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Daniel 3: prévia para um conflito final na adoração


O capítulo 3 de Daniel é um dos mais interessantes da Bíblia, quando se leva em consideração acontecimentos que nos fazem, com entusiasmo, projetar eventos escatológicos para o futuro. A lógica para essa compreensão é construída a partir de uma análise comparativa entre os episódios narrados no capítulo 3 de Daniel e Apocalipse 13, como pode ser observado abaixo:

A história do passado se repetirá - Daniel 1 e o tempo do fim


(Daniel Capítulo 1)

(1)“No ano terceiro do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, reis da Babilônia, a Jerusalém e a sitiou.” (2) “E o Senhor entregou nas suas mãos a Jeoaquim, rei de Judá, e uma parte dos utensílios da Casa de Deus, e ele os levou para a terra de Sinar, para a casa do seu deus, e pôs os utensílios na casa do tesouro do seu deus”

O terceiro ano do reinado de Jeoaquim durou, pelo calendário judeu, do outono de 606 até o outono de 605 a. C.. (SDABC, p. 91). A presença do rei Nabucodonosor na Palestina no princípio do verão de 605 a. C., segundo Daniel 1:1, é confirmado pelo historiador babilônico Berosus, cujo trabalho original perdeu-se, mas cujo testemunho pertinente a este acontecimento é citado por Josejo (Against apion i. 19). Berosus relata que Nabucodonosor foi incumbido por seu pai Nabopolassar de extinguir uma rebelião no Egito, Fenícia e Coele-Síria. Tendo completado sua missão, mas estando ainda no ocidente, recebeu a notícia da morte de seu pai. Deixando os cativos dentre os quais são mencionados judeus – nas mãos dos seus generais, regressou apressadamente para a Babilônia pela curta rota do deserto o mais rápido possível. Esta pressa era sem dúvida devido ao desejo de evitar que algum usurpador ocupasse o trono.

No entanto, dentre os cativos de Nabucodonosor, provavelmente estava ali presente Daniel e seus amigos. A afirmação de Daniel 1:1 e 2 e a do historiador Berosus são coniventes entre si ao fazer a menção da campanha do rei. Isto indica que, de fato, o evento foi real e preciso tanto nos fatos quanto na cronologia. É aqui que começa todo o drama mais intenso, pois Daniel e seus amigos são levados, juntamente com muitos outros judeus, para um ambiente hostil e degradado espiritualmente por uma cultura e religião pagã. O principal deus babilônico era marduque, que, desde o tempo da primeira dinastia, mais de um milênio antes, era popularmente chamado de bêl, “senhor”. O seu principal templo chamado de esagila, em cujo pátio se achava a grande torre do templo, etemenanki, estava no coração de Babilônia (SDABC, v.4, p. 786).

Nabucodonosor, além de levar aprisionado os melhores homens de Judá, levou também os mais valiosos vasos do templo para o uso no serviço do seu deus marduque. Houve três ocasiões em que os caldeus levaram vasos sagrados para Babilônia. Na primeira vez, como registrado neste capítulo;  na segunda vez quando Jerusalém foi tomada no término do reinado de Jeoaquim em 597 a. C. (II Reis 24:13); e na terceira vez no governo de Zedequias, em 586 a. C., depois de um longo cerco Jerusalém foi tomada e destruída (II Reis 25:8-15). As espoliações dos tesouros de Jerusalém pelas forças da Babilônia foi o cumprimento da profecia de Isaías pronunciada cerca de um século antes (Isaias 39:6).

Nabucodonosor pretendia diluir a fé judaica oprimindo os judeus e forçando-os a negarem seu Deus em favor dos deuses babilônicos. No verso 5, a palavra “determinou”, no hebraico minâ, é usada aqui para transmitir a ideia de ordenar em grau intensivo. A palavra é usada duas vezes em Daniel 1:5 e 10, e quatro vezes em Jonas 1:17; 2:1; 4:6-8, objetos – a comida de Daniel, o peixe de Jonas, a planta, o verme e o vento calmoso – e predizem que os tais estão debaixo do controle divino (HARRIS, p. 851). Em outras palavras, comumente este verbo é usado para designar a autoridade divina na ordem expressa, e uma vez que Daniel a usou para designar a autoridade de Nabucodonosor, provavelmente ele pretendia indicar que o rei estava se tronando no lugar de Deus.

