em que os caldeus
levaram vasos sagrados para Babilônia. Na primeira vez, como registrado neste
capítulo; na segunda vez quando
Jerusalém foi tomada no término do reinado de Jeoaquim em 597 a. C. (II Reis
24:13); e na terceira vez no governo de Zedequias, em 586 a. C., depois de um
longo cerco Jerusalém foi tomada e destruída (II Reis 25:8-15). As espoliações
dos tesouros de Jerusalém pelas forças da Babilônia foi o cumprimento da
profecia de Isaías pronunciada cerca de um século antes (Isaias 39:6).
Nabucodonosor pretendia diluir a fé
judaica oprimindo os judeus e forçando-os a negarem seu Deus em favor dos
deuses babilônicos. No verso 5, a palavra “determinou”, no hebraico minâ, é
usada aqui para transmitir a ideia de ordenar em grau intensivo. A palavra é
usada duas vezes em Daniel 1:5 e 10, e quatro vezes em Jonas 1:17; 2:1; 4:6-8,
objetos – a comida de Daniel, o peixe de Jonas, a planta, o verme e o vento
calmoso – e predizem que os tais estão debaixo do controle divino (HARRIS, p.
851). Em outras palavras, comumente este verbo é usado para designar a autoridade
divina na ordem expressa, e uma vez que Daniel a usou para designar a
autoridade de Nabucodonosor, provavelmente ele pretendia indicar que o rei
estava se tronando no lugar de Deus.
Uma clara indicação desta verdade é o
contraste entre a alimentação pura e limpa e oferecida por Deus em Gênesis 1:29
reivindicada por Daniel no verso 12, e as exigências de Nabucodonosor no verso
5 para consumirem dos manjares imundos estabelecidos pelo rei.
Outro contraste bem evidente foi a troca
dos nomes de Daniel e seus amigos. Daniel significa “Deus é meu juiz”, mas foi
trocado para Beltesazar, uma possível abreviação de bel-balâtsu-usur, ou seja, “Bel
proteja a vida do rei”. Lembrando que, bel é o nome popular do principal deus
da Babilônia chamado marduque.
Hananias significa “Jeová é gracioso”.
Agora trocado para Sadraque que alguns sugerem ser o nome do deus elamita
shutruk.
Misael significa “quem pertence a Deus?”,
e agora é trocado para Mesaque referindo-se a um outro deus Babilônico com um
nome ainda indefinido.
Azarias significa “Jeová ajuda”, e agora
trocado para Abede-nego que se refere à Abed-Nebo, ou seja, “Servo de [o deus]
Nabu”. O objetivo do rei era dissolver os
sinais distintivos do Deus Jeová da vida desses jovens e inserir os sinais
distintivos da religião pagã, submetendo-os a uma rigorosa culturalização babilônica.
Deveriam eles, sob pressão da cultura da época, passar por um sincretismo
religioso abstendo-se, gradativamente, de sua própria cultura e identidade
hebraica.
O conflito entre o bem e o mal é nítido
desde o começo da história relatada neste capítulo. De maneira incisiva o rei
Nabucodonosor intenta contra a cidade santa, rapta e escraviza o povo de Deus,
leva os utensílios sagrados para oferecer a seus deuses. O povo de Deus, em
especial Daniel e seus amigos, são submetidos a uma espécie lavagem cerebral
intensa para que, com o tempo, perdessem a similitude hebreia tornando-se
conivente com o secularismo e relativismo religioso da época optante pelos costumes
babilônicos.
Em nossos dias, parece que os conflitos
vivenciados por Daniel e seus amigos estão bem presentes. Sob o manto do valor e
respeito pela cultura e do forte sincretismo religioso em desenvolvimento em
nossos dias, muitos estão perdendo suas raízes cristãs. Sob a influência
dinâmica do secularismo e relativismo contemporâneo, são poucos os cristãos que
tem permanecido em pé. Como nos tempos de Daniel, a babilônia espiritual, ou
seja, todo o sistema falso de religião, seja católico, protestante, espiritismo,
ateísmo, naturalismo, panteismo ou qualquer outro sistema, estão impregnando o
mundo de heresias e diluindo a fé de muitos. O secularismo e o naturalismo nas
universidades do mundo estão arrebatando muitos dos jovens que um dia professavam
pertencer a Cristo e Sua verdade. No capítulo 1 especificamente, vemos
nitidamente o conflito que envolveu princípios alimentares, cultura religiosa e
adoração.
