23 maio 2017

Cuidado com as mudanças discretas

Você deve conhecer bem aquela história dos sapos que pareciam espertos e, por isso, fugiram de uma panela de água quente, mas entraram confortavelmente em outra de água fria, que estava sobre o fogo. Sem notar, foram se adaptando à mudança de temperatura, até que não resistiram e morreram.
Apesar da simplicidade, essa ilustração serve para mostrar como é fácil rejeitar o pecado quando ele mostra a cara, mas é ainda mais fácil ser enganado quando o inimigo disfarça suas intenções. No passado, Satanás foi mais direto e atacou o povo de Deus, assumindo claramente sua maldade. Hoje a estratégia dele é outra. Em lugar do confronto, ele vai inserindo discretamente suas ideias, e as mudanças ocorrem de maneira quase imperceptível.
O alerta de Ellen White é claro: “Agentes invisíveis estão em operação para fazer com que a falsidade se pareça com a verdade; erros estão revestidos com uma roupagem enganadora para que os homens sejam levados a ­aceitá-los como essenciais a uma educação superior” (Medicina e Salvação, p. 88).

São mudanças discretas, com foco especial nas novas gerações, e que estão nos conduzindo rapidamente para uma condição preocupante. Afinal, “as correntes do pecado são muito leves para ser percebidas até que fiquem muito pesadas para ser quebradas” (adaptado de Warren Buffett). Se não despertarmos em tempo, “aquilo que não vencermos acabará nos vencendo, e causará nossa destruição”, diz Ellen White (Caminho a Cristo, p. 32).

Você já notou como essas mudanças transformaram as duas principais celebrações ligadas a Jesus? A Páscoa enfraqueceu sua relação com a morte de Cristo e hoje é representada pelos coelhos e ovos de chocolate. O Natal, que simbolizava o nascimento de Cristo, hoje é representado pelo papai Noel

e seus presentes. Foram mudanças que aconteceram quase imperceptivelmente.

Há outras mudanças, ainda mais significativas biblicamente, que estão em andamento de maneira discreta, e precisamos nos proteger contra elas. Exemplos:
1. Mudança na guarda do sábado como um dia de adoração para um dia de recreação. As atividades espirituais do sábado vão se concentrando cada vez mais no programa da manhã, e o resto do dia é usado para a família, sono e recreação. Algumas dessas atividades são positivas e necessárias, mas não estão concentradas no crescimento espiritual, a verdadeira razão da existência do sábado.

2. Mudança de um casamento permanente para um casamento conveniente. O compromisso bíblico “até que a morte os separe” vai sendo substituído por “até que qualquer outro interesse os separe”.

3. Mudança na visão bíblica do sexo com a pessoa certa, da maneira certa e no momento certo para sexo com qualquer pessoa, de qualquer maneira e em qualquer momento. A partir daí, de maneira rápida, estão se multiplicando as opções e conceitos sexuais.

4. Mudança da crença no relato da criação para a visão de uma simples ilustração. Quando o relato de Gênesis 1 e 2 é tratado de forma alegórica, toda a mensagem bíblica é comprometida, com destaque para o surgimento do pecado, a salvação, o sábado, a família, a sexualidade e especialmente a segunda vinda de Jesus. Afinal, quem não crê na criação não será capaz de crer na recriação.

5. Mudança do foco externo para o interno. Estamos consumindo nossas energias cuidando de nós mesmos, melhorando nossa estrutura, aumentando nosso conforto, preparando programas espetaculares, resolvendo problemas de relacionamento, criando um ambiente mais protegido, e acabamos nos esquecendo de que não somos uma colônia de férias, mas um exército em campo de batalha. Não estamos no mundo para descansar, mas para salvar.

No fim, tudo se concentra na mudança discreta das prioridades do Céu para os interesses da Terra. Diante desse imenso desafio, o conselho inspirado é simples e eficiente: “Vigiai e orai” (Mt 26:41). Cuidado com as mudanças discretas!
ERTON KÖHLER é presidente da Igreja Adventista para a América do Sul

18 maio 2017

A CONEXÃO PARA ESSE TEMPO




Vivemos o tempo final da história do mundo, quando a inspiração previu o advento dos enganos mais bem elaborados. Não se trata apenas de escolher entre o que é claramente correto ou o escandalosamente malévolo. Satanás agiria para nos entreter, viciar e desequilibrar: “‘Tenham cuidado, para que os seus corações não fiquem carregados de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vocês inesperadamente.” (Lc 21:34). E ele o faria por meio do transtorno do cotidiano.
Uma das coisas mais certas sobre a realidade distorcida pelo pecado é a transitoriedade. O pecado se interpõe no próprio curso da vida, interrompendo-a com a chegada da morte. Mas não só isso. Ao transmutar os preceitos divinos, os quais geram estabilidade, o mal trouxe a constante mudança, a passagem das épocas como conhecemos. Tais mudanças ao longo da história são marcadas por guerras, catástrofes, perseguições e revoluções tecnológicas.
É difícil imaginar como seria o mundo criado por Deus sem ter como parâmetro o mundo como o conhecemos, o qual é manchado pelo pecado. Certamente, o tempo é um elemento criado por Deus. Não é admissível uma realidade dicotômica, como os gregos faziam, ao imaginar a ausência de tempo como ideal de perfeição. Mesmo na Terra restaurada teremos a passagem dos dias e a contagem das semanas (Is 66:23). Por outro lado, é possível inferir que o plano divino implicava em progresso, crescimento, aperfeiçoamento:

Enquanto permanecessem fiéis à lei divina, sua capacidade para saber, vivenciar e amar, cresceria continuamente. Estariam constantemente a adquirir novos tesouros de saber, a descobrir novas fontes de felicidade, e a obter concepções cada vez mais claras do incomensurável, infalível amor de Deus. (EGW, PP, 23).

