30 setembro 2016

Cristão deve respeitar autoridades eleitas

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O CRISTÃO, A CIDADANIA E A POLÍTICA CONTEMPORÂNEA

Que o homem é responsável em promover a ordem social, cidadania e agir com seriedade diante da política e das autoridades é claramente ensinado na Escritura. A responsabilidade se estende a todas as áreas da vida, inclusive no que diz respeito às práticas que ajudam a construir os alicerces que definem os direitos e deveres do cidadão. A resposta de Caim: “Acaso sou eu tutor de meu irmão?” (Gn 4:9), é um claro e bem sonoro sim. A resposta de Deus à indagação de Caim é mais profunda e séria do que imaginamos. Embora haja resistência por alguns, os cristãos, segundo a Bíblia, devem exercer probidades sociais e governamentais não somente aos demais habitadores como também aos soberanos.

Segundo a descrição de Paulo, mesmo sob o regime do injusto império Romano, obediência e honra perante as autoridades são deveres de todos que partilham da competência cristã (Rm 13:7)[1]. No mesmo capítulo (v.1), Paulo reforça o pensamento de que “todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instituídas”. “Instituídas” porque é pela permissão de Deus que homens e mulheres sobem ao poder. As oportunidades estabelecidas àqueles que receberam, recebem ou receberão o cetro, somente se definem porque o Deus supremo, verdadeiro, único e legítimo possuidor de autoridade e poder lhes deu total permissão para exercer domínio sobre os povos. A exemplo de Paulo, Pedro, provavelmente vivendo na época de Nero, ainda via o Estado como designado por Deus para a manutenção da ordem e de valores.[2] Retratando a condição do cristão perante os poderes terrestres, não deixou por menos ao escrever: “Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades [...]” (I Pe 2:13-14). Para os cristãos em Creta, Paulo, mesmo a despeito do julgo romano, solicitou a Tito que lembrasse o povo de sujeitarem-se em obediência às autoridades civis (Tt 3:1)[3].

Observe outros pontos relevantes que fortalecem os deveres cristãos de respeito, seriedade e obediência às instituições políticas/governamentais de uma nação:

(1) Foram instituídas por Deus (Rm 13:1b);
(2) rebelar-se contra a instituição (política/governamental) é ir contra o próprio Deus (v.2);
(3) foram instituídos com a finalidade de diluir o progresso do mal e, de certa forma, proteger os que praticam o bem (v.3); 
(4) Este tipo de instituição é serva de Deus e um instrumento que Ele utiliza para promover algum grau de justiça (v.4);
(5) A submissão e a continência para com a instituição governamental são questões de profunda consciência cristã (v.5); e
(6) devemos ser fieis, inclusive, nos tributos porque as autoridades também estão a serviço de Deus (v.6);

Portanto, há valores cristãos que definem nosso comportamento ético, contido e respeitoso quanto aos sistemas que nos administram como sociedade. Embora falte ética e compromisso de cidadania por parte de muitos políticos, é inegável observar o quão pior seria a civilização se não houvesse estas instituições. A democracia, a cidadania, os direitos e deveres, a ordem, a civilização, a organização e direitos trabalhistas, a contenção ou diluição da perversidade e malevolência e os direitos humanos, apesar de estarem distantes do ideal, o pouco que existe agora, estabelecido e aplicado pelo regime, é o que permite o experimento da liberdade e proteção que atualmente, por enquanto, desfrutamos.

Diante de tantas exigências apresentadas quanto aos deveres de um cristão perante as autoridades humanas, haveria alguma ressalva, limite ou impedimento para a prática da lealdade às organizações terrestres? Logicamente, a resposta deve ser sim, pois Pedro, que anteriormente havia orientado a sermos submissos às instituições, é o mesmo que afirma: “antes importa obedecer a Deus do que aos homens. ” (At 4:18; 5:29). Quando Jesus afirmou que devemos “dar a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mt 22:21), estava, implicitamente, afirmando que nem tudo é de César[4]. Mas o que não é de César? Tudo o que, promovido pelos Césares modernos, interfere em nossa fidelidade a Deus deve ser considerado uma violação não do cidadão, mas do governante. Esta seria uma das poucas razões que justificariam a nossa infidelidade ao sistema atual.