Uma clara indicação desta verdade é o contraste entre a alimentação pura e limpa e oferecida por Deus em Gênesis 1:29 reivindicada por Daniel no verso 12, e as exigências de Nabucodonosor no verso 5 para consumirem dos manjares imundos estabelecidos pelo rei.
Outro contraste bem evidente foi a troca dos nomes de Daniel e seus amigos. Daniel significa “Deus é meu juiz”, mas foi trocado para Beltesazar, uma possível abreviação de bel-balâtsu-usur, ou seja, “Bel proteja a vida do rei”. Lembrando que, bel é o nome popular do principal deus da Babilônia chamado marduque.

Hananias significa “Jeová é gracioso”. Agora trocado para Sadraque que alguns sugerem ser o nome do deus elamita shutruk.
Misael significa “quem pertence a Deus?”, e agora é trocado para Mesaque referindo-se a um outro deus Babilônico com um nome ainda indefinido.
Azarias significa “Jeová ajuda”, e agora trocado para Abede-nego que se refere à Abed-Nebo, ou seja, “Servo de [o deus] Nabu”. O objetivo do rei era dissolver os sinais distintivos do Deus Jeová da vida desses jovens e inserir os sinais distintivos da religião pagã, submetendo-os a uma rigorosa culturalização babilônica. Deveriam eles, sob pressão da cultura da época, passar por um sincretismo religioso abstendo-se, gradativamente, de sua própria cultura e identidade hebraica.

O conflito entre o bem e o mal é nítido desde o começo da história relatada neste capítulo. De maneira incisiva o rei Nabucodonosor intenta contra a cidade santa, rapta e escraviza o povo de Deus, leva os utensílios sagrados para oferecer a seus deuses. O povo de Deus, em especial Daniel e seus amigos, são submetidos a uma espécie lavagem cerebral intensa para que, com o tempo, perdessem a similitude hebreia tornando-se conivente com o secularismo e relativismo religioso da época optante pelos costumes babilônicos.

Em nossos dias, parece que os conflitos vivenciados por Daniel e seus amigos estão bem presentes. Sob o manto do valor e respeito pela cultura e do forte sincretismo religioso em desenvolvimento em nossos dias, muitos estão perdendo suas raízes cristãs. Sob a influência dinâmica do secularismo e relativismo contemporâneo, são poucos os cristãos que tem permanecido em pé. Como nos tempos de Daniel, a babilônia espiritual, ou seja, todo o sistema falso de religião, seja católico, protestante, espiritismo, ateísmo, naturalismo, panteismo ou qualquer outro sistema, estão impregnando o mundo de heresias e diluindo a fé de muitos. O secularismo e o naturalismo nas universidades do mundo estão arrebatando muitos dos jovens que um dia professavam pertencer a Cristo e Sua verdade. No capítulo 1 especificamente, vemos nitidamente o conflito que envolveu princípios alimentares, cultura religiosa e adoração. 

