29 março 2017

Diretor de A Bela e a Fera: desejo de destroçar a Bíblia

Puro desrespeito
Em entrevista, o diretor Bill Condon, do filme “A Bela e a Fera”, disse que seu desejo é “arrancar as páginas da Bíblia” quando a encontra em hotéis. A pergunta do entrevistador era sobre a primeira ação dele ao entrar num hotel depois de dias de trabalho, e Bill respondeu: “Meu desejo é dizer que sou como Ian McKellen e imediatamente sair ‘destroçando’ a Bíblia.” A entrevista ocorreu em 2007, mas veio à tona nos últimos dias pelo fato de Bill ter introduzido na trama infantil dois personagens homossexuais [confira]. O filme está sendo boicotado por muitos cristãos e conservadores nos EUA. De acordo com a publicação de Lawrence Toppman, no The Charlotte Observer, há dois momentos homossexuais no filme. Baseado nisso, o site LifeSiteNews lançou uma petição de boicote que já tem mais de 131.000 assinaturas. A carta diz: “Os filmes infantis não são lugar para promover agenda política sexual daninha, que ofende as crenças arraigadas de inúmeros pais e famílias. Me comprometo a boicotar o filme ‘A Bela e a Fera’, como também outros filmes e produtos da Disney até quando ela se comprometa a proteger a inocência de nossos filhos.”

Além desse, houve vários outros boicotes pelos Estados Unidos. A American Family Association obteve 51.000 assinantes à carta “Não podemos suportar a Bela e a Fera” que “empurram o gayzismo em nossos filhos”. A Universidade Cristã do Colorado criou uma petição dirigida a um dos diretores gerais da Disney, Rober Iger Allen, na qual os cristãos norte-americanos se comprometem a “não permitir que seus filhos ou netos sejam submetidos ao radicalismo de esquerda através dessa nova versão de ‘A Bela e a Fera’”.

No dia 2 de março, o evangelista Franklim Graham pediu aos seus 5,5 milhões de seguidores no Facebook que “digam não” à nova versão da Disney. No entanto, ativistas LGBT estão assediando os cristãos, dizendo que conservadores estão possuídos por uma “homofobia maníaca” que os leva a agir como “bestas irracionais”.


Nota Michelson Borges: Outro que desrespeitou a Bíblia Sagrada recentemente, em um discurso raivoso contra o procurador da República Deltan Dallagnol, que pertence à Igreja Batista, foi um ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva. Além do descaso contra a Palavra de Deus, Lula desrespeitou também o procurador, ao chama-lo de “moleque” (confira aqui). Marxistas ateus, gayzistas militantes, abortistas, feministas radicais, evolucionistas descrentes e outros realmente odeiam a Bíblia. E sabe por quê? Porque ela desmascara suas pretensões e suas ideias anticristãs. [MB]

Nota Gilberto Theiss: Richard Dawkins ficou famoso e vendeu milhões ao comprar uma briga com os religiosos declarando que Deus era um delírio. Friedrich Nietzsche se consolidou como avatar filosófico do século XIX ao também decretar a morte de Deus. Karl Marx se tornou herói por também expressar seu ódio a Deus e, com as suas palavras, O expulsar do céu. Enfim, construir fama e dinheiro às custas de Deus parece realmente ser uma estratégia interessante. Além de claramente existir uma apologia anti-família e anti-cristianismo, também há a esperteza de se pegar um gancho no apogeu da fé. Bom, cada um precisa fazer o seu pé de meia... não é?

28 março 2017

Podemos confiar na Bíblia?


Não é raro que alguém colocando em dúvida a confiabilidade na tradição escriturística que preservou a Bíblia até nossos dias. A principal razão da suspeita está no fato de que não temos nenhum original do texto bíblico, mas apenas cópias posteriores que supostamente teriam sido alteradas. O que muitos não sabem, porém, é que existe um acurado e exaustivo trabalho crítico-textual empregado em torno do Texto Bíblico. Neste artigo, vamos falar especificamente do Novo Testamento.

Ao todo, são mais de 5.600 manuscritos neotestamentários, espalhados em museus e bibliotecas do mundo inteiro. Eles podem estar em forma de citações, códices, ou até mesmo fragmentos de 6 x 8 centímetros como é o caso do Papiro 52, depositado na Biblioteca de Rylands, em Manchester. Mesmo que não tenhamos hoje nenhum texto original saído das mãos do escritor bíblico e que todos os manuscritos contenham variantes textuais a ponto de não existirem nem mesmo dois manuscritos perfeitamente iguais, podemos ainda assim, dizer que foi possível conseguir reconstituir com precisão cerca de 90% do texto que saiu das mãos do autor. Os 10% restantes constituem elementos não tão importantes que ainda constituem fonte de discussão entre os especialistas. É o caso por exemplo do binômio Gadara/Gerasa, ou da terminação do evangelho de Marcos.

As duas edições manuais mais divulgadas atualmente e que contêm excelente aparato crítico dos textos são os famosos Nestlé-Aland e The Greek New Testament, ambos conhecidos de qualquer especialista em colação textual que é aquela comparação entre manuscritos com o fim de reconstituir qual seria o texto original. Mas, para não ficar apenas no campo das afirmações sem confirmações, eis alguns argumentos simples (fora do campo técnico) que confirmam a confiabilidade na transmissão do texto neotestamentário:

1 – Os escritores do Novo Testamento sabiam que eles e seus colegas estavam escrevendo um texto sagrado que precisava ser preservado (veja por exemplo: Romanos 16:26; I Coríntios 2:13; I Pedro 1:12; Apocalipse 22:18 e 19 etc.).

2 – Os primeiros pais da Igreja, desde o primeiro e segundo séculos da era cristã, já sabiam identificar os escritos canônicos dos seculares e assim primavam mais pela preservação destes documentos sagrados.

3 – Os primeiros cristãos foram alertados quanto à pureza textual da cópia que recebiam. (II Tessalonicenses 2:2 e Apocalipse 22:18 – 19).

4 – Com a destruição de Jerusalém do Ano 70 e a fuga em massa dos cristãos para Pela, a Ásia Menor e a Região Egéia eram os territórios onde a Igreja estava mais bem numericamente representada. É nesses centros que circularam os autógrafos originais. Centros como o Egito, já são mais duvidosos, porque além da igreja ser fraca naquela região, havia cerca de 11 grupos heréticos (a maioria gnósticos) que não eram reconhecidos pela Igreja Cristã Apostólica. As cópias existentes em Jerusalém, provavelmente foram levadas para Antioquia antes do sítio romano sobre a cidade.

5 – Antioquia se tornou uma escola de interpretação literalista (por literalista, entenda aquele estudioso que se preocupa com a exatidão literária do texto pois sua interpretação depende dele).

6 – O clima árido e o desuso são as condições mais favoráveis para que um manuscrito sobreviva por 1500 anos. Logo, não nos surpreendamos se novos textos forem ainda descobertos em nosso tempo.