A síntese do que não é de César é simples: o cristão deve harmonizar a sua vida aos moldes da ética e leis de um governo terrestre quando este manifesta sua posição adequada - abaixo de Deus. Não obstante, temos a liberdade de restringir ou de limitar a nossa lealdade social e civil ao sistema humano quando este assume uma posição no lugar ou acima de Deus impondo ordens ou demarcações em nossa subordinação à vontade de Deus. É fato que os governantes são reconhecidos como ministros ou servos do Altíssimo (Rm 13:4), mas deixam de ser reconhecidos quando usam o poder para oprimir e diluir a integridade cristã ou para impedir nossa liberdade de sermos fieis aos clamores de Deus. As leis dos homens devem ser respeitadas [o que é de César] desde que elas não anulem a autoridade da lei de Deus [o que é de Deus][5].

É importante considerar que quando a lei de Deus ou os valores da fé cristã não são afetados pela legislação terrena nenhum ato de insubmissão é justificável. Abaixo de Deus, os governantes e as autoridades possuem amplo arbítrio. Mesmo em casos em que há abuso de autoridade e imposição de regimes contra os valores cristãos, nenhuma revolução, golpe, motim, rebelião inflamação, especialmente motivada por partidarismo ou preconceito antagônico político, deve ser absorvido e exercido pelo cristão. Todavia, não respeitar as leis humanas para sustentar a fidelidade a Deus não significa ter permissão para participar de protestos, golpes, tumultos políticos e insurreições. Como já comentado, Paulo e Pedro orientaram a igreja a permanecer em paz com o Estado mesmo em um contexto desfavorável (Rm 13:1-7; I Pe 2:13-14; Tt 3:1[6]). O exemplo máximo de Jesus a este respeito valida a maneira como devemos agir em um mundo de pecado e de embaraçosa política: "O governo sob que Jesus viveu era corrupto e opressivo; clamavam de todo lado os abusos — extorsões, intolerância e abusiva crueldade. Não obstante, o Salvador não tentou nenhuma reforma civil. Não atacou nenhum abuso nacional, nem condenou os inimigos da nação. Não interferiu com a autoridade nem com a administração dos que se achavam no poder. Aquele que foi o nosso exemplo, conservou-Se afastado dos governos terrestres. Não porque fosse indiferente às misérias do homem, mas porque o remédio não residia em medidas meramente humanas e externas. Para ser eficiente, a cura deve atingir o próprio homem, individualmente, e regenerar o coração.”[7]

Notoriamente, o cristão pode contribuir para o melhoramento político de seu país, estado ou município, todavia isento de comportamento que traga mais infortúnio e opróbio à igreja. Neste caso, como vivemos em uma sociedade que oferta um grau elevado de liberdade, embora dificultoso, podemos influenciar a cultura contemporânea com os valores cristãos. É exatamente isso que afirma Charles Colson, conferencista e assistente presidencial de Richard Nixon na década de 70, ao escrever que “o chamado para redimir a cultura popular é certamente um dos desafios mais difíceis para a fé cristã hoje.”[8] Segundo Nancy Pearcey, membro-associado do Discovery Institute’s Center for Sciense and Culture, “o melhor modo de repelir uma cosmovisão ruim é oferecendo uma boa, e os cristãos devem deixar de criticar a cultura e passar a criar cultura.”[9] Nancy acredita que Deus nos deu a tarefa de moldar a cultura, as leis, a arte, a ciência, a ética e, inclusive, a política e os governos, de modo a construir valores cristãos, e, inclusive, princípios governamentais.