O texto sugere que, sem a presença do pecado, haveria um fluxo contínuo de desenvolvimento dentro das mesmas bases – obediência à lei divina. Com o pecado, temos degradação, ruptura, mudanças e violência. Logo, é de se esperar que a instabilidade seria a marca do mundo.
A instabilidade se instaurou no cotidiano e logo passou a ser o novo cotidiano. O mundo interconectado aceita a instabilidade, faz dela seu capital mais valioso. Se há mudança, há movimento. Ainda que movimento desordenado. Real e virtual se confundindo, se mesclando. O que os analistas sugerem ser um novo período humano tem de ser visto em sua devida perspectiva profética.
O caos das nações – caos de informações, insegurança política (crises migratórias, terrorismo, guerras em potencial) e a perda das bases éticas (com a rejeição do modelo bíblico de pensar) – é o aprontar das últimas cenas. Já estamos próximos dos eventos descritos na profecia.
Mais do que nunca, o conselho de Jesus é valioso: “‘Tenham cuidado, para que os seus corações não fiquem carregados de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vocês inesperadamente.” (Lc 21:34). Justamente aqui temos de ficar atentos. Há distrações por toda parte. O entretenimento chega a nós a cada momento, via Whats’app, redes sociais, serviços de streams. Em meio à instabilidade, somos convidados pela tecnologia a desconsiderar a vigilância e dar maior valor à diversão. Somos convidados à grande festaonline, à orgia digital, ao amar o lúdico, o prosaico, o fútil. Assim, quando chegarem as provas, estaremos desapercebidos e sonolentos. Conectados com esse século, estamos nos desconectando com as advertências que nos preparariam para o futuro.
Obviamente, o problema maior não está com a internet, mas com a forma como a usamos, o tempo que dedicamos a ela e ao tipo de participação que temos com as coisas que ela oferece. Quer online ou na vida off-line, somos desafiados a compartilhar a certeza de que Jesus voltará. Isso implica em uma vida sóbria, cautelosa, sábia, regrada e piedosa. Implica em comunhão autêntica com o “Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes.” (Tg 1:17). Por meio de nossa esperança nEle, podemos nos conectar ao governo de Deus, algo que será plenamente cumprido para aqueles que vencerem no grande conflito, especialmente em sua crise final (Ap 3:21).
Deus nos dê o entendimento correto acerca do tempo presente, uma sólida apreciação por aquilo que Ele realizou nos tempos passados e uma viva esperança para aguardar o tempo que Ele trará!


A existência de Deus: Um problema para quem?

[Para refletir] É tragicamente sensato, se levarmos em consideração o observatório darwinista, de que a inteligência, claramente visível ou latente, seja uma realidade [eu quis dizer que para eles é trágico, embora sensato]. É indiscutível e, em alguns casos, até prática de insanidade acreditar que o caos inanimado tenha se organizado absurdamente inventiva, engenhosa e genial. 

A arrogância ou, na melhor das hipóteses, o desinteresse em conhecer ou se render a um ser transcendente que possui, além de códigos científicos, um código de conduta, parece ser a melhor resposta para compreender a antipatia ou hostilidade de como tratam o tema da existência de um criador e mantenedor. Por mais que filosofem contra, a sumidade, sapiência e o engenho existente em todos as bases da existência do que é animado ou inanimado, continuam a amplamente testemunhar que não viemos do acaso, por acaso e para o acaso.

Os ateus comedidos que digam, mesmo não acreditando em um ser metafísico, reconhecem que a ordem e o intelecto claramente existente nas bases do cosmo (mundo, espaço, universo), são logicamente tentadoras para construir a ideia de Deus. De fato não podemos trazer Deus para debaixo da lente do laboratório, mas será realmente preciso? As Suas pegadas podem claramente ser observadas em todos os níveis, cantos, esferas, códigos, microcosmo, macrocosmo e mesmo nas coisas abstratas como o sentimento, amor, compaixão, perdão e misericórdia existente na vida dos que desfrutam de verdadeira proximidade com Ele.

Veja abaixo alguns vídeos de como alguns ateus não conseguem ser totalmente avesso a ideia de um ser transcendente. O terceiro vídeo é um testemunho de Augusto Cury explicando como deixou de ser ateu e o último retrata a discussão entre fé e razão.
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17 maio 2017

O dinossauro mais bem preservado do mundo

Geólogos revelaram nesta semana o que é, provavelmente, o dinossauro mais bem conservado da história. O animal provavelmente morreu como vivia – desafiando predadores com sua armadura pesada e seu tamanho – e depois de 110 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], seu rosto permanece congelado em um feroz resplendor reptiliano. 

Não se sabe como ele, um herbívoro de uma espécie chamada nodossauro, morreu, mas, de alguma forma, seu corpo acabou no fundo de um mar antigo. Minerais mantiveram seus restos mortais incrivelmente intactos, gradualmente transformando o corpo em um fóssil. E quando foi descoberto em 2011, os cientistas rapidamente perceberam que era o espécime mais bem preservado de seu tipo. “É basicamente uma múmia de dinossauro – é realmente excepcional”, diz Don Brinkman, diretor de preservação e pesquisa no Royal Tyrrell Museum, em Alberta, no Canadá. O dinossauro, com conteúdo de pele e intestino fossilizados intactos, veio de uma escavação nas areias do norte de Alberta, que no passado foi o fundo de um mar, há seis anos.