7 – Se a igreja medieval houvesse mudado o conteúdo dos manuscritos de tal forma que fosse impossível resgatar sua originalidade, todas as doutrinas católicas – sem exceção – estariam expressas no Novo Testamento, pois seriam incorporadas ali. Contudo, e estranho que não encontremos ali nada que fale da assunção de Maria, de uma suposta ordem de Jesus para guardar o domingo, da confissão auricular ou até mesmo da intercessão dos santos entre nós e Deus. Temas, assim, certamente estariam inseridos no texto bíblico caso fosse interesse da igreja modificar seu conteúdo para validar seus ensinos.

8 – Existem pequenas contradições dos evangelhos Jesus curou um ou dois cegos? O local das sermão das bem aventuranças foi num monte ou numa planície? A cura de Bartimeu foi quando Jesus entrava ou saía de Jericó? Se o texto houvesse sido recomposto ao longo dos séculos, o trabalho editorial da igreja faria com que todas essas divergências desaparecessem. Sua permanência, contudo, indica que o texto não foi alterado, nem para corrigir o que poderia ser um embaraço à fé de muitos. (Veja no final o vídeo que mostra se podemos confiar no Novo Testamento).

Nenhuma obra literária enfrentou maior questionamento crítico-científico do que o texto da Bíblia Sagrada. Hoje podemos, sem a menor dúvida, dizer que temos em mãos o mesmo conteúdo dos livros canônicos originais, da forma como saíram das mãos dos apóstolos. Ainda que um texto ou outro sejam temas de disputas hermenêuticas, aquilo que era importante para a salvação dos homens foi maravilhosamente preservado.

Tanto a origem quanto a preservação do texto bíblico é um forte argumento para a existência do Deus que inspirou essas páginas. Sempre que alguém precisa confirmar algo a seu favor, ele(a) apela para uma testemunha superior (ainda que circunstancialmente) que possa apresentar um depoimento em sua defesa. É assim que funcionam os procedimentos jurídicos em geral e também algumas questões corriqueiras do cotidiano. Um pai que confirma para o diretor que o filho, de fato, esteve doente pode ajudar tremendamente na reposição de uma prova.

Um gerente de banco que confirme a presença do cliente em sua agência em determinada hora do dia pode ser álibi que inocente um homem de um crime que não cometeu. Por isso, pode ser dito que a testemunha tem autoridade maior, pois confere certeza ao depoimento de uma pessoa. Deus, no entanto, é o maior de todos e, por isso, não precisaria de outro (circunstancialmente superior) que lhe desse testemunho. Sua palavra é o suficiente para que ele mesmo dê testemunho de si. Por isso, a Bíblia termina se configurando no maior testemunho da existência de Deus.


27 março 2017

Desculpe-me, mas não sou pastor!

Raiava o dia sobre o Mar da Galiléia. Os discípulos já cansados de tanto trabalho durante a noite, porém sem nenhum fruto de todo o esforço, ainda estavam em seus barcos. (Mt 4:18-22). Naquela manhã, Jesus ali se apresentara. A multidão se aglomerou ao Seu redor e Jesus entrou no barco para melhor ser visto e ouvido por todos. Ali Cristo ensinou a multidão sobre como alcançar a vida eterna.

Que cena era aquela, o Deus eterno dentro de um humilde barco de pescador, proclamando as boas novas de salvação aos desafortunados na vida. Aquele que era o mais exaltado nos céus, estava declarando àquele povo os grandes e eternos princípios do Seu verdadeiro reino. A multidão, aos poucos, se aglomerava cada vez mais para ouvir as palavras de um homem que não era um simples homem, era o próprio Criador, e não só o Criador, mas Aquele que, com o Seu poder, mantém os mundos, as leis e as vidas em todo o vasto universo.

Além da multidão ali presente, tinha Jesus em mente os desafortunados de todos os tempos, inclusive do futuro. Olhando através dos séculos, contemplou pessoas nas prisões, jogados aos cantos das ruas, sofrendo opressões, injustiçados, sem direção na vida, doentes e escravos de satanás. Olhando dentro da lupa do tempo futuro, viu pessoas, e dentre elas eu e você, isso mesmo, VOCÊ.

As pessoas que ali estavam encontraram paz e esperança para suas vidas. A mensagem das boas novas soou de maneira poderosa nos corações daquele povo. E assim deve esta mensagem soar aos ouvidos de todos em nossos dias.

O Chamado

Acabando todo o discurso, Jesus agora se volta para outro público - os discípulos. Olhando com o olhar bem fixo aos olhos de Pedro lhe diz: “ Lança as redes”. Mas a bíblia apresenta um Pedro já meio que desanimado. Acabara de pescar a noite toda e não teve nenhum êxito. Comparou todo o seu esforço e luta com aquilo que podia desempenhar no futuro, e tudo lhe parecia ser muito frustrante e desanimador devido a tanto fracasso. Sua própria profissão e ocupação lhe falhavam naquele momento. Olhou para Jesus com palavras de desânimo e disse: “Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a Tua palavra, lançarei a rede.”

Os discípulos eram pescadores experientes. Trabalharam arduamente no momento mais propício para pescar com redes. Mas não conseguiram nada. Agora, depois de tanto fracasso em um horário não muito adequado, meio que desanimados, lançaram as redes ao mando do mestre. O que aconteceu? Tão grande era a carga de peixes em ambos os barcos, que se viram ameaçados de ir a pique.

Nesta circunstância, depois de Pedro e os demais terem presenciado as palavras de salvação e os milagres de Jesus, algo extraordinário aconteceu no coração e na mente deles. Veja bem, é exatamente neste contexto que Jesus faz o grande chamado àqueles homens. Até o momento, nenhum deles se havia inteiramente unido a Jesus como Seu colaborador. Tinham testemunhado e ouvido muitas coisas, não haviam, porém, abandonado de todo, suas ocupações anteriores. Não haviam se dedicado da forma como deveriam na obra de Deus. Agora, Jesus os convidava a abandonar a velha vida de pescadores comuns para se tornarem verdadeiros pescadores, porém de vidas humanas.

Meu querido leitor, Deus tem um chamado também especial para você. Todos nós temos recebido um chamado especial dAquele que nunca erra. Eu sei que neste momento muitos dos que estão lendo este artigo devem estar chorando ou sentindo um toque especial no coração. Se você é uma dessas pessoas, não tenha dúvidas que Deus o está chamando para uma obra especial e grandiosa.

O chamado de Deus atinge todas as pessoas e em todas as classes, níveis e dons. Nem todos são chamados para serem pastores, mas todos são chamados para serem pescadores espirituais. O ministério é vasto e precisa ser exercido, mas é importante entender que Deus têm flores diferentes em seu jardim. Todos nós somos chamados para exercer um ministério e, em muitos casos, bem diferentes do que imaginamos.

Alguns ficam atormentados, pois sentem que foram chamados por Deus, mas não sabem discernir ao certo em como exercer este ministério.