Outra forma também extraordinária de revolucionar a política e os nossos governantes é através da oração e confiança em Deus. Um relato, dentre muitos, que reforça este pensamento é a experiência de batalha espiritual, oração e jejum vivenciado por Daniel. Ele não saiu para as ruas, não participou de grupos de revolta, mas fez a única coisa capaz de mudar a imposição de um rei contra o povo de Deus naquela ocasião. “Enquanto orava por mais esclarecimento a respeito dos temas que ainda não tinham sido explicados em visões anteriores, sem dúvida, o profeta passou o outro período de intercessão intensa (Dn 9:3-19) para que a obra do adversário fosse detida e as promessas divinas de restauração pudessem se cumprir em favor do povo escolhido”[10]. Suas orações, em consonância com a vontade e sabedoria divina, mudaram o rumo de uma legislação. A mesma oração capaz de salvar uma vida é a mesma que, em harmonia com a sabedoria do Onisciente, pode salvar uma nação. O problema é que para alguns é mais fácil e empolgante se envolver em disputas e motins do que passar dias orando e jejuando, exercendo confiança em que Deus intervirá pelo melhor. Este é o princípio. Na descrição de Paulo, é desta maneira que somos orientados: "Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade" (ITm 2.1-2).

Por fim, para exercer nossa cidadania a favor da ordem, submissão e ética aos reclamos da legislação humana, uma das melhores maneiras de assim proceder é fazendo bom uso de nossa capacidade de escolher quem nos governará. Mas o cristão não deve escolher um partido ou candidato apenas porque lutam por causas sociais, porque não há outro melhor, porque são amigos da família ou porque lhe fizeram algum favor. Levando em consideração o princípio de “fazer tudo para a glória de Deus” (I Co 10:31), embora a igreja sabiamente seja apolítica (Jo 18:36), temos uma responsabilidade individual de exercer ética e bom senso para ajuizar nossa escolha com base no que se aproxima o máximo possível dos valores que protegem a nossa fé e os princípios bíblico-cristãos. O Cristão deve conhecer bem os valores dos candidatos, seus feitos, suas propostas, sua conduta e o seu contexto de vida, mas em consonância com os valores, nada deve ser mais solenemente importante e atentamente observado, do que as propostas que diluem ou fortalecem a liberdade religiosa e os mandamentos de Deus[11]. Pois os cristãos que colocam no poder pessoas que pisam estes dois princípios trarão sobre si as responsabilidades dos pecados que eles cometem.[12]     


[1] FITZMYER, Joseph A.; MURPHY, Roland E.; BROWN, RAYMOND E. (Ed.). Novo comentario biblico São Jeronimo: Novo Testamento e artigos sistematicos.  São Paulo - SP: Paulus, 2011, p.118, 119.
[2] CARSON, D. A. e tal; COMENTÁRIO bíblico: Vida Nova. D. A. Carson et al; Tradução de Carlos E. S. Lopes. São Paulo: Vida Nova, 2009, p. 2063.
[3] BRUCE, E. F. (Ed.). Comentário bíblico NVI: antigo e novo testamento. São Paulo: Vida, 2009, p. 2078, 2079.
[4] DORNELES, Vanderlei (Ed.). Comentario biblico Adventista do Sétimo Dia: Mateus a João. Tatuí - SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013. v. 5, p 513.
[5]  Ibdem
[6] (ver Ref. 1, 2 e 3)
[7] WHITE, Ellen G. O desejado de todas as nações. 22. ed. Tatuí - SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004,  509.
[8] COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. O cristão na cultura de hoje: desenvolvendo uma visão de mundo autenticamente cristã. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 284.
[9] PEARCEY, Nancy. Verdade absoluta: libertando o cristianismo de seu cativeiro cultural. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.63.
[10] NICHOL, Francis D.; DORNELES, Vanderlei (Ed.). Comentario biblico Adventista do Sétimo Dia: Isaías a Malaquias. Tatuí - SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013. v. 4. p. 944.
[11] WHITE, Ellen G. Obreiros evangelicos: instrucoes para todos os que sao cooperadores de Deus. 5. ed. Tatuí - SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011, p. 391-396).
[12] ________. Obreiros evangelicos: instrucoes para todos os que sao cooperadores de Deus. 5. ed. Tatuí - SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011, p. 391-392.