O conflito enfrentado por estes jovens valorosos são ao mesmo tempo
uma clara demonstração do que o povo de Deus enfrentará nos últimos dias da
história do mundo – claro, nossos dias. Apocalipse 14:6 e 7 apresenta, desafios
semelhantes aos dos dias de Daniel. “Temei a Deus e dai-lhe glória” e “adorai
aquele que fez”, se referem explicitamente à conflitos de ordem semelhante aos
daquele tempo. “Temei a Deus e dai-lhe glória”, tem haver com a preservação do
corpo físico e do caráter (1 Coríntios 10:31; 6:18-20; 3:16-17); e “adorai
aquele que fez”, tem haver com honrar o verdadeiro Deus que “fez” todas as
coisas (Êxodo 20:2-17), em detrimento dos deuses criados pela babilônia
espiritual impregnando inclusive, além de muitos conceitos filosóficos, um
falso dia de adoração – o domingo. Assim como Nabucodonosor intentou diluir os
sinais distintivos do Deus Jeová da vida desses jovens e inserir os sinais
distintivos da religião pagã, em nossos dias, por meio de Satanás o povo de
Deus é severamente provado pelas pressões do mundo, heresias ensinadas pelo panteísmo,
naturalismo, ateísmo, catolicismo, protestantismo e espiritismo com o objetivo
de inserir os sinais, ou marcas da apostasia.
.
Outro fato importante tem a ver com as investidas de Babilônia no passado contra Jerusalém, pois elas podem significar um pré-anúncio do que ocorrerá no futuro. Observe:
.
1º INVESTIDA - (Passado) - Em 605, Babilônia invade Judá e promove um assalto cultural religioso. (Futuro) - Babilônia espiritual promoverá investidas contra a verdade estabelecendo diversas campanhas a favor de suas heresias influenciando o mundo inteiro (Apocalipse 16:13 e 14). O domingo é tratado e propagado como um dia memorável à família. Já que é favor da família, qualquer um que se oponha, seria como se estivesse se opondo à família.
.
2º INVESTIDA - (Passado) - Em 597, Babilônia invade novamente Judá, promovendo um assalto para impor sua autoridade e domínio. (Futuro) - Babilônia espiritual promoverá seu domínio através da imposição definitivamente do "chamado sinal da besta" (Apocalipse 13:15-18; Sofonias 2:1).
.
3º INVESTIDA - (Passado) - Em 586, Babilônia invade novamente Judá, promovendo um assalto de destruição. (Futuro) - Babilônia espiritual, promoverá um decreto de morte a todos os que não aceitarem o seu sinal em detrimento do sinal de Deus (Apocalipse 13:15; contrastar com Ezequiel 20:12 e 20).
.
Outro fato importante tem a ver com as investidas de Babilônia no passado contra Jerusalém, pois elas podem significar um pré-anúncio do que ocorrerá no futuro. Observe:
.
1º INVESTIDA - (Passado) - Em 605, Babilônia invade Judá e promove um assalto cultural religioso. (Futuro) - Babilônia espiritual promoverá investidas contra a verdade estabelecendo diversas campanhas a favor de suas heresias influenciando o mundo inteiro (Apocalipse 16:13 e 14). O domingo é tratado e propagado como um dia memorável à família. Já que é favor da família, qualquer um que se oponha, seria como se estivesse se opondo à família.
.
2º INVESTIDA - (Passado) - Em 597, Babilônia invade novamente Judá, promovendo um assalto para impor sua autoridade e domínio. (Futuro) - Babilônia espiritual promoverá seu domínio através da imposição definitivamente do "chamado sinal da besta" (Apocalipse 13:15-18; Sofonias 2:1).