Esse mar estava cheio de vida, repleto de répteis gigantes que chegavam a 18 metros de largura, enquanto suas costas foram atravessadas por dinossauros gigantes por milhões de anos. A área está repleta de fósseis desde o início dos registros. “O operador de pá na mina viu um bloco com um padrão engraçado e entrou em contato com um geólogo”, disse o Dr. Brinkman. O fóssil, fotografado para a edição de junho da revista National Geographic, foi exposto na sexta-feira.

A lei de Alberta designa todos os fósseis a propriedade da província, não dos proprietários da terra onde eles são encontrados. A maioria é descoberta depois de ser exposta pela erosão, mas a mineração também provou ser uma bênção [!] para os paleontólogos.

Dr. Brinkman disse que o museu foi cuidadoso para não inibir a atividade industrial ao recuperar fósseis para que os operadores das escavadeiras não tivessem medo de chamar quando encontrassem algo. “Esses são espécimes que nunca seriam recuperados de outra forma”, diz Brinkman. “Nós recebemos dois ou três espécimes significativos a cada ano”.


Nota Criacionismo: Pense comigo: se o animal morresse em condições normais e seu cadáver escapasse de ser devorado por carniceiros, com o tempo apodreceria. A hipótese acima é a de que “seu corpo acabou no fundo de um mar antigo”, onde teria fossilizado. Ocorre que o mar seria o pior lugar para um corpo fossilizar. Experiência feita com o corpo de porcos já deixou isso bem claro (confira aqui). Fossilização ocorre sob lama, e o sepultamento tem que ser instantâneo. Animais pegos de surpresa por uma catástrofe envolvendo água e lama, sepultados instantaneamente a ponto de ter seus corpos perfeitamente preservados... O que isso lhe sugere? E mais: esse é um fenômeno observado em todos os continentes, incluindo a Antártida. O que quer que tenha acontecido foi uma catástrofe global. [MB]

16 maio 2017

A trajetória pelo deserto: Rumo ao lar



Palestra realizada na Igreja Adventista de Meruoca. A trajetória de Israel no deserto e a trajetória do Israel espiritual no deserto atual. A palestra visa ajudar-nos a nos abster do secularismo, relativismo e das ideologias contrárias às verdades de Deus. Também faz-nos perceber que estamos aqui apenas de passagem e que há uma pátria que em breve nos receberá em glória.

Infelizmente alguns trechos da palestra precisaram ser omitidos devido a problemas com o áudio. Em breve, a mesma palestra será gravada novamente e o conteúdo completo será postado aqui no blog. Desejo que este trecho possa trazer maior motivação espiritual sobre a sua vida. Não apenas curta nas redes sociais, compartilhe este vídeo com todos os seus contatos.

Maringá sediará simpósio criacionista com participação de cientistas


Maringá, PR … [ASN] Estão abertas as inscrições para o Simpósio “Diálogos Sobre a Origem da Vida”, que será realizado em Maringá, no Centro Universitário Cesumar (UniCesumar) nos dias 2 e 3 de junho. O debate científico, que é aberto ao público, é resultado de uma parceria entre a Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) e o Núcleo Maringaense da SCB (Numar-SCB).
O evento é uma oportunidade para a comunidade acadêmica e interessados no tema, de troca de informações e interação com cientistas engajados, em um ambiente voltado para a construção do conhecimento e incentivo do pensamento reflexivo. As inscrições para o simpósio são feitas apenas pela internet, no site https://numar.scb.org.br/simposio
As palestras exploram eixos temáticos como:
  • O que é ciência?
  • Astronomia
  • Paleontologia e a complexidade da vida
  • Datação Radiométrica
  • Criacionismo na Mídia
No decorrer do evento, será lançada publicação da SCB em parceria com o Numar-SCB sobre assuntos afins. A emissão do certificado será feita pela Pró-Reitoria de Extensão, da Faculdade Adventista Paranaense (FAP/IAP), com carga horária de dez horas, para aqueles que participarem integralmente de todas as aulas.
O quê: Simpósio Criacionista
Onde: Auditório Dona Etelvina – Bloco 7, Centro Universitário Cesumar – UniCesumar, Avenida Guedner, 1610 – Jardim Aclimação, Maringá – PR.
Quando: 2 e 3 de junho
Conheça os palestrantes:

Ruy Carlos de Camargo Vieira
Engenheiro mecânico-eletricista pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e professor Emérito da Escola de Engenharia de São Carlos, da USP. Ex-professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) (1954-1956). Foi Diretor-Científico da FAPESP (1979-1985), e um dos fundadores da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Ex-representante do MEC no Conselho da Agência Espacial Brasileira (2003). Cofundador da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Presidente-fundador da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB).





Michelson Borges
Escritor, jornalista e mestre em Teologia pelo UNASP; editor da Casa Publicadora Brasileira (CPB). Idealizador do blog www.criacionismo.com.br, Autor de diversos livros criacionistas pela CPB e editor associado da Origem em Revista.






Rodrigo Meneguetti Pontes
Bacharel e doutor em Química pela Universidade Estadual de Maringá (UEM); professor adjunto do Departamento de Química da UEM; membro fundador do Numar-SCB. Editor associado da Origem em Revista. Autor de diversos artigos científicos publicados em prestigiadas revistas internacionais, como Journal of Organic Chemistry, Applied Catalysis A, Journal of Physical Chemistry A, Chemical Physics Letters, entre outras.