Deus chamou a todos para uma obra especial e grandiosa. Se o seu grande problema consiste em "como realizar", entenda que, a princípio, Deus precisa apenas de sua disposição e paixão: “para” e “pela” obra. O resto, capacitação, talento e habilidade, o grande Artista, há de suprir.

Mas e os que não fizeram teologia? Como ser pescadores espirituais?

Na história que acabamos de ler, percebemos que os discípulos não cursaram a faculdade de teologia nas escolas dos profetas que existiam na época. Não que Jesus fosse contra essas escolas, pelo contrário, foi o próprio Deus quem erigiu tais centros de educação espiritual. O detalhe é que nem todos passam por estas escolas, mas a certeza é que TODOS são chamados, os cursados e os não cursados. Deus chamou homens incapacitados para estudarem em uma outra escola, onde o professor era o próprio Jesus. Esta realidade evidencia que somente Deus pode oferecer a capacidade e os dons necessários para sua obra. As escolas são importantes, mas são insuficientes. Há algo que não é possível aprender apenas nas escolas - o que exige comunhão profunda com Deus, paixão pelos que se encontram perdidos e lutas diárias com o próprio eu. Hoje, além dos pastores que dirigem a igreja, o Senhor deseja capacitar e preparar você. Jesus quer ser o seu instrutor, o seu professor. Saiba que, embora a faculdade seja importante e tenha o seu devido lugar, verdadeiros pastores, obreiros e missionários, não são formados nas salas de aula, mas aos pés de Cristo e com disposição para ser útil.

Verdadeiros pastores não se formam nos centros acadêmicos ou na conquista do diploma. Ser pastor é um dom, é vocação, é um chamado que vem do céu, que não dispensa a faculdade, mas ao mesmo tempo, depende especialmente de outros fatores ainda mais relevantes. As escolas são necessárias para desenvolver certas habilidades, mas a vocação ministerial, seja leiga ou não, só pode ser adquirida no trono da graça.

Formar-se em teologia, pode até oferecer um diploma para ser um teólogo ou um profissional, mas jamais formará pastores na essência, sacerdotes, homens de fé e espirituais. Pastor se forma no dia a dia, exercendo o chamado de Deus na igreja, nos pequenos grupos, nos estudos bíblicos, nas orações com as pessoas, no auxílio aos desafortunados, com joelhos no chão e com relacionamento íntimo e duradouro com Deus.

É possível que exista pessoas formadas pelas escolas de teologia, porém desprovidas da credencial divina para serem pastores, assim como também é possível que exista muitos membros leigos nas igrejas que sejam verdadeiros pastores na essência. Esta realidade não diminui a importância do ministério pastoral, mas valoriza o ministério de homens e mulheres leigos que oferecem suas vidas e o seu tempo para um ministério voluntário e que também possui as credenciais do Céu. O que é importante compreender é que todos nós temos um chamado, porém podemos exercer o chamado de Deus de maneiras diferentes. Como já foi mencionado, Deus têm flores diferentes em seu jardim. Os pastores exercem uma função ministerial diferente e de maior responsabilidade espiritual, mas os demais irmãos, também exercem um chamado nobre e diferenciado - funções diferentes que completam o corpo de Cristo.

Lembre-se, a nossa profissão nesta terra não é ser mecânico, não é ser jardineiro, não é ser operador de micro, não é ser advogado, não é ser empresário, não é ser bombeiro, não é ser eletricista. O que você faz, na verdade, é apenas um bico, porque a sua verdadeira profissão é ser pescador de homens, porta voz do céu e embaixador de Cristo. E essa credencial, não é somente para aqueles que se formam no curso de teologia, mas para todos os que aceitam o chamado dAquele que é o dono do chamado.

Reflexão:

"A obra de Deus na Terra nunca poderá ser terminada a não ser que os homens e as mulheres que constituem a igreja participem do trabalho e unam os seus esforços aos dos pastores e oficiais da igreja" (Obreiros Evangélicos, pág. 352).

Pr. Gilberto Theiss - Graduado em Teologia, pós-graduado em filosofia e ciência da religião. No momento atua como pastor no estado do Ceará.

22 março 2017

Quem mudou o descanso do sábado para o domingo?

Imperador Constantino
O nome domingo vem do latim Dies Dominicus (dia do Senhor), porque era quando os cristãos celebravam a ressurreição de Jesus. Mas, no alvorecer do cristianismo, era considerado o primeiro dia da semana e não o sétimo: o dia bíblico de descanso continuava sendo o sábado, como era para os judeus. De acordo com o Novo Testamento, os apóstolos se reuniram aos domingos para o partir do pão, mas isso não significa que o sábado (que em hebraico significa simplesmente “descanso”) tinha perdido seu lugar como um dia de descanso obrigatório. Além disso, na Roma antiga chamavam o domingo de dies solis (dia do Sol: daí o inglês Sunday ou o alemão Sonntag), porque foi dedicado à divindade pagã chamada Sol Invictus, muito importante no culto imperial. E foi justamente um imperador romano, Constantino, o Grande, que fundiu as duas tradições em uma. Assim, o mesmo César que legalizou a religião cristã pelo Edito de Milão, em 313 – que mais tarde fundaria Constantinopla como capital romana do Oriente e seria santificado – decretou em 7 de março de 321 que o antes chamado dies Solis seria observado como feriado civil obrigatório.

No entanto, a confirmação “oficial” dessa mudança pela Igreja Católica levaria mais de mil anos. Foi no Concílio de Trento, realizado no século 16: “A Igreja de Deus achou conveniente que a celebração religiosa do sábado deva ser transferida para o dia do Senhor: o domingo.” Como resultado, em quase todos os países de tradição cristã foram proibidos aos domingos o artesanato, o comércio e a dança. Exceções foram feitas em situações de emergência ou para certos sindicatos. Finalmente, após a Revolução Francesa (1789), o descanso dominical foi assimilado como um direito trabalhista e é admitido praticamente em todas as legislações.

(Muy História; colaboração: Nelson Wasiuk)

Nota 1: É interessante ver um site secular confirmando o que sempre temos dito: que a mudança do sábado para o domingo não pode ser justificada pela Bíblia, sendo uma mudança promovida pelo Império Romano com a concordância da Igreja de Roma. Os evangélicos podem até procurar textos bíblicos para justificar o descanso dominical, mas não encontrarão um versículo sequer. Ele acabam tendo que admitir que guardam o domingo porque os romanos (império e igreja) assim o decretaram. [MB]

Nota 2: Em um artigo publicado na revista Sinais dos Tempos de março de 1998, o Dr. Alberto Timm explica que “uma das teorias mais usadas para justificar a mudança do sábado para o domingo é a de que o sábado foi abolido na cruz e o domingo instituído em seu lugar através da ressurreição de Cristo. Por mais popular que seja, essa teoria carece de fundamentação bíblica e de comprovação histórica. O texto de João 20:19, normalmente usado para apoiar a teoria, simplesmente declara que os discípulos estavam reunidos, com ‘as portas da casa’ trancadas, por ‘medo dos judeus’, sem qualquer alusão ao domingo como um novo dia de guarda. Além disso, a primeira evidência histórica concreta sobre a existência de cristãos observadores do domingo é encontrada somente na metade do segundo século de nossa era.