Gilberto Theiss - Graduado em Teologia, com Especialização em Filosofia e Ciência da Religião. Atualmente é pastor no Estado do Ceará.

26 setembro 2016

Ninguém nasce homossexual, diz pesquisadora lésbica

Dra. Diamond: desfazendo mitos
Uma pesquisadora da American Psychological Association (APA) e ativista lésbica reconheceu que os homossexuais “não nascem gays”. A Dra. Lisa Diamond, coeditora-chefe do Manual da Sexualidade e Psicologia da APA e “um dos membros mais respeitados” da APA, argumenta que a orientação sexual é “volúvel” e não é imutável. Como psicóloga clínica, a Dra. Laura A. Haynes resume a fala da Dra. Diamond no Manual da APA, tanto em seu livro como em palestras no YouTube, dizendo que “a batalha para refutar a ideia de que você nasce gay e não pode mudar sua natureza” acabou, e incita os ativistas LGBT a pararem de promover esse mito. Ao contrário do típico pensamento de que os homossexuais “já nascem gays” com “identidade própria” e não podem mudar, a APA reconheceu oficialmente esse argumento da mudança de orientação sexual em 2011.

A Dra. Diamond resumiu os resultados relevantes em uma conferência na Universidade de Cornell em 2013, o que indica que uma investigação completa estabeleceu que a orientação sexual – incluindo atração, comportamento e identidade – é volúvel tanto para os adolescentes quanto para os adultos, e para ambos os sexos. Isso vai contra a legislação recente promovida por ativistas gays que passou em vários estados que proíbem a “terapia de reorientação sexual”, que visa a ajudar os pacientes na mudança por se sentirem atraídos pelo mesmo sexo.

A justificação acima mencionada de leis contra terapias de reorientação sexual é a de que qualquer um que experimenta a atração pelo mesmo sexo não só é gay, nascido assim, mas que a homossexualidade seria imutável e, em seguida, argumenta que “a terapia de reorientação sexual” não só é inútil, mas cruel. O argumento é: “Você não pode mudar o que você é.”

Além disso, muitos ativistas gays consideram orientação sexual “a questão dos direitos civis do nosso tempo”, e semelhante aos direitos de raça [etnia]. No entanto, a Dra. Diamond e a APA, refutam esse argumento.

O padre Johannes Jacobse, fundador do Instituto Ortodoxo Americano, chamou a “correção de curso” da Dra. Diamond de “virada surpreendente” da justificação frequente e repetida da causa gay. “O desejo da sexualidade é volúvel; desejo homossexual não é algo ‘profundamente enraizado’, como ‘você nasceu gay, não pode ser alterado’. Isso é um mito. Os sentimentos não ignoram volatibilidade (o comportamento é uma opção; não é preciso agir em cada sentimento – no caso sentimentos especialmente sexuais); o argumento ‘nascido assim’ é uma opinião política, não científica; orientação sexual está sujeita a alterações, entre outras coisas.”

“A ideia de que o que uma pessoa sente define quem é, que Deus a criou para ser assim, é falsa”, escreveu o padre Jacobse. “Se uma pessoa sente o desejo homossexual, isso não significa que foi criada homossexual. Se uma pessoa escolhe se envolver em comportamento homossexual, a decisão é feita livremente, mesmo que isso não seja o ideal”, resume Jacobse. “Se uma pessoa sente o desejo homossexual e quer mudar para a heterossexualidade mais regular, há provas abundantes de que tal mudança pode, de fato, ser possível.”

O comentarista Hieromonge Mark disse que essa revelação “tem implicações muito graves para ações políticas nos últimos anos. Basicamente, invalida qualquer abordagem para a ciência justificar a recente legislação nas áreas da sexualidade, como o reconhecimento do ‘casamento homossexual’, a imposição e o acesso aos banheiros com base em ‘autoidentificação’ ou sentimentos ‘sobre sexo’ e restrição da liberdade de escolha para opções terapêuticas, especialmente para as crianças, em áreas de atração pelo mesmo sexo, confusão sexual indesejada ou disforia.”