O conflito enfrentado por estes jovens valorosos são ao mesmo tempo uma clara demonstração do que o povo de Deus enfrentará nos últimos dias da história do mundo – claro, nossos dias. Apocalipse 14:6 e 7 apresenta, desafios semelhantes aos dos dias de Daniel. “Temei a Deus e dai-lhe glória” e “adorai aquele que fez”, se referem explicitamente à conflitos de ordem semelhante aos daquele tempo. “Temei a Deus e dai-lhe glória”, tem haver com a preservação do corpo físico e do caráter (1 Coríntios 10:31; 6:18-20; 3:16-17); e “adorai aquele que fez”, tem haver com honrar o verdadeiro Deus que “fez” todas as coisas (Êxodo 20:2-17), em detrimento dos deuses criados pela babilônia espiritual impregnando inclusive, além de muitos conceitos filosóficos, um falso dia de adoração – o domingo. Assim como Nabucodonosor intentou diluir os sinais distintivos do Deus Jeová da vida desses jovens e inserir os sinais distintivos da religião pagã, em nossos dias, por meio de Satanás o povo de Deus é severamente provado pelas pressões do mundo, heresias ensinadas pelo panteísmo, naturalismo, ateísmo, catolicismo, protestantismo e espiritismo com o objetivo de inserir os sinais, ou marcas da apostasia.
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Outro fato importante tem a ver com as investidas de Babilônia no passado contra Jerusalém, pois elas podem significar um pré-anúncio do que ocorrerá no futuro. Observe:
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1º INVESTIDA - (Passado) - Em 605, Babilônia invade Judá e promove um assalto cultural religioso. (Futuro) - Babilônia espiritual promoverá investidas contra a verdade estabelecendo diversas campanhas a favor de suas heresias influenciando o mundo inteiro (Apocalipse 16:13 e 14). O domingo é tratado e propagado como um dia memorável à família. Já que é favor da família, qualquer um que se oponha, seria como se estivesse se opondo à família.
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2º INVESTIDA - (Passado) - Em 597, Babilônia invade novamente Judá, promovendo um assalto para impor sua autoridade e domínio. (Futuro) - Babilônia espiritual promoverá seu domínio através da imposição definitivamente do "chamado sinal da besta" (Apocalipse 13:15-18; Sofonias 2:1).
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3º INVESTIDA - (Passado) - Em 586, Babilônia invade novamente Judá, promovendo um assalto de destruição. (Futuro) - Babilônia espiritual, promoverá um decreto de morte a todos os que não aceitarem o seu sinal em detrimento do sinal de Deus (Apocalipse 13:15; contrastar com Ezequiel 20:12 e 20).
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O fato mais importante de toda esta narrativa é que, se não formos como Daniel e seus amigos, homens de fé, fiéis, corajosos e totalmente comprometidos com Deus e Sua verdade, jamais estaremos aptos a vencer todo esse relativismo, secularismo, e sincretismo religioso de nosso tempo. Daniel e seus amigos, por seus atos de coragem e de fidelidade, se tornam exemplo para nós hoje. Já que eles são exemplos para nós, observe como a palavra de Deus descreve estes homens. A Bíblia apresenta 7 importantes qualidades de caráter que existia neles, e que devem fazer parte de nossas vidas também (Daniel 1:4).

1º Eles não possuíam defeito (integridade, pureza moral e física)
2º Eles tinham boa aparência (eram corretos na conduta e nas palavras)
3º Eles eram instruídos em toda a sabedoria (eram estudiosos da palavra de Deus e consequentemente cheios da sabedoria provinda do Espírito de Deus)
4º Doutos em ciência (Possuíam muito conhecimento de sua época, estavam bem preparados cognitivamente para enfrentar os desafios de seu tempo. Não tinham preguiça mental)
5º Versados no conhecimento (Sabiam manejar bem o conhecimento que possuíam, dádiva concedida por Deus quando somos homens de oração e assíduo estudante da Escritura, além do conhecimento e ciência convencional).
6º Competentes (Tudo o que faziam, faziam com paixão, amor, responsabilidade e com diligência).
7º Por último, não se trata de uma virtude particular, mas de uma virtude sublime ortogada por Deus. O verso 3 sugere que alguns deles eram de linhagem real, e Daniel e seus amigos, por terem sido trazidos para a corte, indica que, provavelmente eram desta linhagem. Mas, embora fossem de uma linhagem real no sentido literal, por serem servos de Deus com tantas qualidades morais e espirituais, com certeza eles são considerados também como pertencendo à linhagem real do céu. Filhos do Altíssimo e verdadeiro Deus.