“A tese doutoral de Samuele Bacchiocchi, intitulada From Sabbath to Sunday: A Historical Investigation of the Rise of Sunday Observance in Early Christianity (Roma: Pontifical Gregorian University Press, 1977), demonstra ‘que a adoção do domingo em lugar do sábado não ocorreu na primitiva Igreja de Jerusalém, por virtude de autoridade apostólica, mas aproximadamente um século depois na Igreja de Roma.’

“Sob a influência cultural paganizadora do Império Romano, o cristianismo dos primeiros séculos acabou absorvendo vários elementos de origem pagã, dentre os quais se destaca o culto ao Sol de origem persa (mitraísmo). Os mitraístas romanos veneravam o Sol Invictus cada domingo e celebravam anualmente o seu nascimento no dia de 25 de dezembro. Tentando harmonizar alegoricamente o Sol Invictus com o ‘sol da justiça’ do cristianismo (Ml 4:2; Jo 8:12), muitos cristãos começaram a adorar a Cristo no domingo como ‘dia do Sol’ (Sunday em inglês e Sonntag em alemão), com o duplo propósito de se distanciarem do judaísmo perseguido pelos romanos e de se tornarem mais aceitos dentro do próprio Império Romano.

“Mas o que parecia inicialmente apenas um sincretismo religioso começou a assumir um caráter institucional. A 7 de março de 321 d.C., o imperador Constantino, um devoto adorador de Mitra, decretou ‘que todos os juízes, e todos os habitantes da cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol’. Esse decreto foi seguido por várias medidas eclesiásticas para legalizar a observância do domingo como dia de guarda para os cristãos. O próprio Catecismo Romano, 2ª ed. (Petrópolis, RJ: Vozes, 1962), na página 376, reconhece a atuação da Igreja Católica nesse processo, ao declarar: “A Igreja de Deus, porém, achou conveniente transferir para o domingo a solene celebração do sábado.”

“Por mais atraentes e populares que sejam algumas teorias sobre a origem da observância do domingo, não podemos impor ao texto bíblico interpretações artificiais e desenvolvimentos históricos que só ocorreram após o período bíblico. Para sermos honestos com a Palavra de Deus, precisamos permitir que ela mesma nos diga qual o verdadeiro dia de guarda do cristão (ver Gl 1:8; Ap 22:18, 19).”

Nota 3: É interessante notar como o tema do sábado tem sido destacado ultimamente. Quando o Dr. Ben Carson foi candidato à presidente dos EUA, vários veículos de comunicação destacaram a fé dele e o fato de ser guardador do sábado; quando o goleiro Vítor recusou uma grande oferta de emprego pelo fato de que teria que trabalhar aos sábados, o Brasil inteiro ficou sabendo dessa história de fidelidade; o filme “Hacksaw Ridge” tem como personagem principal um soldado adventista do sétimo dia fiel à Bíblia; e, mais recentemente, a mudança do dia das provas do Enem também colocou em evidência o assunto do dia de guarda. O sábado é o memorial da criação e aponta para o Deus verdadeiro, Criador dos céus e da Terra; além disso, faz parte das três mensagens angélicas de Apocalipse 14. Portanto, é natural que esse assunto ganhe cada vez mais dimensão e seja cada vez mais discutido. Quando você for questionado, que suas respostas sejam embasadas na Bíblia e não na autoridade humana. [MB]


Assista também:



09 março 2017

Enem passará a ser realizado em dois domingos


Brasília, DF [ASN] A Consulta Pública lançada pelo Ministério da Educação (MEC) sobre as mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que contemplou  alterações do dia de realização da prova, não foi uma vitória apenas para os guardadores do sábado, mas principalmente para a Liberdade Religiosa. O MEC divulgou nesta quinta-feira, 9 de março, que a partir de 2017 as provas serão realizadas em dois domingos consecutivos. Neste ano, especificamente, nos dias 5 e 12 de novembro.

O anúncio foi feito pelo ministro de Estado, Mendonça Filho. Segundo ele, a mudança é uma adequação a uma condição mínima humana e de respeito às pessoas. “Eu imagino que um jovem que se vê para a aplicação de um exame como o Enem, que já é exaustivo do ponto de vista de esforço por cada jovem, e tendo que ficar confinado por quatro horas, se coloca numa condição de desvantagem com relação aos demais”, reconhece o ministro. “E a gente tem que promover a aplicação de um exame como o Enem tratando todos com dignidade, com respeito aos direitos humanos e, ao mesmo tempo, com as condições ideais e iguais do ponto de vista de avaliação do exame”, justifica.
A opção de realizar o exame em dois domingos foi a preferência de 64% das mais de 600 mil pessoas que participaram da consulta pública.

Princípio da liberdade de consciência

Nos últimos anos, diversas pessoas têm lutado para ter seus direitos garantidos diante de situações que envolvem sua liberdade de consciência e culto, de acordo com suas crenças. Nesse sentido, dar a oportunidade para que a sociedade se manifeste e seja ouvida mostra que o governo brasileiro está interessado em entender a realidade de milhares de pessoas que veem no sábado não apenas um dia sagrado, mas um mandamento divino, caracterizado por um estilo de vida.

Os sabatistas, como são chamados aqueles que dedicam o dia de sábado para a prática de atividades religiosas e de auxílio ao próximo, têm se sentido prejudicados desde que o exame fora implantado, justamente por precisar aguardar o início da realização da prova após o pôr do sol. Estima-se que mais de 70 mil estudantes se inscrevam anualmente no Enem com o pedido para realizar a avaliação em horário alternativo. No entanto, creem que, a partir de agora, todos os candidatos terão as mesmas oportunidades de alcançar os resultados sem prejuízo em relação ao desgaste físico e emocional ocasionado pelas horas de confinamento que antecediam o começo do exame.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil reconhece os esforços do Ministério da Educação de até aqui ter oferecido uma alternativa para que os guardadores do sábado pudessem ter sua fé respeitada enquanto buscavam a oportunidade de alcançar seus sonhos e de se preparar para servir ao país e ao próximo. Como parte de uma comunidade composta por mais de 20 milhões de membros em mais de 200 países, sendo 1,6 milhão apenas no Brasil, os adventistas reconhecem que, ao terem seus direitos religiosos respeitados e preservados, percebe-se um investimento não apenas na educação, mas no desenvolvimento de toda uma sociedade.