O padre Jacobse sustenta que a Dra. Diamond e a admissão da APA “deixa sem chão” os defensores da homossexualidade que argumentam que a homossexualidade se desenvolve em uma pessoa, da mesma forma que a heterossexualidade. O “nascer gay” nunca mais vai funcionar. “Em vez disso, a APA descobriu que o desejo sexual não é imutável; ele pode mudar nas pessoas e muitas vezes isso acontece”, disse Jacobse. “Então, o desejo sexual é baseado em algo mais do que a genética, e perguntas sobre quais são os limites adequados e necessários sobre a sexualidade humana. A lei natural, a moralidade e a religião são muito importantes na formação de nossas ideias sobre a realização pessoal e social.”

O padre Jacobse sustenta que a investigação da Dra. Diamond significa que os terapeutas podem ajudar àqueles que querem se livrar da atração não desejada pelo mesmo sexo. “Temos que prestar mais atenção à pessoa que pode sentir desejo homossexual e quer mudar”, disse Jacobse. “Anteriormente, os terapeutas foram dissuadidos de ajudar aos pacientes que tentam alterar uma orientação homossexual para uma heterossexualidade natural sob a rubrica da ideologia do ‘você nasce gay’. Os Estados Unidos mesmo participaram da proibição de ‘terapia reparativa’, entre outras abordagens em resposta ao ativismo homossexual.”

“A verdade é que as pessoas mudam o tempo todo, e terapeutas que têm uma predisposição ideológica em relação à homossexualidade devem ser excluídos do tratamento de pacientes que não o fazem, em vez de convencer o paciente de que a mudança é de alguma forma antinatural.”

(Coordinadora Nacional Pro Familia; tradução de Maurício Mancuzo) via (Ciacionismo)

22 setembro 2016

A divindade de Jesus em Eclesiastes 12:7

Textos que se complementam
A divindade de Jesus é uma das colunas da teologia cristã. Essa doutrina axiomática é o alicerce, a base, o eixo que sustenta e solidifica toda a estrutura do que chamamos de cristianismo. Isso justifica sua importância e relevância para a teologia atual. Considerando que no Céu, antes da criação da Terra, houve um tremendo impasse, desenvolvido por Lúcifer contra Cristo, era de se esperar que esse impasse também se desenvolvesse aqui na Terra. Embora haja grupos distintos investindo contra a essência da pessoa de Jesus – Sua divindade –, notoriamente, com facilidade, podemos encontrar inúmeras evidências na Bíblia que confirmam Sua potestade plena. Não se trata de um ou outro texto bíblico. São vários, e devem ser analisados em seu conjunto. (Antes de ler o que segue, seria bom você ler também este texto: “Afinal, quem é Jesus Cristo?”)

Neste pequeno artigo, gostaria de apresentar, dentre muitas, uma única e pequena demonstração do que é possível, com um pouco mais de atenção e exame, encontrar na Escritura Sagrada. Um texto bíblico, por mais simples que pareça, junto com outros textos, pode revelar significativamente mais do que imaginamos. Por exemplo, no tocante ao assunto da divindade de Jesus, Eclesiastes 12:7 não nos parece dizer muita coisa. Mas apenas parece. O verso, muito utilizado para retratar a natureza humana mortal, aparentemente nada diz a respeito de Jesus e de Sua essência. Bom, mas e se nós harmonizarmos Eclesiastes 12:7 com algum outro texto da Bíblia capaz de ampliar nossa percepção do tema aqui sugerido? E se pudéssemos dar zoom no verso com o objetivo de detectar uma mensagem que está ali, mas não podemos ver com uma leitura superficial? E se fosse possível “decodificar” o texto e descobrir nele revelações propositalmente elaboradas? Seguindo de perto o conselho de Isaías 28:10, é exatamente isso o que faremos.