Conclusão:

Para finalizar, entenda que, em nossos dias, enfrentamos e enfrentaremos situações semelhantes a que estes jovens enfrentaram, e somente os que possuírem qualidades semelhantes é que serão capazes de permanecer em pé. Daniel e os demais foram fiéis, mesmo em face do perigo. Enfrentaram a contra mão da vida, com o objetivo de permanecerem firmes ao lado do Onipotente. Saiba que, hoje, assim como no passado, Deus procura homens e mulheres que possuam no coração o desejo e a luta constante para serem como estes jovens. Certamente, todos que se colocarem sob o comando do Deus dos Céus e da Terra, Aquele que estabeleceu todas as coisas, sem dúvida, serão vitoriosos como Daniel e seus amigos. Lembre-se que, o capítulo termina dizendo que o rei Nabucodonosor e outros reis passaram, mas Daniel permaneceu (Daniel 1:21). A pergunta que surge agora é, e você, permanecerá ou passará como os reis da terra? A decisão é sua.

Próxima semana: Daniel capítulo 2 e o tempo do fim.

Fontes adicionais:

COMENTARIO biblico Adventista del septimo dia: la santa biblia con material exegetico y expositorio. Francis D Nichol, Victor E. Ampuero Matta, Nancy W. de Vyhmeister. California: Pacific Press, 1981.

HOLBROOK, Frank B. Editor; Estudos Sobre Daniel: Origem, Unidade e Relevância Profética. Traução Francisco Alves de Pontes, Fernanda Carolina de Andrade Souza. Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2009.

NICHOL, Francis D. Comments About Daniel. Washington, D.C. : The Seventh-Day Adventist Bible commentary, 1955.

MAXUELL, C. M. Uma Nova era Segundo as Profecias de Daniel. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1996.


(Gilberto Theiss - Graduado em Filosofia e Teologia. Pós-graduado em filosofia, Ciência da Religião, História e Antropologia. Pós-Graduando em Correção Prática de Texto. Mestrando em Interpretação Bíblia. Possui também extensão em arqueologia pela UEPB)



A Profecia de Daniel 8

A Profecia de Daniel 8

O livro de Daniel é revelador e muito importante para o povo de Deus de todas as eras. Como Adventistas do 7º Dia, nossa herança histórica está intimamente ligada ao capítulo 8 de Daniel, especialmente a profecia do verso 14, que trata da purificação do Santuário.
É necessário conhecermos melhor alguns detalhes da profecia, para não ficarmos em dúvida quanto ao nosso legado histórico e teológico, e nos sentirmos seguros para defender nossa identidade profética.

O CHIFRE PEQUENO

I. Quem é o chifre pequeno de Daniel 8?
O bode se engrandeceu sobremaneira; e, na sua força, quebrou-lhe o grande chifre, e em seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu. De um dos chifres saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa. Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou. Sim, engrandeceu-se até ao príncipe do exército; dele tirou o sacrifício diário e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo. O exército lhe foi entregue, com o sacrifício diário, por causa das transgressões; e deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou. Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados? Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” – 8:8-14.

O bode de que trata a profecia é a Grécia (vv. 21-22). Os 4 chifres notáveis do império grego foram os 4 generais que sucederam Alexandre, o Grande: Ptolomeu, Cassandro, Lisímaco e Selêuco.
Na versão Almeida Revista e Atualizada (uma das mais utilizadas no Brasil), o v. 9 começa com a expressão: “de um dos chifres”. Porém, o original hebraico traz o seguinte: “de um deles”. Esta tradução é confirmada pela respeitada King James Version, em inglês.

É importante analisarmos o detalhe acima, porque o texto em português dá a entender que o chifre pequeno surgiu “dos outros 4 chifres”, ou seja, ele seria proveniente do império grego. Os que defendem esta teoria (os chamados preteristas), como a maioria dos evangélicos e católicos, dizem que este chifre pequeno é representado por ANTÍOCO EFIFÂNIO. Eles apresentam os seguintes argumentos:

a) Antíoco foi um rei selêucida - Como membro desta dinastia de reis, ele surgiu de um dos 4 chifres mencionados em Dn 8:8, pois esta foi a origem do chifre pequeno.
b) A sucessão de Antíoco foi irregular - Este argumento está baseado no v. 24 do cap. 8.
c) Antíoco perseguiu os judeus.
d) Ele contaminou o templo de Jerusalém e interrompeu seus serviços.