“Os guardadores do sábado, especialmente os adventistas do sétimo dia, não buscam privilégios em relação aos demais candidatos. Pelo contrário, desejam ter as mesmas oportunidades diante de um programa tão importante que pode não apenas garantir, mas definir o futuro profissional de milhares de pessoas. O resultado da Consulta Pública torna essa realidade igualitária para todos. E aproveito para agradecer a todos os adventistas do sétimo dia que votaram e se mobilizaram para que isso pudesse ser realidade”, sublinha Erton Köhler, presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul.
Outras considerações

Juntamente com a mudança nos dias de aplicação das provas, o MEC divulgou outros dados resultantes da consulta pública:

No questionário era oferecida a opção de realização das provas pelo computador. De acordo com o ministro Mendonça Filho, “ao contrário do esperado, a maioria esmagadora optou por manter o formato atual, em papel”; 70,1%, contra 29,9%, que prefeririam uma prova em formato digital.

Uma nova portaria do Enem, contendo todas as mudanças, será divulgada até o dia 24 de março de 2017. O edital para a próxima edição do exame será publicado até o dia 10 de abril, e o período de inscrições é de 08 a 19 de maio.

Pessoas que necessitam de atendimento especial, inclusive de tempo adicional para fazer a prova devido a condições justificáveis, deverão fazer o requerimento no ato da inscrição. Em 2016, 68.907 solicitações de atendimento especial foram feitas.

A partir deste ano, não haverá mais resultado do Enem por escola, ou seja, não irá constatar o desempenho das escolas, apenas do candidato individualmente.

Por fim, nas próximas edições, os cadernos de provas, bem como os cartões de respostas, serão personalizados com o nome e número de inscrição do candidato. Segundo a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, Maria Inês Fini, esta alteração corrobora com a segurança do exame, evitando fraudes e vazamento de informações sobre as provas. 


06 março 2017

Papa Francisco e o discurso sobre o Sábado



O bispo de roma se referiu aos guardadores do sábado do tempo de Jesus como pessoas que fizeram uma interpretação formalista e acomodada as normas. Desta forma, segundo o papa, os fariseus mesclaram o erro com a verdade para levar as pessoas aos seus próprios dogmas.

De fato, é contestável qualquer comportamento que denote fanatismo ou intolerância religiosa. Os fariseus realmente extrapolaram na maneira de interpretar a lei a ponto de valorizar mais a norma do que o ser humano. Todavia, nenhum extremo deve ser aceito em qualquer circunstância. Seja no sentido de anular o amor por causa da lei, os mesmo no sentido de anular a lei por causa do amor. Os fariseus erraram em anular o amor por causa da lei e é isto que precisa ser combatido.

A guarda do sábado é um preceito bíblico e escrito pelo próprio Deus em tábuas de pedra (Ex 20). Há na Bíblia centenas de passagens que claramente fortalecem o sábado como mandamento de Deus. Não deveria haver dúvidas quanto a isto, uma vez que não há na Bíblia nenhuma declaração de mudança do dia sagrado e nenhum novo decreto imperial claramente ensinando que a graça anula a obediência a este mandamento. Os argumentos utilizados pelos amigos evangélicos e católicos não passam de meras tentativas de forçar a Bíblia afirmar algo que ela não disse. 

Ultimamente, uma vez que a tentativa de anular o mandamento sabático, usando a própria Bíblia, tem sido um fracasso atrás de outro, a nova estratégia tem sido a de comover, uma espécie de apelo emotivo sob a prerrogativa do amor. Tipo, as pessoas que insistirem com a ideia da guarda do sábado em um mundo totalmente contrário a esta prática tanto no âmbito comercial quanto das massas religiosas, podem ser naturalmente taxados de fanáticos e contrários a lei do amor. O amor de fato é a lei suprema, mas o amor não pode anular a lei, porque o cumprimento da lei é o amor (Rm 13:8). 

A exemplo dos fariseus que radicalizavam as normas, segundo essa nova estratégia, que tem por objetivo anular o mandamento do sábado, os sabatistas atuais, que insistem, que teimam e que demonstram falta de flexibilidade neste assunto, não são nem um pouco melhores do que os fariseus do tempo de Jesus. Portanto, a declaração do papa Francisco, pode ser um ponta pé inicial para transformar os guardadores do sábado de hoje em fundamentalistas radicais, inimigos da sociedade, inimigos do bem e inimigos do amor. 

Aos poucos percebemos que a história que se está construindo no presente, trará um futuro nem um pouco amigável para àqueles que pretendem ser fieis a Deus da maneira como a Bíblia realmente nos ensina. Pelo que podemos perceber, em breve deveremos fazer uma escolha, escolher entre a Bíblia, ou a opinião dos homens. Escolher entre a vontade de Deus, ou a vontade humana. Abraçar os preceitos de Deus, ou os preceitos dos homens. Lentamente, observe, lentamente o cenário profético, aquele descrito em Apocalipse 12:17, onde o dragão persegue os que guardam os mandamentos de Deus, vai se estruturando exatamente como predito. Lembre-se, diante dos dilemas finais, onde seremos obrigados a escolher entre um lado ou outro, o conselho de Deus, expresso em Sua Palavra é este: “Antes importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5:29).

leia também:

Considerações de Ellen White sobre o dilema final entre a verdade e mentira

Selo de Deus ou sinal da besta

O Sábado perdeu-se no tempo?

Lei dominical na Bíblia

74 razões do porque que guardo o sábado

03 março 2017

TV Novo Tempo será exibida em canal de Nova York


Cerca de 2, 3 milhões de hispânicos ou latinos vivem na cidade. Versão da emissora em espanhol também estará disponível

Silver Spring, EUA… [ASN] Em 2017, as TVs Novo Tempo e Nuevo Tiempo devem entrar oficialmente na cidade de Nova York, nos Estados Unidos. Quem revela a informação é Luis Biazotto, pastor e diretor do Adventist Community Service do Queens, na região leste da cidade. Responsável pela implantação dos canais, Biazotto disse que as emissoras serão exibidas em canais da Igreja Adventista do Sétimo Dia que não estão sendo utilizados. Embora não haja dados específicos sobre a quantidade de pessoas que falam espanhol e português em Nova York, o Censo de 2010 aponta que nela residem 2,3 milhões de hispânicos ou latinos. O número de brasileiros na cidade é ainda mais incerto, mas a questão é que as TVs poderão ser vistas por qualquer pessoa que entenda português, espanhol e os outros 800 idiomas falados na cidade, incluindo o malgaxe, uma das línguas oficiais de Madagascar (a outra é o francês).

O vídeo abaixo conta justamente a história de uma família de imigrantes de Madagascar que assistia ao canal em português em seu país. Embora entendesse pouco, a família compreendia exatamente a palavra que define a razão da existência da TV: “esperança.”