Eclesiastes 12:7 afirma: “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus [Elohim], que o deu.” A pergunta que precisa ser feita é: Quem é esse Deus (Elohim) que recebe de volta o espírito (sopro de vida)? Os especialistas em língua hebraica hão de concordar que o Deus descrito em Eclesiastes 12:7 – Elohim – deve ser uma referência clara ao verdadeiro e único Deus. É dessa forma que é descrito pelo reconhecido e conceituado Dicionário Internacional de Teologia do AT, e também por Tryggve Mettinger, em seu livro O Significado e a Mensagem dos Nomes de Deus na Bíblia.


O nome Elohim (Deus), utilizado em Eclesiastes 12:7, aparece pela primeira vez na obra da criação (Gn 1:1), atribuindo-se a Ele a formação e o estabelecimento da Terra (Is 37:16; 45:18; Jn 1:9).


Aparece também como expressão da Sua soberania, sendo o “Senhor de toda a Terra” (Is 54:5), “Deus dos montes” (1Rs 20:28), “Deus de toda carne” (Jr 32:27), “Senhor de todos os reinos” (Is 37:16), “Yahweh Deus dos céus” (Ne 2:4, 20), “Deus nos céus” (Gn 24:7; 2Cr 36:23), “O Senhor Deus dos céus e Deus da Terra” (2 Cr 20:6), Deus dos deuses e Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível (Gn 24:3; Dt 3:39; Js 2:11), “Deus que julga” (Sl 50:6, 75:7, 8; 58:12, 12), “Deus da justiça” (Is 30:18), e, finalmente, “Deus da eternidade” (Is 40:28). Neste último, Elohim é identificado como YHWH. Para uma testemunha de Jeová, essa definição claramente O indica como sendo o Deus soberano e verdadeiro, mais conhecido como Jeová.

Há muitas outras passagens bíblicas que reforçam esse pensamento. O Deus de Eclesiastes 12:7, que recebe o espírito de volta, é, na mais pura essência, o Pai, o Todo Poderoso ou Jeová. Esse fato é incontestável até para uma testemunha de Jeová.

Bom, mas o que Eclesiastes 12:7 tem a ver com a divindade de Jesus? Que ligação textual é possível fazer com esse verso de maneira que seja possível advogar a divindade de Cristo? É agora que começa a nossa surpreendente “aventura”, pois esse verso, mais do que imaginamos, tem muito a nos dizer sobre a Deidade de Jesus Cristo.

Encerrando de vez este longo “mistério”, observe atentamente o que nos foi revelado em Atos 7:59: “E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.” Quando a vida humana chega ao fim, quem, em Eclesiastes 12:7, recebe de volta o espírito (sopro de vida)? Agora, em conexão com Eclesiastes, quem, em Atos 7:59, receberia de volta o espírito (sopro de vida presente em Estevão)?


Surpreendentemente, depois de uma pequena e resumida maratona de expressões e textos bíblicos, agora, de maneira clara e definida, podemos reconhecer satisfatoriamente que Jesus é essencialmente o Deus de Eclesiastes 12:7 e, consequentemente, de toda a Bíblia.

Ao juntar as peças desse quebra-cabeça, podemos ter uma compreensão mais clara e profunda de quem realmente foi Jesus “antes, hoje e eternamente” (Hb 13:8). Ele é Deus na mais pura essência. Ele é Jeová no mais infinito e imensurável sentido, assim como o Pai e o Espírito Santo também são

Como o Pai, o Filho e o Espírito Santo são Elohim (palavra que, inclusive, é plural no hebraico), naturalmente que, quando Jesus morreu na cruz, Ele encomendou ao Pai Seu fôlego de vida (cf. Mateus 27:50).