.
3º INVESTIDA - (Passado) - Em 586, Babilônia invade novamente Judá, promovendo um assalto de destruição. (Futuro) - Babilônia espiritual, promoverá um decreto de morte a todos os que não aceitarem o seu sinal em detrimento do sinal de Deus (Apocalipse 13:15; contrastar com Ezequiel 20:12 e 20).
.
O fato mais importante de toda esta
narrativa é que, se não formos como Daniel e seus amigos, homens de fé, fiéis,
corajosos e totalmente comprometidos com Deus e Sua verdade, jamais estaremos
aptos a vencer todo esse relativismo, secularismo, e sincretismo religioso de
nosso tempo. Daniel e seus amigos, por seus atos de coragem e de fidelidade, se
tornam exemplo para nós hoje. Já que eles são exemplos para nós, observe como a
palavra de Deus descreve estes homens. A Bíblia apresenta 7 importantes qualidades
de caráter que existia neles, e que devem fazer parte de nossas vidas também (Daniel
1:4).
1º Eles não possuíam defeito (integridade,
pureza moral e física)
2º Eles tinham boa aparência (eram
corretos na conduta e nas palavras)
3º Eles eram instruídos em toda a
sabedoria (eram estudiosos da palavra de Deus e consequentemente cheios da sabedoria
provinda do Espírito de Deus)
4º Doutos em ciência (Possuíam muito
conhecimento de sua época, estavam bem preparados cognitivamente para enfrentar
os desafios de seu tempo. Não tinham preguiça mental)
5º Versados no conhecimento (Sabiam
manejar bem o conhecimento que possuíam, dádiva concedida por Deus quando somos
homens de oração e assíduo estudante da Escritura, além do conhecimento e
ciência convencional).
6º Competentes (Tudo o que faziam,
faziam com paixão, amor, responsabilidade e com diligência).
7º Por último, não se trata de uma
virtude particular, mas de uma virtude sublime ortogada por Deus. O verso 3
sugere que alguns deles eram de linhagem real, e Daniel e seus amigos, por
terem sido trazidos para a corte, indica que, provavelmente eram desta linhagem.
Mas, embora fossem de uma linhagem real no sentido literal, por serem servos de
Deus com tantas qualidades morais e espirituais, com certeza eles são
considerados também como pertencendo à linhagem real do céu. Filhos do
Altíssimo e verdadeiro Deus.
Conclusão:
Para finalizar, entenda que, em nossos
dias, enfrentamos e enfrentaremos situações semelhantes a que estes jovens
enfrentaram, e somente os que possuírem qualidades semelhantes é que serão
capazes de permanecer em pé. Daniel e os demais foram fiéis, mesmo em face do
perigo. Enfrentaram a contra mão da vida, com o objetivo de permanecerem firmes
ao lado do Onipotente. Saiba que, hoje, assim como no passado, Deus procura
homens e mulheres que possuam no coração o desejo e a luta constante para serem
como estes jovens. Certamente, todos que se colocarem sob o comando do Deus dos
Céus e da Terra, Aquele que estabeleceu todas as coisas, sem dúvida, serão
vitoriosos como Daniel e seus amigos. Lembre-se que, o capítulo termina dizendo
que o rei Nabucodonosor e outros reis passaram, mas Daniel permaneceu (Daniel
1:21). A pergunta que surge agora é, e você, permanecerá ou passará como os
reis da terra? A decisão é sua.
Próxima semana: Daniel capítulo 2 e o tempo do fim.
Próxima semana: Daniel capítulo 2 e o tempo do fim.
Fontes adicionais:
COMENTARIO biblico Adventista del septimo dia: la santa biblia con material exegetico y expositorio. Francis D Nichol, Victor E. Ampuero Matta, Nancy W. de Vyhmeister. California: Pacific Press, 1981.
HOLBROOK, Frank B. Editor; Estudos Sobre Daniel: Origem, Unidade e Relevância Profética. Traução Francisco Alves de Pontes, Fernanda Carolina de Andrade Souza. Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2009.