A Novo Tempo faz parte de algo maior, conforme explica Gabriel Begle, vice-presidente da Hope Channel. “A família Hope Channel é uma família grande e vibrante de 48 membros ao redor do mundo que falam mais de 50 idiomas com o objetivo de trazer uma mensagem de esperança e de consolo para um mundo que perece”, sublinha. [Equipe ANN, Márcio Basso]



12 fevereiro 2017

Música, sexo e drogas têm mesmo efeito no cérebro

Você pode escolher o tipo de estímulo
O mesmo sistema químico-cerebral que proporciona as sensações de prazer geradas pelo sexo, as drogas e a comida é essencial para experimentar o prazer gerado pela música, segundo um estudo publicado naquarta-feira (8/02) na revista científica Nature. “Esta é a primeira prova de que os opioides próprios do cérebro estão diretamente envolvidos no prazer musical”, destaca Daniel Levitin, um dos autores do estudo, desenvolvido na Universidade McGill de Montreal, no Canadá. Trabalhos anteriores do especialista e sua equipe chegaram a produzir mapas das áreas do cérebro ativadas pela música, mas só havia sido possível levantar a suspeita de que o sistema opioide era responsável pelo prazer. Para a mais recente experiência, os cientistas bloquearam de maneira seletiva e temporária os opioides do cérebro com a naltrexona, remédio usado habitualmente em tratamentos para a dependência de drogas opiáceas e álcool. Em seguida, eles mediram as reações dos 17 participantes do estudo aos estímulos musicais e constataram que até mesmo as músicas favoritas deixavam de gerar sensações prazerosas. “As impressões que os participantes compartilharam conosco depois do experimento foram fascinantes”, diz Levitin.

Um deles disse que sabia que a canção que acabara de escutar era uma de suas preferidas, mas que não tinha sentido as mesmas sensações de audições anteriores. Outro comentou: “Soa bem, mas não me diz nada.”

Os pesquisadores consideram que os avanços no estudo da origem neuroquímica do prazer são fundamentais para a neurociência, já que muitas atividades prazerosas, como beber álcool e ter relações sexuais, podem causar dependência.


Nota 1: Fiquei pensando com meus botões... Assim como há alimentos indevidamente estimulantes e a pornografia, que também “sequestra” o cérebro (especialmente dos homens), é possível, igualmente, que haja músicas mais estimulantes/viciantes e que levem o cérebro a um estado emocional não compatível com o culto, por exemplo. Assim como há alimentos inadequados à saúde e sexo impróprio que prejudica o sexo que Deus abençoou (com a pessoa certa, no momento certo e no contexto adequado), pode ser que existam estilos musicais inadequados para quem quer ter uma mente pura e apreciadora das coisas simples. Pelo visto, assim como há “pimenta” que estraga alimentos, a sexualidade e a saúde física e mental, existem também músicas “apimentadas” que deveriam ser deixadas de lado, especialmente em um contexto de louvor e adoração, em que a racionalidade deve dominar sobre a emotividade. É algo para se pensar... [MB]

Nota 2: Segundo Ellen White, “Satanás sabe que órgãos excitar [hiperestimular] para animar, monopolizar e atrair a mente de modo que Cristo não seja desejado. Os anelos espirituais da alma [...] ficam por esperar” (O Lar Adventista, p. 407). E mais: “Se trabalharmos para criar excitação do sentimento, teremos tudo quanto queremos, e mais do que possivelmente podemos saber como manejar. [...] Importa não considerar nossa obra criar excitação. Unicamente o Espírito de Deus pode criar um entusiasmo são” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 16, 17).

Nota 3: O tema música e adoração frequentemente desperta polêmica em certas igrejas, mas não deveria ser assim. Vontades e preferências pessoais não deveriam estar em primeiro plano. Quando alguém lê um texto ou livro que escrevi e me faz críticas bem fundamentadas, fico grato a essa pessoa e encaro essas críticas como aprendizado e possibilidade de melhorar meu trabalho. Os músicos sacros deveriam agir da mesma forma. É claro que nem sempre é fácil admitir que uma obra de nossa autoria não está adequada. Mas quem disse que, pelo fato de nos especializarmos em certas áreas, seremos sempre os donos da verdade? Meus textos não podem ser melhores? A música que alguns escrevem e compõem também não pode ser melhor? Se fomos dotados por Deus de algum dom, temos o dever sagrado de estudar sobre o assunto e pedir que Ele nos dê discernimento claro a fim de usar esse dom da melhor maneira possível - para Ele, não para nós. No caso da música de adoração, o Ser adorado é quem deve manifestar Sua preferência. Sim, Ele respeita nossos gostos (se adequados) e aceita o que de melhor podemos oferecer, mas podemos e devemos sempre crescer em compreensão e conhecimento, a fim de que o nosso melhor se torne cada vez melhor; cada vez mais próximo do ideal de Deus. Um fenômeno mais ou menos recente e que tem causado preocupação é a chamada gospelização da música adventista. Talvez numa tentativa de agradar o gosto popular, alguns músicos estejam exagerando no quesito percussão, carregando demais suas músicas de ritmos fortes e, como visto na pesquisa acima, viciantes. Algo que também poderia ser melhorado são as letras. Algumas músicas (muito bonitas, até) têm se parecido com mantras repetidos à exaustão. A letra se resume a poucas linhas e o que fica de conteúdo teológico é mínimo. Imagine em um tempo de provação ou mesmo na época da perseguição prevista vasculharmos a memória em busca de hinos que nos sustentem a fé e só encontramos músicas com algumas frases de efeito... Precisamos de mais músicas com conteúdo teológico robusto e não meras repetições com melodias emocionais e ritmos estimulantes. E precisamos, também, orar pelos nossos músicos. Eles são tão importantes quanto os pregadores. O ministério deles é indispensável para alcançar a mente e o coração das pessoas. Precisamos apoiá-los, sustentá-los e orar por eles. Escrevo isto com muito carinho, pois eu mesmo fui e tenho sido muito beneficiado pelo ministério musical adventista. Certas músicas marcaram profundamente minha vida e serviram de motivação em momentos especiais. Deus nos ajude a todos, a fim de que, em amor e unidade, possamos sempre fazer o nosso melhor para Ele e para Sua igreja. [MB]  

Notas Michelson Borges

01 fevereiro 2017

CONSIDERAÇÕES DE ELLEN WHITE A ESTE RESPEITO DA PERSEGUIÇÃO FINAL

CONSIDERAÇÕES DE ELLEN WHITE A ESTE RESPEITO DA PERSEGUIÇÃO FINAL

O FIM DA LIBERDADE RELIGIOSA NOS ESTADOS UNIDOS

A lei de Deus, pela intervenção de Satanás, irá ser invalidada. Em nossa terra [Estados Unidos] de alardeada liberdade, a liberdade religiosa terá o seu fim. A luta será decidida no que toca ao assunto do sábado, e agitará o mundo inteiro. Evangelismo, pág. 236.

Uma grande crise aguarda o povo de Deus. Muito em breve nossa nação procurará impor a todos a observância do primeiro dia da semana como dia sagrado. Ao fazer isto, eles não hesitarão em compelir os homens, contra a voz de sua própria consciência, a observarem o dia que a nação declara ser o sábado. Review and Herald Extra, 11 de dezembro de 1888.

Os adventistas do sétimo dia travarão a batalha pelo sábado do sétimo dia. As autoridades nos Estados Unidos e em outros países se levantarão em seu orgulho e poder, e farão leis para restringir a liberdade religiosa. Manuscrito 78, 1897.