Márcio Fraiberg Machado
Biólogo, mestre em Ciências e Matemática e doutor em Educação. Autor de diversos livros didáticos e para-didáticos em Biologia e Ciências naturais pela Casa Publicadora Brasileira (CPB) e editor associado da Origem em Revista. Professor universitário de biologia aplicada à enfermagem na Faculdade Adventista Paranaense (FAP/IAP) e membro do Numar-SCB.




Cláudio Luiz Abeche
Engenheiro Químico pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pós-graduado em MBA em Administração pela mesma Universidade. Empresário no ramo da indústria plástica (Eletroflex), área em que atua há 30 anos. Tem pesquisado assuntos sobre Astronomia há cinco anos.


 

Danilo Camargo de Oliveira
Bacharel em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário Cesumar (UNICESUMAR). Diretor de Assuntos Internacionais do Núcleo Maringaense da SCB (Numar-SCB)
 O evento conta com o apoio do Departamento de Educação da União Sul-Brasileira (USB) da IASD, do Instituto Adventista Paranaense (IAP), do UniCesumar, da Eletroflex, da Gráfica Maranata e está sendo patrocinado pela Associação Norte Paranaense (ANP) da IASD. [Equipe ASN, Gustavo Cidral, assessoria Numar-SCB)

Cada oportunidade é única

E, à medida que seguirdes, pregai esta mensagem: O Reino dos Céus está a vosso alcance!” (Mt 10:7). Independentemente de qualquer situação ou condição, todos, diariamente, possuem percursos, interações e expressões. 

O percurso é o caminho ou trajeto que seguimos. Repetidamente nos deslocamos para o trabalho, para a escola, para a casa de algum amigo, para a igreja, para o centro comercial, para colocar o lixo na rua, enfim, com exceção de pessoas inválidas por uma fatalidade, todos vivem em constante deslocamento. A interação tem a ver com as relações externas. 

No banco, dialogamos com o atendente, no trabalho, com os conhecidos, na escola, com os colegas de curso, no comércio, com os comerciantes, na rua, com pessoas diversas que conhecemos ou pedimos informações. A expressão é a comunicação verbal ou não verbal que utilizamos para sermos entendidos. É a revelação do que pretendemos tornar conhecido. Seja audivelmente, através de gestos ou da escrita, temos a nossa peculiar forma de gerar significante e significado.  No texto introdutório, Jesus faz uso desses três princípios de socialização e interação com o mundo externo. Ele nos instrui a não perder nenhuma oportunidade de apresentar a verdade. 

Sua afirmativa “à medida que seguirdes (percurso), pregai esta mensagem (interação): O Reino dos Céus está a vosso alcance!” (expressão) é uma forma de apelar para que usemos toda e qualquer circunstância e oportunidade para exteriorizar o que foi capaz de revitalizar a nossa esperança. A mensagem da cruz e do vindouro Reino Eterno de Deus deve ocupar todos os espaços de nossa interação com o mundo. Mesmo que nos limitemos apenas ao simples deslocamento de ir até a rua para levar o lixo. Levar o lixo até a rua pode ser algo banal, mas a pessoa que cruzar o nosso caminho neste simples e rápido trajeto é o que transformará esse momento em ouro. Já parou para imaginar quantas pessoas Deus deve ter inserido em nosso caminho, mas, infelizmente, na maioria das vezes temos passado desapercebidos?

- Aplicação: Se você pudesse contar, quantas pessoas devem ter cruzado o seu caminho? Quantas poderiam estar apenas aguardando um simples convite para estudar a Bíblia?  Quantas precisavam de uma palavra de conforto ou de uma oração? Quantos teriam aceitado ir à igreja se você as tivesse convidado? Se pudéssemos de fato saber quantos contatos, interações, tratos e convívios foram desperdiçados ao longo dos anos, com certeza viveríamos profundamente frustrados, envergonhados e decepcionados consigo. Com base nisto, pergunte a si mesmo:

1)- Você acredita que é Deus, para fins salvíficos, quem propositalmente nos faz interagir com certas pessoas?

2)- O que podemos fazer para mudar a maneira como interagimos com as pessoas de forma que elas sejam cativadas para a verdade?

3)- Carregar livros, folhetos, DVDs e CDs de música ou pregações poderia ser uma forma de estar preparado para toda e qualquer circunstância?

4)- O que fazer para não perder nenhuma oportunidade de pregação?

- Conclusão: A nota tônica de Paulo “não vivo eu, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20), deve ser a nossa tônica de vida. Seguir os passos de Jesus é ser constantemente uma luz para os perdidos. A luz não pode clarear somente nos horários vagos que separamos para esta finalidade. Quem é luz é luz o tempo todo. Seja nas férias, no lazer ou no momento mais inapropriado, todos nós somos a porta do Céu para aquela pessoa sem Deus e sem a verdade. Claro que ser a porta é no sentido de ser um instrumento de Deus naquela circunstância que pode ser a última para aqueles que cruzam o seu caminho. No dentista, você pode até esconder a luz. No trabalho ou na escola, você pode até abafar a luz. Nas redes sociais, você pode até se isentar de mostrar a luz. Na rua ou em outro lugar qualquer, podemos até impedir que a luz brilhe, mas lembre-se que os verdadeiros discípulos serão somente aqueles que permitem que a luz brilhe em todas as circunstâncias, pois Jesus afirmou que “não se pode acender uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire. ” (Mt 5:15, 16).