NICHOL, Francis D. Comments About Daniel. Washington, D.C. : The Seventh-Day Adventist Bible commentary, 1955.
MAXUELL, C. M. Uma Nova era Segundo as Profecias de Daniel. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1996.
(Gilberto Theiss - Graduado em Filosofia e Teologia. Pós-graduado em filosofia, Ciência da Religião, História e Antropologia. Pós-Graduando em Correção Prática de Texto. Mestrando em Interpretação Bíblia. Possui também extensão em arqueologia pela UEPB)
A Profecia de Daniel 8
A Profecia de
Daniel 8
O livro de Daniel é revelador e muito
importante para o povo de Deus de todas as eras. Como Adventistas do 7º Dia,
nossa herança histórica está intimamente ligada ao capítulo 8 de Daniel,
especialmente a profecia do verso 14, que trata da purificação do Santuário.
É necessário conhecermos melhor alguns
detalhes da profecia, para não ficarmos em dúvida quanto ao nosso legado
histórico e teológico, e nos sentirmos seguros para defender nossa identidade
profética.
O CHIFRE PEQUENO
I. Quem é o chifre pequeno de Daniel 8?
“O
bode se engrandeceu sobremaneira; e, na sua força, quebrou-lhe o grande chifre,
e em seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu. De
um dos chifres saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para
o oriente e para a terra gloriosa. Cresceu até atingir o exército dos céus; a
alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou. Sim,
engrandeceu-se até ao príncipe do exército; dele tirou o sacrifício diário e o
lugar do seu santuário foi deitado abaixo. O exército lhe foi entregue, com o
sacrifício diário, por causa das transgressões; e deitou por terra a verdade; e
o que fez prosperou. Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo
àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício diário e da
transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a
fim de serem pisados? Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e
o santuário será purificado.” – 8:8-14.
O bode de que trata a profecia é a Grécia
(vv. 21-22). Os 4 chifres notáveis do império grego foram os 4 generais que
sucederam Alexandre, o Grande: Ptolomeu, Cassandro, Lisímaco e Selêuco.
Na versão Almeida Revista e Atualizada (uma
das mais utilizadas no Brasil), o v. 9 começa com a expressão: “de um dos
chifres”. Porém, o original hebraico traz o seguinte: “de um deles”. Esta
tradução é confirmada pela respeitada King James Version, em inglês.
É importante analisarmos o detalhe acima,
porque o texto em português dá a entender que o chifre pequeno surgiu “dos
outros 4 chifres”, ou seja, ele seria proveniente do império grego. Os que
defendem esta teoria (os chamados preteristas), como a maioria dos
evangélicos e católicos, dizem que este chifre pequeno é representado por
ANTÍOCO EFIFÂNIO. Eles apresentam os seguintes argumentos:
a) Antíoco foi um rei selêucida - Como
membro desta dinastia de reis, ele surgiu de um dos 4 chifres mencionados em Dn
8:8, pois esta foi a origem do chifre pequeno.
b) A sucessão de Antíoco foi irregular -
Este argumento está baseado no v. 24 do cap. 8.
c) Antíoco perseguiu os judeus.
d) Ele contaminou o templo de Jerusalém e
interrompeu seus serviços.
Porém, um estudo mais acurado da Bíblia e
da história nos mostra que Antíoco não satisfaz os requisitos para o poder
representado pelo chifre pequeno de Daniel. A natureza do chifre pequeno
rejeita Antíoco como sua identidade:
a) Grandeza comparativa do chifre pequeno.
O verbo “engrandecer” (GADAL) aparece
somente uma vez em relação com
à Pérsia e somente uma vez com relação à Grécia. Porém, aparece 3 vezes relacionando-se ao chifre pequeno. Mostra-se que o chifre teria um poder progressivo e crescente, até o tempo do fim (vv. 17, 19, 26).