Porém, um estudo mais acurado da Bíblia e da história nos mostra que Antíoco não satisfaz os requisitos para o poder representado pelo chifre pequeno de Daniel. A natureza do chifre pequeno rejeita Antíoco como sua identidade:
a) Grandeza comparativa do chifre pequeno.
O verbo “engrandecer” (GADAL) aparece somente uma vez em relação com
à Pérsia e somente uma vez com relação à Grécia. Porém, aparece 3 vezes relacionando-se ao chifre pequeno. Mostra-se que o chifre teria um poder progressivo e crescente, até o tempo do fim (vv. 17, 19, 26).
b) Atividades do chifre pequeno: conquistas, atividades anti-templo.
c) Fatores de tempo para o chifre pequeno: origem, duração, fim.
Antíoco permaneceu no poder por pouco tempo (de 175 a.C. até 164/3 a.C.). Era o 8º de uma dinastia de mais de 20 reis selêucidas.
d) Natureza do chifre pequeno – conforme a profecia, este chifre seria “quebrado sem esforço de mãos humanas” (v. 25). Isto mostra a maneira singular com que o chifre seria derrotado. Ou seja, o próprio Deus intervirá para colocar um fim à perseguição de Seu povo, produzida por este poder blasfemo e arrogante. O que não ocorreu com Antíoco, que morreu de causas naturais durante uma campanha pelo Oriente.
e) Origem do chifre pequeno.
Como mencionado acima, há um problema na tradução do início do verso 9, pois o original hebraico afirma que o chifre pequeno sairia “de um deles”, fazendo referência aos 4 ventos citados no final do verso 8.
A tradução correta do texto sugere que o chifre pequeno sairia de um dos 4 ventos, ou seja, de um dos 4 pontos cardeais. Roma veio do lado Oeste, e cumpre todos os demais requisitos para que o chifre pequeno seja identificado com sua fase papal, principalmente.

II. Algumas Características Importantes (Dn 8:19-26)
1. Ele sobe no meio dos 10 chifres do animal, após derrubar 3 deles – o chifre surgiria do império romano, e abateria 3 dos 10 reinos que formaram este império (foram 3 destes 4 reinos: Visigodos, Vândalos, Hérulos e Ostrogodos).
2. Ele possuía olhos, como os de homem, bem como uma boca “arrogante” e “insolente” – o poder representado pelo chifre pequeno é um poder temporal, religioso e com pensamentos arrogantes e orgulhosos relativos ao seu alcance de dominação mundial.
3. O chifre pequeno parecia mais “robusto” do que os seus “companheiros” – ele conseguiria em certo momento dominar até mesmo o poder temporal, bem como o religioso.
4. Fazia guerra contra os santos e prevalecia contra eles – seria um perseguidor daqueles que desejassem permanecer fiéis às leis de Deus, e rejeitarem a contrafação que o chifre pequeno apresentaria ao mundo.
5. Proferiria palavras contra Deus – sua pretensão seria tal que até mesmo as prerrogativas divinas este poder tomaria para si.
6. Magoaria os santos de Deus – a perseguição seria feroz e grande.
7. Mudaria os tempos e a lei – o sábado da lei de Deus seria alterado por um outro dia de guarda, em obediência total ao poder do chifre pequeno.
8. Dominaria os santos por 3,5 tempos (1260 anos. Cf. Dn 4:16, 23, 25, 32; 7:25; 11:13; 12:7; Ap 11:2, 3; 12:6, 13; 13:5) - durante este período de tempo, os santos estariam quase que totalmente à mercê das sangrentas perseguições do chifre pequeno (538 AD a 1798 AD).
9. Seria julgado pelo tribunal divino, e destruído – chegará o momento em que Deus mesmo intervirá definitivamente, e o chifre pequeno com todos os seus seguidores serão destruídos ante a autoridade do Deus Eterno.