- Leitura recomendada: Atos dos Apóstolos, páginas 291 a 297.

Fonte: Estudo relacional para formação de líderes na União Nordeste Brasileira da IASD em 2017 - Autor: Pr. Gilberto Theiss

11 maio 2017

Cristãos são cada vez mais influenciados pela nova era e marxismo, indica pesquisa

Uma nova pesquisa revela o aumento da influência de crenças não-cristãs na mentalidade dos cristãos praticantes, com grandes porcentagens deles concordando com ideias que contrariam as Escrituras.

O levantamento realizado pelo Instituto Barna, em cooperação com Summit Ministries, foi divulgada nesta semana. Ela mediu o quanto as crenças centrais de outras visões de mundo como nova era, secularismo, pós-modernismo e marxismo afetaram a maneira com que os cristãos veem o mundo.

“Sua influência generalizada sobre o pensamento cristão é evidente, incluindo ideias de religiões concorrentes”, afirma o relatório. Ao todo, 1.456 cristãos praticantes foram confrontados com uma série de afirmações e precisavam dizer se concordavam ou não com elas.
Por exemplo, 61% dos entrevistados concordavam com pelo menos um dos ensinamentos da “nova era”. Quase 30% concordaram que “todas as pessoas rezam/oram ao mesmo deus ou espírito, não importa o nome que deem a ela”. Cerca de um terço das pessoas também disse acreditar que “o significado e o propósito da vida é se tornarem um com o universo”.

A influência dessas filosofias pagãs também está presente nas questões éticas apresentadas aos cristãos, sendo que 32% acreditam em alguma forma de “reciprocidade ou karma”. Eles disseram concordar com a afirmação “se você fizer o bem nessa vida, receberá o bem, e se você fizer algo ruim, receberá algo ruim”. Embora apele para um senso de justiça, isso não é ensinado nas Escrituras.
A pesquisa também apresentou frases que afirmam o pós-modernismo, o secularismo e o marxismo. Quando perguntados, os cristãos mostraram concordar com muitas delas. Em geral, 54% concordaram com alguns pontos de vista pós-modernistas, 36% aceitaram ideias apregoadas pelo marxismo e 29% disseram acreditar no que ensina o secularismo.

Por exemplo, 10% dos cristãos disseram acreditar na percepção secular que “toda crença precisa ser comprovada pela ciência para determinar que ela é verdadeira”. Já a afirmação pós-moderna “o que é moralmente certo ou errado depende do que cada indivíduo acredita” é compartilhada por 23% dos cristãos entrevistados. Ao mesmo tempo, 19% dizem que “ninguém sabe ao certo qual é o sentido da vida”.

Outros 11% concordaram com a declaração marxista: “A propriedade privada encoraja a ganância e a inveja” e outros 14% dizem crer que “O governo e não os indivíduos deveria controlar os meios de produção e os recursos”.
Apenas 17% dos cristãos mostraram ter uma visão bíblica sobre a vida, de acordo com o que ensina a Bíblia.

Números assustam

Brooke Hempell, vice-presidente de pesquisas do Instituto Barna, revela que há tempos eles vêm detectando uma tendência, que agora se confirma. “Esta pesquisa cristaliza o que já era percebido, incluindo um aumento do pluralismo, do relativismo e do declínio moral até mesmo entre os membros das Igrejas. No entanto, não deixa de ser surpreendente como essas crenças estão enraizadas”.

“As pessoas podem se agarrar e até defender essas ideias sem perceber que elas são distorções das verdades bíblicas”, observou Hempell. “O desafio para a Igreja, em especial os líderes e mestres, é ajudar os cristãos a perceber que essas crenças populares não deveriam substituir o que as Escrituras dizem”.

A tendência de que esse tipo de influência continuará crescendo pode ser vista pelo fato de que os mais jovens – menos de 25 anos – são oito vezes mais propensos a concordar com essas ideias que seus pais. 

Com informações de (Christian Post) via (Gospel Prime)

Nota Gilberto Theiss: Allan Bloom, Filósofo e catedrático na comissão de ciências na Universidade de Chicago - EUA, em seu esplêndido livro "O Declínio da Cultura Ocidental", apresenta como os fenômenos e paradigmas mudaram no decorrer das últimas décadas. A geração dos anos 60, a era do rock, o apelo à sexualidade, o egocentrismo, o nihilismo, a criatividade, a educação liberal, a decomposição do ensino, o declínio das ciências humanas e a morte da própria religião cristã estão no âmago de todas os declínios de valores e princípios. 

Ao fazer menção do declínio do cristianismo, especialmente nos Estados Unidos, Bloom, embora não cristão, é contundente ao afirmar que, quando Nietzsche e o iluminismo decretaram a morte de Deus, consequentemente os valores, princípios, a família, a moralidade, o desejo pela pureza, integridade e o dever pelo direito e o desejo pelo saber  e pela boa música moral, também passaram a ser assassinados. Interessante notar que Bloom reconhece a patologia da degradação atual como também resultante da morte de Deus. 