à Pérsia e somente uma vez com relação à Grécia. Porém, aparece 3 vezes relacionando-se ao chifre pequeno. Mostra-se que o chifre teria um poder progressivo e crescente, até o tempo do fim (vv. 17, 19, 26).
b) Atividades do chifre pequeno:
conquistas, atividades anti-templo.
c) Fatores de tempo para o chifre pequeno:
origem, duração, fim.
Antíoco permaneceu no poder por pouco tempo
(de 175 a.C. até 164/3 a.C.). Era o 8º de uma dinastia de mais de 20 reis
selêucidas.
d) Natureza do chifre pequeno – conforme a
profecia, este chifre seria “quebrado sem esforço de mãos humanas” (v. 25).
Isto mostra a maneira singular com que o chifre seria derrotado. Ou seja, o
próprio Deus intervirá para colocar um fim à perseguição de Seu povo, produzida
por este poder blasfemo e arrogante. O que não ocorreu com Antíoco, que morreu
de causas naturais durante uma campanha pelo Oriente.
e) Origem do chifre pequeno.
Como mencionado acima, há um problema na
tradução do início do verso 9, pois o original hebraico afirma que o chifre
pequeno sairia “de um deles”, fazendo referência aos 4 ventos citados no final
do verso 8.
A tradução correta do texto sugere que o
chifre pequeno sairia de um dos 4 ventos, ou seja, de um dos 4 pontos cardeais.
Roma veio do lado Oeste, e cumpre todos os demais requisitos para que o chifre
pequeno seja identificado com sua fase papal, principalmente.
II. Algumas Características Importantes (Dn
8:19-26)
1. Ele sobe no meio dos 10 chifres do
animal, após derrubar 3 deles – o chifre surgiria do império romano, e abateria
3 dos 10 reinos que formaram este império (foram 3 destes 4 reinos: Visigodos,
Vândalos, Hérulos e Ostrogodos).
2. Ele possuía olhos, como os de homem, bem
como uma boca “arrogante” e “insolente” – o poder representado pelo chifre
pequeno é um poder temporal, religioso e com pensamentos arrogantes e
orgulhosos relativos ao seu alcance de dominação mundial.
3. O chifre pequeno parecia mais “robusto”
do que os seus “companheiros” – ele conseguiria em certo momento dominar até
mesmo o poder temporal, bem como o religioso.
4. Fazia guerra contra os santos e
prevalecia contra eles – seria um perseguidor daqueles que desejassem
permanecer fiéis às leis de Deus, e rejeitarem a contrafação que o chifre
pequeno apresentaria ao mundo.
5. Proferiria palavras contra Deus – sua
pretensão seria tal que até mesmo as prerrogativas divinas este poder tomaria
para si.
6. Magoaria os santos de Deus – a
perseguição seria feroz e grande.
7. Mudaria os tempos e a lei – o sábado da
lei de Deus seria alterado por um outro dia de guarda, em obediência total ao
poder do chifre pequeno.
8. Dominaria os santos por 3,5 tempos (1260
anos. Cf. Dn 4:16, 23, 25, 32; 7:25; 11:13; 12:7; Ap 11:2, 3; 12:6, 13; 13:5) -
durante este período de tempo, os santos estariam quase que totalmente à mercê
das sangrentas perseguições do chifre pequeno (538 AD a 1798 AD).
9. Seria julgado pelo tribunal divino, e
destruído – chegará o momento em que Deus mesmo intervirá definitivamente, e o
chifre pequeno com todos os seus seguidores serão destruídos ante a autoridade
do Deus Eterno.
Não há como fugir da realidade histórica de
que apenas um pode encaixa-se nas características reveladas em Daniel sobre a
identidade do chifre pequeno: ROMA, EM SUAS FASES PAGÃ E PAPAL: 1. Veio após o
império grego; 2. Foi um poder forte e dominador; 3. Conseguiu prevalecer sobre
o reino temporal e religioso; 4. Dominou o mundo por 1260 anos de perseguição
religiosa; 5. Colocou um sistema de intercessão para obscurecer o sistema do
Santuário de Israel; 6. Proferiu blasfêmias e arrogâncias, ostentando-se como
possuidor das prerrogativas da Divindade; 7. Alterou a própria lei de Deus,
exatamente no elemento de tempo da lei – o sábado (Êxo. 20:8-11).