Os protestantes dos Estados Unidos, serão os primeiros a estender as mãos através da voragem para apanhar a mão do espiritismo; estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano; e, sob a influência desta tríplice união, este país seguirá as pegadas de Roma, desprezando os direitos da consciência. O Grande Conflito, pág. 588.

A IGREJA E O ESTADO SE OPÕEM AO POVO DE DEUS

Todos quantos não se curvarem ao decreto dos concílios nacionais e obedecerem às leis nacionais para exaltar o sábado instituído pelo homem do pecado, para menosprezar o santo dia de Deus, sentirão, não somente o poder opressivo do papado, mas do mundo protestante, a imagem da besta. Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 380.

As organizações religiosas que recusam ouvir as mensagens de advertência da parte de Deus estarão sob forte engano, e se unirão com o poder civil para perseguir os santos. As igrejas protestantes se unirão com o poder papal para perseguir o povo de Deus que guarda os mandamentos. ...
Esse poder semelhante a um cordeiro se une com o dragão para pelejar contra os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo. Manuscript Releases, vol. 14, pág. 162.
A igreja apelará para o braço forte do poder civil, e nesta obra unir-se-ão romanistas e protestantes. O Grande Conflito, pág. 607.

PERANTE OS TRIBUNAIS

Os que viverem durante os últimos dias da história terrestre saberão o que significa ser perseguidos por causa da verdade. Nos tribunais prevalecerá a injustiça. Os juízes recusarão ouvir as razões dos que são leais aos mandamentos de Deus porque sabem que os argumentos em favor do quarto
EF - Pag. 146 

mandamento são irrefutáveis. Eles dirão: "Temos uma lei e, de conformidade com a nossa lei, ele deve morrer." A lei de Deus não é nada para eles. "Nossa lei" lhes é suprema. Os que respeitam essa lei humana serão favorecidos, mas não serão concedidos favores aos que não se submeterem ao falso sábado. The Signs of the Times, 26 de maio de 1898.

Se formos levados aos tribunais, devemos abrir mão de nossos direitos, a menos que isso nos ponha em conflito com Deus. Não estamos pleiteando os nossos direitos, mas o direito de Deus ao nosso serviço. Manuscript Releases, vol. 5, pág. 69.

OS ADVENTISTAS SERÃO TRATADOS COM DESPREZO

O mesmo espírito despótico que noutras eras tramou contra os fiéis há de tentar extirpar da face da Terra os que temem a Deus e obedecem à Sua lei. ...
A riqueza, o gênio e a educação hão de aliar-se a fim de cobri-los de ignomínia. Magistrados perseguidores, ministros e membros de igreja, hão de conspirar com eles. De viva voz e com a pena, com ameaça, escárnio e zombaria, hão de tentar derrotar a sua fé. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 150.
Tempo virá em que, por defendermos a verdade bíblica, seremos considerados traidores. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 45.

Os que honram o sábado bíblico serão denunciados como inimigos da lei e da ordem, como que a derribar as restrições morais da sociedade, causando anarquia e corrupção, e atraindo os juízos de Deus sobre a Terra. Declarar-se-á que seus conscienciosos escrúpulos são teimosia, obstinação e desdém à autoridade. Serão acusados de deslealdade para com o governo. O Grande Conflito, pág. 592.

Todo o que nesse dia mau se dispuser a servir a Deus com destemor, segundo os ditames de sua consciência, necessitará de coragem, firmeza e do conhecimento de Deus e Sua palavra; pois os que forem fiéis a Deus serão perseguidos, seus motivos impugnados, desvirtuados seus melhores esforços e seus nomes repudiados como um mal. Atos dos Apóstolos, pág. 431.

PERSEGUIÇÕES DE TODO TIPO

As perseguições dos protestantes pelo romanismo, por cujo intermédio a religião de Jesus Cristo quase foi aniquilada, serão mais que igualadas quando o protestantismo e o papado se unirem. Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 387.

Satanás tem milhares de meios de agressão disfarçados, que serão usados contra o leal povo de Deus que guarda os mandamentos, para compeli-los a violentar a consciência. Carta 30a, 1892.
Não precisamos surpreender-nos com coisa alguma que ocorra agora. Não precisamos maravilhar-nos de nenhuma manifestação de horror. Os que espezinham a lei de Deus com pés profanos têm o mesmo espírito dos homens que insultaram e traíram a Jesus. Sem qualquer remorso, eles farão as obras de seu pai, o diabo. Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 416.

Os que desejam avivar a memória e ser instruídos na verdade, precisam estudar a história da Igreja primitiva durante e imediatamente após o dia de Pentecostes. Estudai atentamente, no livro de Atos, as experiências de Paulo e dos outros apóstolos, pois o povo de Deus, em nosso tempo, terá de passar por experiências similares. Para Conhecê-Lo (Meditações Matinais, 1965), pág. 118.

PRIVADOS DE TODO APOIO TERRENO

As riquezas acumuladas logo serão inúteis. Quando sair o decreto de que ninguém poderá comprar ou vender, senão aqueles que tiverem o sinal da besta, muitos recursos não terão utilidade alguma. Deus requer que façamos agora tudo que estiver ao nosso alcance para transmitir a advertência ao mundo. Review and Herald, 21 de março de 1878.

Tempo virá em que de modo algum poderemos vender. Logo sairá o decreto proibindo os homens de comprar ou vender a qualquer pessoa senão aos que tenham o sinal da besta. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 44.
Estivemos perto de ver isto realizar-se na Califórnia há pouco tempo atrás, mas foi apenas a ameaça do sopro dos quatro ventos. Até agora eles têm sido contidos pelos quatro anjos. Não estamos bem preparados. Ainda há uma obra a ser efetuada, e então os anjos receberão a ordem de soltá-los, para que os quatro ventos soprem sobre a Terra. Testimonies, vol. 5, pág. 152.

Na última grande batalha do conflito com Satanás, os que são leais a Deus hão de ser privados de todo apoio terreno. Por se recusarem a violar-Lhe a lei em obediência a poderes terrestres, ser-lhes-á proibido comprar ou vender. O Desejado de Todas as Nações, págs. 121 e 122.

Satanás diz: ... "Pelo temor de que lhes venha a faltar alimento e vestuário, eles se unirão com o mundo na transgressão da lei de Deus. A Terra estará inteiramente sob meu domínio." Profetas e Reis, págs. 183 e 184.

ALGUNS SERÃO ENCARCERADOS POR CAUSA DE SUA FÉ

Alguns serão encarcerados por se recusarem a profanar o sábado do Senhor. Para Conhecê-Lo (Meditações Matinais, 1965), pág. 118.

Como os defensores da verdade se recusem a honrar o descanso dominical, alguns deles serão lançados na prisão, exilados, e outros tratado como escravos. Para a sabedoria humana, tudo isto parece agora impossível: mas, ao ser retirado dos homens o Espírito de Deus, o qual tem o poder de reprimi-los, e ao ficarem eles sob o governo de Satanás, que odeia os preceitos divinos, hão de acontecer coisas estranhas. Quando o temor e o amor de Deus são removidos, o coração pode tornar-se muito cruel. O Grande Conflito, pág. 608.