Ora, o que este ilustre professor reconhece era o que já sabíamos. Se Deus e Sua vontade não forem o centro da vida dos seres humanos, que tipo de mundo esperamos construir? Sem Deus, o único mundo que teremos nas próximas gerações será o mundo do caos político, social, cultural e da destruição. A religião cristã de  hoje, como destacado por Bloom, vive a passos largos em direção à apostasia plena dos valores que a emolduraram por longos tempos - se é que já não tenha chegado lá. 
Um parecer semelhante podemos encontrar na declaração de Albert Mohler Junior, em seu livro escrito com outros autores, intitulado "Reforma Hoje" - Mohler destaca que a pós-modernidade realizou um assalto cruel à verdade e ao cristianismo, causando uma destruição dentro da própria igreja transformando a ortodoxia e a heresia em conceitos vazios e destituídos de valor. 

Segundo ele, as fronteiras do que é santo e profano, sagrado ou secular, desapareceram completamente. Termos como falsidade e verdade não são questões de indiferença moral para a igreja atual. Em nome do perspectivismo, alguns religiosos rejeitaram a unidade da verdade e adotaram a subjetividade incondicional. Consequentemente, a fim de ganhar distância do fundamentalismo, muitos evangélicos abandonaram completamente o próprio fundamento.

Outro grande teólogo evangélico chamado Gene Edward Veith Junior, em seu livro intitulado "Tempos pós-modernos", segue a mesma linha de raciocínio de Albert Mohler, James Boice, Sinclair Ferguson, Nancy Pearcey e Charles Colson, afirmando que o colapso da fé se desenvolve à medida em que o pós-modernismo, sob o fundamento do secularismo e relativismo, desconstrói a verdade absoluta para construir verdades aleatórias relativistas. A desconstrução da fé, o aparecimento de uma cultura global e a polarização estão construindo uma nova forma de viver, interpretar e de formar o conceito de verdade em prol de um anti-fundamentalismo religioso. 

Consequentemente a identidade cristã vai sendo minada e em seu lugar vem surgindo um simples conceito de "ala cultura". Aliás, tudo em nossos dias tem se transformado em cultura - A cultura das drogas, a cultura do rock, a cultura das gangues de rua, a cultura dos cultos primitivos, a cultura do culto satânico e até a própria falta de cultura virou cultura em nossos dias. Neste ínterim, a religião cristã não passa de uma simples cultura e nada mais que isso.

Estes, entre tantos outros motivos, foi o que levou Nancy Pearcey escrever "Verdade Absoluta" com o objetivo de libertar o cristianismo de seu cativeiro cultural, como bem está estampado logo na capa de seu livro; e Charles Colson em "E agora, como viveremos?", tentando resgatar valores, princípios e crenças fundamentais como a da legitimidade da verdade de um Deus existente  e atuante perdida mesmo no meio cristão.

Mas, em todo caso, não precisamos ser pegos de surpresa quanto ao papel hipotético que o cristianismo tem exercido sobre o mundo, pois a Bíblia previa que este tipo de cristianismo em plena degradação seria um fato. Paulo em II Timóteo 3:1-5 apresenta uma lista nada animadora de imoralidade, perversidade, incredulidade e imoralidade para o final dos tempos. O mais chocante nestes versos é que, provavelmente o apóstolo estava afirmando que isto aconteceria entre os povos que se denominariam religiosos. A palavra "piedade" do verso 5, eusebeias no grego, pode ser traduzida também como religiosidade - ou seja, "tendo aparência de religioso, negando-lhe entretanto o poder". Ele conclui a citação dizendo para fugir também destes que se dizem religiosos mas não são. 

O próprio Jesus em Lucas 18:8 afirmou que "quando vier o  Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?". Provavelmente, Jesus, ao ter contemplado o futuro e observado a situação caótica do cristianismo, não exitou em revelar que a fé também estaria em pleno declínio. Claro que, a busca pela espiritualidade em nossos dias é extravasante, mas, a busca pela submissão à Deus e à Sua vontade estão longe de serem buscados.

Eu não diria que "quem viver verá" como é muito insinuado por ai, creio que já estamos vivendo neste futuro impactante de grandes mudanças envolvendo mistura plena da verdade com a mentira. Ellen White, falando sobre o fim, foi contundente em afirmar que: "Ao nos aproximarmos do fim do tempo, a falsidade estará tão misturada com a verdade que, somente os que têm a guia do Espírito Santo serão capazes de distinguir a verdade do erro" (SDA Bible Commentary, v.7, p. 907). Creio que já estamos vivendo neste tempo predito. O sucumbimento da fé, a relativização da verdade absoluta e a secularização dos padrões morais de Deus estão em alta. 

Somente um movimento bem fundamentado e protegido pela inspiração direta de Deus mediante a Bíblia e o dom profético é que seria capaz de ainda superar o tsunami de heresias revestidas de secularismo e relativismo. Embora isto seja um fato, os adventistas do Sétimo dia devem ter em mente que, Israel, ao ser influenciados pelo Egito, perderam sua identidade como povo de Deus. O povo de Deus não está imune a esta situação. O Israel espiritual de hoje talvez nunca chegue a este ponto, mas o mesmo não podemos dizer daqueles que à frequentam. A igreja atual não se apostatará, mas o mesmo não podemos afirmar dos que ali se encontram para adorar. 

O secularismo e o relativismo jamais macularão as doutrinas desta igreja, mas o mesmo não podemos afirmar quanto à vida, os costumes, a arte, e os pensamentos dos que à frequentam.  Segundo a profecia, a apostasia de muitos dentre o povo de Deus, por estarem mergulhados na heresia e mundanismo será grande. Assim declara Ellen White: "Permanecer em defesa da verdade e justiça, quando a maioria nos abandona, ferir as batalhas do Senhor, quando são poucos os campeões. Naquele tempo devemos tirar calor da frieza dos outros, coragem de sua covardia, e lealdade de sua traição" (2 TS, p. 31). 