Mais uma vez, os Adventistas saem ganhando
por utilizarem o mesmo método que Jesus utilizava para interpretar as
Escrituras, ou seja, O MÉTODO GRAMÁTICO-HISTÓRICO, que permite que a própria
Bíblia se revele no estudo da história das nações.
Os preteristas, que colocam os cumprimentos
de Daniel e de Apocalipse, quase que totalmente no passado, não resistem a um
estudo cuidadoso e profundo das profecias.
Vivemos no limiar dos últimos dias, quando
aquela “pedra” de Daniel 2 será jogada dos céus, e um reino eterno será
instituído, cujo poder e autoridade permanecerão pelos séculos dos séculos.
Amém!
Gilson Medeiros
3º dia: Daniel 2 e a Batalha dos deuses
Palestras: Profecias de Daniel que abalarão a igreja e o mundo com o Pastor Gilberto Theiss na cidade do Rio de Janeiro. Este tema é o terceiro dia das palestras editadas e os demais temas serão inseridos aqui em breve. O autor aborda as profecias de Daniel de maneira que fale a nós em nossos dias. Ao assistir estas palestras você perceberá que os conflitos enfrentados por Israel, Daniel e seus amigos tem muito haver com os desafios que enfrentamos e que enfrentaremos no tempo do fim. Este terceiro tema abrange a luta contra os deuses de nosso século através de nosso testemunho pessoal. Nosso comportamento, nossa maneira de pensar e nossa devoção mostra que tipo de deus estamos servindo.
1º Tema em Vídeo: Introdução, o Exílio presente.
1º Tema em Áudio: Introdução, o Exílio presente.
2º Tema em Vídeo: Daniel 1 e a guerra das culturas
2º Tema em Áudio: Daniel 1 e a guerra das culturas
3º Tema em Vídeo: Daniel 2 e a batalha dos deuses - Tema inserido acima
3º Tema em Áudio: Daniel 2 e a batalha dos deuses
4º Tema em Vídeo: Daniel 3 e a batalha das Bíblias - Editando
4º Tema em Áudio: Daniel 3 e a batalha das Bíblias
5º Tema em Vídeo: Daniel 5 e o confronto dos juízos - Editando
5º Tema em Áudio: Daniel 5 e o confronto dos juízos
6º Tema em Vídeo: Daniel 12 e o livramento prometido - Editando
6º Tema em Áudio: Daniel 12 e o livramento prometido
Outros temas do mesmo autor que valem a pena serem ouvidos:
- Deus virá para julgar a cultura e o relativismo
- A grande voz do terceiro anjo e a sacudidura
- O fechamento da porta da graça, parte 1
- As glórias deste mundo passam
- Intervenção de Deus na igreja verdadeira
- A festa acabou 2
- Amor pelo pecado
- As causas da sacudidura
- As chamas da perseguição final
- A vinda do falso cristo
- Globalização
- O grande conflito e o nascimento da igreja remanescente
- A festa acabou 1
- A contrafação no tempo do fim
- O engano de Balaão
- Daniel 3 e a lei dominical
- Santidade em tempos de prova
- A maior necessidade
- Deus não tinha argumento
Assinar:
Postagens (Atom)
Postagens mais lidas em todo o blog
- Dúvida: Como entender Lucas 16:16, "A lei e os profetas duraram até João"?
- Papa Francisco e o discurso sobre o Sábado
- O mal da carne de porco
- Revelado em Israel mosaico que apresenta Jesus Cristo como Deus
- Reforma Protestante, parte 02 - O que é justificação pela fé?
- Origem da Identidade de gênero, empoderamento feminino e o pretendido fim da família - Parte 1
- Razonite: uma enfermidade grave que está se espalhando pelo mundo
- Reforma Protestante, parte 01 - O fim do protesto
- A beleza da NATUREZA e a esperança da eternidade
- Dramatizações, teatro e a igreja