Se formos chamados a sofrer por amor de Cristo, seremos capazes de ir para a prisão confiando nEle como uma criancinha confia em seus pais. Agora é o tempo de cultivar fé em Deus. Nossa Alta Vocação (Meditações Matinais, 1962), pág. 355.

MUITOS SERÃO CONDENADOS À MORTE

A melhor coisa para nós é entrar em íntima ligação com Deus, e, se Ele quiser que sejamos mártires por amor à verdade, isto poderá ser o meio de conduzir muitos outros à verdade. Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 420.

Muitos serão encarcerados, muitos fugirão das cidades e vilas para salvar a vida, e muitos serão mártires por amor a Cristo, colocando-se em defesa da verdade. Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 397.

Há perante nós a perspectiva de uma luta contínua, com risco de prisão, perda de propriedade, e da própria vida, para defender a lei de Deus. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 319.

Requerer-se-á dos homens que rendam obediência a editos humanos em violação da lei divina. Os que forem fiéis a Deus serão ameaçados, denunciados, proscritos. Serão entregues "pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos" até mesmo à morte. Profetas e Reis, pág. 588.

Não havemos de ter a coragem e a fortaleza dos mártires de outrora enquanto não chegarmos à posição em que eles se acharam. ... Caso deva haver uma volta da perseguição, será dada graça para despertar toda energia da alma para mostrar verdadeiro heroísmo. Nossa Alta Vocação (Meditações Matinais, 1962), pág. 123.

Os discípulos não foram revestidos da coragem e fortaleza dos mártires, senão quando essa graça se tornou necessária. O Desejado de Todas as Nações, pág. 354.

COMO PERMANECER FIRME SOB PERSEGUIÇÕES

Notaremos que precisamos desprender-nos de todas as mãos, exceto a mão de Jesus Cristo. Amigos mostrar-se-ão aleivosos, e nos trairão. Parentes, enganados pelo inimigo, julgarão prestar serviço a Deus opondo-se
EF - Pag. 151 

a nós e envidando o máximo esforço para colocar-nos em situações difíceis, esperando que neguemos a nossa fé. Em meio, porém, das trevas e do perigo, podemos depositar nossa mão na mão de Cristo. Maranata (Meditações Matinais, 1977), pág. 195.

A única maneira pela qual os homens poderão permanecer firmes no conflito é estar arraigados e firmados em Cristo. Eles precisam receber a verdade como é em Jesus. E somente quando é apresentada desta maneira pode a verdade suprir as necessidades da alma. A pregação de Cristo crucificado, Cristo justiça nossa, é o que sacia a fome da alma. Quando firmamos o interesse das pessoas nesta grande verdade central, fé, esperança e coragem advêm ao coração. General Conference Bulletin, 28 de janeiro de 1893.

Por causa de sua fé, muitos serão privados de um lar e herança neste mundo; mas, se entregarem o coração a Cristo, recebendo a mensagem de Sua graça e confiando no seu Substituto e Fiador, o Filho de Deus, ainda poderão encher-se de alegria. The Signs of the Times, 2 de junho de 1898.

A PERSEGUIÇÃO ESPALHA O POVO DE DEUS

Em vários lugares, ao ser incitada a hostilidade contra os que observam o sábado do Senhor, talvez se torne necessário que o povo de Deus se mude desses lugares para outros em que não sejam combatidos tão severamente.
Deus não requer que Seus filhos permaneçam onde, pela atitude de homens ímpios, sua influência perca o efeito e sua vida seja exposta ao perigo. Quando a liberdade e a vida correm perigo, não é meramente nosso privilégio, mas nosso claro dever ir a lugares em que as pessoas estejam dispostas a ouvir a Palavra da Vida e onde as oportunidades para pregar a Palavra sejam mais favoráveis. Manuscrito 26, 1904.

Logo chegará o tempo em que o povo de Deus, por causa da perseguição, será espalhado em muitos países. Os que receberam uma educação equilibrada sair-se-ão bem onde quer que estiverem. Manuscript Releases, vol. 5, pág. 280.

A PERSEGUIÇÃO CONDUZ A UNIDADE ENTRE O POVO DE DEUS

Quando a tempestade da perseguição realmente desabar sobre nós, as verdadeiras ovelhas ouvirão a voz do verdadeiro Pastor. Abnegados esforços serão envidados para salvar os perdidos, e muitos que vaguearam longe do aprisco retornarão para seguir o grande Pastor. O povo de Deus se coligará e apresentará ao inimigo uma frente unida. Em vista do perigo comum, cessará a luta pela supremacia, e não haverá disputas sobre quem será considerado o maior. Testimonies, vol. 6, pág. 401.

A CRISE TORNA MAIS EVIDENTE A INTERFERÊNCIA DE DEUS

De vez em quando o Senhor tem manifestado Sua maneira de agir. Ele está atento ao que se passa na Terra. E quando tem havido uma crise, tem-Se revelado e interposto para impedir a realização dos planos de Satanás. Muitas vezes tem permitido que questões concernentes a nações, a famílias e a indivíduos cheguem a uma crise para que a Sua interferência se torne evidente. Então Ele tem deixado que se conheça o fato de que há um Deus em Israel que ampara e defende Seu povo.
Quando a oposição à lei de Jeová quase for universal, quando Seu povo for oprimido e afligido pelos semelhantes, Deus intervirá. As fervorosas orações de Seu povo serão atendidas, pois Ele gosta que Seu povo O busque de todo o coração e confie nEle como Libertador. Review and Herald, 15 de junho de 1897.

Durante algum tempo será permitido que os opressores triunfem sobre os que conhecem os santos mandamentos de Deus. ... Até o fim Deus permite que Satanás revele seu caráter como mentiroso, acusador e assassino. Assim o triunfo final do Seu povo tornar-se-á mais acentuado, mais glorioso, mais cabal e completo. Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 414.

A AFLIÇÃO PURIFICA O POVO DE DEUS

Logo há de haver perturbações por todo o mundo. Cumpre que cada qual procure conhecer a Deus. Não temos tempo para esperar. ...
O amor de Deus à Sua igreja é infinito. Incessante é Seu cuidado de Sua herança. Ele não permite que aflição humana alguma sobrevenha à igreja senão unicamente a que é necessária para sua purificação, seu bem presente e eterno. Purificará Sua igreja assim como purificou o templo no princípio e no fim de Seu ministério na Terra. Tudo que Ele traz sobre a igreja em forma de provações e aflições, fá-lo para que Seu povo adquira mais profunda piedade e mais força para levar a todas as partes do mundo as vitórias da cruz. Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 391 e 392.

Aflições, cruzes, tentações, adversidades e nossas várias provações, são os agentes divinos para nos purificar, santificar e preparar-nos para o celeiro celeste. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 313.

Outras Postagens semelhantes

Related Posts with Thumbnails