Tirar calor da frieza dos outros, coragem de sua covardia, e lealdade de sua traição, é o mesmo que tentar produzir fogo no meio da chuva, com duas barras de gelo na mão, e dentro d'água. Portanto, quem viver verá? Não, este futuro chegou, bem vindo a ele. Este é o período do início da sacudidura, mas, como bem afirmou Pastor Jorge Mário, "logo chegará o tempo, em que não haverá mais tempo". 

O tempo para buscar o reavivamento e reforma é hoje, agora, neste, exato momento. Lembre-se que, Deus tem uma dura advertência contra o secularismo e relativismo (Is 5:20 e 21), e em breve, Esse Deus que foi expulso por Karl marx do céu, retirado do inconsciente por Freud, banido da ciência por Darwin, assassinado por Nietzsche, transformado em um delírio por Richard Dawkins, secularizado e relativizado pelos cristãos pós-modernos, em breve virá gloriosamente nas nuvens do Céu, para espanto e terror dos incrédulos (Mt 24:30; Lc 21:27Ap 1:7; ITs 4:16,17)


WhatsApp faz bem ou mal para a saúde?


[Dra. Ana Responde ao G1]  

O WhatsApp saiu do ar e acabei de conhecer uma galera em casa; estão falando que são minha família”. 

 
Esta frase rodou pelas redes sociais e, não obstante o exagero da piada, o conteúdo assemelha-se  a uma  cena real que todos certamente já presenciamos alguma vez na vida: duas pessoas, sentadas à mesa de um restaurante, ambas com um celular na mão, conversando animadamente com outra pessoa em outro lugar ou com um grupo de pessoas, geralmente associados em um  nome peculiar como “amigos da academia”. As duas pessoas à mesma mesa de vez em quando param de digitar e trocam algumas palavras.
 
Quantas boas conversas presenciais perdidas! Conversas sinceras, olho-no-olho, onde a expressão facial nos faz entender  melhor os sentimentos alheios, com muito maior sinceridade e veracidade do que todos os tipos de  carinhas amarelas ou de coraçõezinhos vermelhos pulsando... vazios de emoção.
 
Sem saudosismo pueril, esse é o mundo de hoje e a ele vamos nos adaptando a cada dia que passa correndo. Mas, enquanto seres racionais que somos, refletir sobre a contemporaneidade é nossa obrigação e, por isso, não é descabida a pergunta: WhatsApp e outras formas de comunicação digital  fazem bem ou mal para a saúde? 
 
Como um medicamento que pode fazer bem ou mal, o uso da comunicação digital também depende da dose com que é utilizada. Pode nos dar felicidade, alegrias, curar alguns males ou, ao contrário e no sentido oposto, causar uma intoxicação. 
 
O mais recomendado é o uso equilibrado, sem jamais perder a noção do bom senso e – principalmente-  da boa educação. Isto pode parecer absolutamente óbvio, mas boa parte das pessoas tem extrema dificuldade em conseguir. 
 
Quando o uso do Whats ou das redes sociais é exagerado, pode levar a um estado de tensão contínua - muitas vezes imperceptível, posto que cotidiano - que pode, sim, causar danos à saúde física e mental.
 
O uso sem senso e em tempo integral do WhatsApp ou das mensagens digitais em redes sociais  faz com que as pessoas vivam em constante estado de “ligação”. Em todos os sentidos. O “estar ligado” horas e horas seguidas: no banheiro, na cama, no cinema, na academia e onde mais for possível, falando com muitas e muitas pessoas simultaneamente, seja jogando conversa fora, seja resolvendo problemas, pendências de trabalho ou de situações pessoais, não permite um estado mais prolongado e necessário de relaxamento mental. 
 
Este volume exagerado e ininterrupto de mensagens leva a uma liberação contínua de adrenalina que tem como consequência  um estado de estresse que pode, por sua vez, potencializar males que, por esta e outras razões,  aumentam sua incidência nos dias de hoje como hipertensão, enxaqueca, cefaleias tensionais, ansiedade, insônia  e depressão. Jovens adultos ligadíssimos que o digam.
 
Por mais inócuas que as conversas banais possam parecer,  tiram um tempo em que antes se passava com  uma “contemplação do nada”. O que seria isso? Pode parecer estranho, mas para a saúde - física e mental - é essencial alguns períodos de “desligamento” do mundo para que as energias se renovem. 
 
Para preservar nossa  saúde mental, os pensamentos e sentimentos dos momentos recentemente vividos precisam de um tempo para se organizar em nossa mente. As emoções  precisam decantar um pouco, de tempos em tempos, ao longo do dia. Necessitamos de alguns momentos de pausa para elaborar melhor o que nos cerca. Cotidianamente. Este é o significado do “olhar para o nada”, de quando em vez ao longo do dia. 
 
Para a saúde física, é importante desacelerar a adrenalina, para que os batimentos cardíacos sigam ritmados e tranquilos, para que a respiração se acalme e para que os músculos relaxem um pouco, deixando a circulação mais tranquila e menos propensa a surpresas desagradáveis.
 
Para sua saúde física e mental, portanto, períodos de “desconexão” ao longo do dia são essenciais. Pratique-os. 
 
