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Livro: Na presença do Eterno

Presença do Eterno
A carne é parte da dieta comum ao redor do mundo hoje, mas um número crescente de pessoas afirma que este item deveria ser removido. Entretanto, de acordo com regras sacrificais, a Bíblia apresenta um número muito grande de sacrifícios animais, que aparentemente eram comidos pelo doador A Bíblia também nos apresenta vários exemplos nos quais a carne foi usada como comida, dando a impressão de que ela fazia parte da dieta hebraica comum. Usando um método Bíblico-Teológico, através de uma leitura diacrônica dos textos bíblicos, manuscritos do Mar Morto e Literatura Talmúdica, este trabalho argumenta que a carne não era parte da dieta judaica normal, sendo reservada para ocasiões especiais e que nem todos os sacrifícios eram comidos pelo ofertante. Argumenta também que alguns personagens bíblicos, como Daniel e João, eram essencialmente vegetarianos, ainda que não fossem abstêmios.

22 de Outubro ou 23 de Setembro (Dia do Yom Kippur)

22 de outubro de 1844 marca o dia do grande desapontamento, uma data muito importante para o pensamento adventista. Esta data marca o fim da profecia das 2300 erev-boqer, ou tarde-manhãs, de Daniel 8:14, que se iniciaram com o decreto de Artarxerxes I em 457 AEC. No arcabouço de interpretação histórica, que adotamos, esta data aponta para o início da segunda fase do ministério de Cr-sto no Santuário Celestial,  profetizado tipologicamente pelo Yom Kippur de Lev. 16. No Yom Kippur, os pecados de Israel eram levados para o deserto e finalmente alijados da congregação e do Santuário, que estava, então, purificado e limpo.  Este dia ocorria aos 10 de cada sétimo mês. 

Mordomos desde o Éden

Um dos princípios básicos para a compreensão das Escrituras é a continuidade harmônica entre seus componentes. Há uma linha dourada que percorre cada página do texto sagrado, que permeia todas as histórias e empresta significados transculturais e atemporais para os princípios nela existente. Isto quer dizer que ao analisarmos um texto, ou sistematizarmos uma doutrina, é preciso olhar o todo das Escrituras. Cada história possui uma tessitura nem sempre perceptível ao leitor superficial. Esta tessitura intratextual, por seu turno, faz parte de um todo maior, que compõe o quadro da doutrina bíblica, com nuanças expansivas e detalhes que se sobrepõem e se explicam em tempos diferentes e contextos distintos.

Deus ou Mamom

Deus, por meio dos Profetas e apóstolos, concedeu ricas instruções para o seu povo, entre as quais está o cuidado com a avareza (Cl 3.5; 2Pe 2.3,14). Aqueles que servem a Deus devem se desviar da ganância (Ex 18.21), pois não é o ideal divino que Seus filhos sejam amantes do dinheiro. Não se pode servir a dois senhores, e isso é demonstrado de forma vívida na narrativa bíblica (1 Sm 8.3). Cristo, quando consultado, deu o seguinte conselho: “Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui (Lc 12.15).”

A Influência do Materialismo

O relato da criação apresenta de forma clara e explícita a noção de que o homem deve cuidar do mundo, funcionando como seu administrador (Gen. 1:28-29, 2:5ss).  Neste plano ideal, o homem estaria em harmonia com o ambiente no qual viveria , beneficiando-se dos bens que o mundo produz segundo as ordens do Eterno e devolvendo ao Eterno em cuidado pelo mundo e reconhecimento pelas Suas bênçãos no mundo. Isto seria um ato de adoração. O pecado destruiu a unidade primordial, estabelecendo uma dicotomia entre o mundo a ser cuidado e o homem seu cuidador, iniciando quase um estado de beligerância entre os dois. 

TRADIÇÕES JUDAICAS E O NOVO TESTAMENTO

Visto que o Novo Testamento foi escrito por Judeus, em contexto judaico, não é surpresa que tradições judaicas tenham exercido um importante papel na sua tessitura, tanto conceitual quanto prática. E, ao falarmos das tradições judaicas, não estamos nos referindo particularmente ao chamado Antigo Testamento ou ao Tanakh judaico, mas a todo o corpo de sabedoria judaica, expressos e codificados na literatura talmúdica e midráshica. 
O grau de influência e inter-relacionamento entre a literatura neotestamentária e o corpus  da tradição judaica é motivo de discussão.

Flávio Josefo e a Morte de Moisés: Uma nota.

Moisés é uma das figuras centrais do judaísmo. Junto aos Patriarcas e os reis Davi e Salomão, sua existência permeia a vida e provê identidade para o povo judeu. Ele é aquele que D-us escolheu para guiar os passos da nação ao sair do Egito, e através dele D-us estabelece uma aliança com aquele povo.  Ele é o grande instrutor de Israel, Moshê Rabenu, Moisés nosso mestre. Ele é a figura que representa o ápice do relacionamento contínuo com Deus. Embora Abraão seja o pai de todos nós, não é Abraão aquele que provê o limite da vida humana, mas Moisés. Ninguém pode viver mais do ele, porque ninguém é digno de pisar a Terra de D-us, mais que ele.

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