Não há como fugir da realidade histórica de que apenas um pode encaixa-se nas características reveladas em Daniel sobre a identidade do chifre pequeno: ROMA, EM SUAS FASES PAGÃ E PAPAL: 1. Veio após o império grego; 2. Foi um poder forte e dominador; 3. Conseguiu prevalecer sobre o reino temporal e religioso; 4. Dominou o mundo por 1260 anos de perseguição religiosa; 5. Colocou um sistema de intercessão para obscurecer o sistema do Santuário de Israel; 6. Proferiu blasfêmias e arrogâncias, ostentando-se como possuidor das prerrogativas da Divindade; 7. Alterou a própria lei de Deus, exatamente no elemento de tempo da lei – o sábado (Êxo. 20:8-11).

Mais uma vez, os Adventistas saem ganhando por utilizarem o mesmo método que Jesus utilizava para interpretar as Escrituras, ou seja, O MÉTODO GRAMÁTICO-HISTÓRICO, que permite que a própria Bíblia se revele no estudo da história das nações.
Os preteristas, que colocam os cumprimentos de Daniel e de Apocalipse, quase que totalmente no passado, não resistem a um estudo cuidadoso e profundo das profecias.
Vivemos no limiar dos últimos dias, quando aquela “pedra” de Daniel 2 será jogada dos céus, e um reino eterno será instituído, cujo poder e autoridade permanecerão pelos séculos dos séculos. Amém!


Gilson Medeiros

3º dia: Daniel 2 e a Batalha dos deuses


Palestras: Profecias de Daniel que abalarão a igreja e o mundo com o Pastor Gilberto Theiss na cidade do Rio de Janeiro. Este tema é o terceiro dia das palestras editadas e os demais temas serão inseridos aqui em breve. O autor aborda as profecias de Daniel de maneira que fale a nós em nossos dias. Ao assistir estas palestras você perceberá que os conflitos enfrentados por Israel, Daniel e seus amigos tem muito haver com os desafios que enfrentamos e que enfrentaremos no tempo do fim. Este terceiro tema abrange a luta contra os deuses de nosso século através de nosso testemunho pessoal. Nosso comportamento, nossa maneira de pensar e nossa devoção mostra que tipo de deus estamos servindo.

1º Tema em Vídeo: Introdução, o Exílio presente.
1º Tema em Áudio: Introdução, o Exílio presente.

2º Tema em Vídeo: Daniel 1 e a guerra das culturas
2º Tema em Áudio: Daniel 1 e a guerra das culturas

3º Tema em Vídeo: Daniel 2 e a batalha dos deuses - Tema inserido acima
3º Tema em Áudio: Daniel 2 e a batalha dos deuses

4º Tema em Vídeo: Daniel 3 e a batalha das Bíblias - Editando
4º Tema em Áudio: Daniel 3 e a batalha das Bíblias

5º Tema em Vídeo: Daniel 5 e o confronto dos juízos - Editando
5º Tema em Áudio: Daniel 5 e o confronto dos juízos

6º Tema em Vídeo: Daniel 12 e o livramento prometido - Editando
6º Tema em Áudio: Daniel 12 e o livramento prometido

Outros temas do mesmo autor que valem a pena serem ouvidos:

- Deus virá para julgar a cultura e o relativismo
- A grande voz do terceiro anjo e a sacudidura
- O fechamento da porta da graça, parte 1
- As glórias deste mundo passam
- Intervenção de Deus na igreja verdadeira
- A festa acabou 2
- Amor pelo pecado
- As causas da sacudidura
- As chamas da perseguição final
- A vinda do falso cristo
- Globalização
- O grande conflito e o nascimento da igreja remanescente
- A festa acabou 1
- A contrafação no tempo do fim
- O engano de Balaão
- Daniel 3 e a lei dominical
- Santidade em tempos de prova
- A maior necessidade
- Deus não tinha argumento