Comunicação é um dos pilares que movimenta o mundo neste século. Estar conectado é essencial para se comunicar. No entanto, seja soberano de você mesmo. Não há uma regra universal: cada um sabe de si.  Dite suas próprias regras- com base em suas reflexões sobre sua saúde - e seja feliz e saudável com elas.

Fonte: (G1)

Nota Gilberto Theiss: As redes sociais precisam ser usadas com moderação. O momento de interação presencial, especialmente com filhos, esposa, esposo, mãe, pai, entre outros, deve ser prioridade. Por outro lado, uma vez que há muitas pessoas conectadas nas redes, é importante espalhar a mensagem do Céu através das redes. Sem sacrificar os momentos de relação presencial com amigos e familiares, sejamos evangelistas web. Compartilhar mensagens de esperança deve ser regra entre nós. Não apenas curta, compartilhe.

09 maio 2017

Olhando para o espelho do passado

“Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra.” (João 8:7). 

O grande encontro registrado neste verso mostra a maneira como Jesus lida com o pecador. Diante da turba furiosa repleta do senso de justiça, pois queriam apedrejar aquela mulher por causa dos seus pecados, Jesus, o grande Mestre da vida e da misericórdia, Se insere fazendo um dos mais belos discursos, o do silêncio. Algumas vezes haverá mais sabedoria no silêncio do que nas palavras. 

Com o Seu silêncio, escrevendo no chão, Jesus consegue ir aonde às vezes as palavras não são capazes de ir - no íntimo do entendimento e da razão humana permeados de arrogância e de orgulho. Jesus lançou os impetuosos para dentro de si mesmos, fazendo-os compreenderem que ao olharem para aquela mulher era como olhar para um espelho e enxergar as misérias contidas no próprio interior. Quando indagado novamente, Jesus com uma simplicidade assombrosa afirma: “Quem não tem pecado que atire a primeira pedra”. Em outras palavras, Ele solicitou que usassem a lucidez e a coragem para fazer um exame de suas próprias vidas e atos. Os linchadores, com a convicção abalada e envergonhada, não tiveram outra decisão a tomar a não ser a de sair de cena. Gentilmente, Jesus estende as mãos e, com olhar de ternura, chama a prostituta de “mulher”. Desta forma, Jesus pretende devolver a ela o que havia se perdido com os seus pecados. Ele lhe devolve o status de humanidade. 

O Onipotente, com mãos humanas a levanta do pó e, com profunda compaixão, profere uma das frases mais poderosas: “Vá e não peques mais”, ou seja, vá e reescreva a sua história, redefina os alicerces da sua existência. Que história impressionante e profundamente pedagógica. Nós, como discípulos do Todo Poderoso, a exemplo daquela multidão, necessitamos observar nosso próprio interior para perceber que os piores pecadores existentes no mundo podem ser, na mais pura essência, um retrato falado de nós mesmos. E a exemplo de Jesus, seguindo de perto as Suas pegadas, somos chamados a dar esperança a todos os que são maltratados pelo pecado, ajudando-os a terem as páginas da sua história reescritas. Juntamente, com e pelo Espírito Santo, somos eleitos por Deus para fazer uma obra de arte no coração das pessoas. O que a Nona sinfonia foi na batuta de Beethoven e o que o afresco da criação de Adão (pintura no teto da capela Sistina) foi nos dedos de Michelangelo, é o que Deus deseja que sejamos em Suas mãos para libertar os cativos e dar liberdade aos oprimidos (Lc 4:18).

- Aplicação: A história da mulher apanhada em pecado pode contar um pouco de nossa própria história dos tempos em que vivíamos longe de Deus e da verdade. Pensando nisso, algumas perguntas precisam ser consideradas:

1)- Pergunte a si mesmo: O que seria de mim se a verdade não tivesse alcançado a minha vida? Onde eu estaria hoje e que futuro estaria reservado a mim sem Deus?

2)- O encontro de Jesus com a pecadora faz-nos lembrar de quando Jesus também nos encontrou, para alguns, possivelmente no fundo do poço. Alguém, orientado pelo Espírito Santo, encontrou-nos com a Palavra de Deus. Você se lembra do exato momento em que isto ocorreu? Alguma vez demonstrou gratidão a essa pessoa por ter se sacrificado para apresentar a mensagem a você?

3)- Agora a pergunta mais importante: O que você, como líder chamado por Deus, pode fazer para retribuir o que Deus fez em sua vida? À exemplo de Jesus indo ao encontro da pecadora, Ele deseja fazer de nós um canal para transportar a água da vida aos sedentos por esperança. De que maneira podemos ser esse conduto de água para os que têm sede da verdade?

4)- Como enfrentar a zona de conforto e sair da comodidade para uma vida ativa e fervorosa na pregação da Palavra?

- Conclusão: A necessidade da pecadora que se encontrou com Jesus é a mesma necessidade inserida nos corações diversos. Imagine se Jesus não tivesse ido ao encontro daquela situação! À exemplo da mulher pega em uma situação constrangedora, há milhares de pessoas orando neste momento pedindo a Deus uma solução para as suas angústias. Agora, em reunião de treinamento e capacitação, Deus está tocando os nossos corações para aceitarmos esse desafio de ir ao encontro dos sofredores. Este é o momento de fazermos de nossa vida uma ferramenta útil nas mãos de Deus.

- Leitura recomendada: Atos dos Apóstolos, páginas 346 a 358.

Fonte: Estudo relacional para formação de líderes na União Nordeste Brasileira da IASD em 2017 - Autor: Pr. Gilberto Theiss