Mas o assombro não para por aí. A surpresa continua. Para o nosso espanto, observe o que afirma a Bíblia Tradução do Novo Mundo das Testemunhas de Jeová: “Então o pó volta à terra, de onde veio, e o espírito volta ao verdadeiro Deus, que o deu.” Portanto, segundo a própria Tradução do Novo Mundo, com base em Eclesiastes 12:7 e Atos 7:59, quem é o verdadeiro Deus?

(Gilberto Theiss é graduado em Teologia, com especialização em Filosofia e Ciência da Religião. Atualmente atua como pastor no Estado do Ceará e mantém o blogwww.feoufideismo.com)

via (Criacionismo)

Pesquisa adicional:
HERRIS L. R. et tal. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. Vida Nova, 1998.
Dicionário Hebraico do Antigo Testamento de James Strong. Bíblia de Estudos Palavras Chaves Hebraico e Grego. CPAD, 2011.
METTING, Tryggve N. D. O Significado e a Mensagem dos Nomes de Deus na Bíblia. Academia Cristã, 2008.
SCHÜLER, A. Dicionário Enciclopédico de Teologia. Ulbra/Concórdia, 2002.
Tradução do Novo Mundo das Escrituras, 1987, 1983, 1986. Watchtower Bible Tract Society of Pennsylvania (Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados). New World Translation of the Holy Scriptures Portuguese (Brazilian Edition), 1992. Edição brasileira.


Para saber mais sobre o que acontece com as pessoas que morrem, assista a este vídeo.


19 setembro 2016

ÉTICA CRISTÃ - UM DESAFIO PARA MEMBROS, LÍDERES E PASTORES


 Do ponto de vista linguístico a ética possui a sua definição, mas na prática, talvez por conta do forte relativismo, percebe-se uma certa crise da identidade que a define. O poeta Augusto Branco definiu, talvez de uma forma não muito animadora, que “a ética é uma invenção humana que depende muito do espaço geográfico que a pessoa ocupa”. Para alguns, a ética deve levar em consideração o bem-estar do coletivo e não do indivíduo, enquanto que para outros a ética deve ser a base de sobrevivência apenas do indivíduo sem levar em consideração o bem-estar do coletivo.
Esta segunda inclinação é melhor observada na luta pela sobrevivência, centrada, muitas das vezes, no comércio, capitalismo, busca por posições, promoções e alcance de metas que podem transformar os seres humanos em mercadorias, números e lucros, pois as premissas que regerão o comportamento serão, em palavras bem populares, a “esperteza” e a “malandragem”. O professor e escritor Juarez Alves, por exemplo, escreveu que “as pessoas passam a vida toda atropelando a ética em nome da sobrevivência”. Paulo Freire também condenou este tipo de ética como malvada, que se baseia meramente na satisfação do lucro e da venda. Conceitos estes que podem ser notados na esfera exata da vida ou nas humanas. Ou seja, a busca desenfreada pelo sucesso, alcance de metas, resultados ou do lucro e prazer, pode contribuir para que o indivíduo escolha um padrão de ética que satisfaça as suas ambições pessoais, mesmo às custas do infortúnio alheio.
Quando chegamos ao ponto de não nos importarmos com o bem-estar do próximo, então, formamos o nosso próprio conceito de ética que se alicerça nos interesses comodistas e individualistas. Esse tipo de ética geralmente não pode suportar a translucidez. Quando os interesses particulares por fama, sucesso, posição, lucros e prazeres estabelecem as regras da ética, com certeza não haverá estima ou conveniência para a transparência. Por quê? Simples, levando em consideração a natureza humana com os seus desvarios, o golpe, a corrupção, a trapaça, ou o famoso e bem conhecido “puxa tapete” serão as ferramentas utilizadas para alcançar as pretensões mais cobiçadas. Nas palavras do escritor francês Albert Camus, este tipo de pessoa, na verdade, pode ser mais conhecido como sem ética e com comportamento selvagem. Juahrez Alves, por sua vez, consideraria esse tipo de ética, como uma má conselheira para o progresso.
Mas a ética do ponto de vista cristã é diferente, ou pelo menos deveria ser. A ética cristã se baseia no bem-estar do coletivo em detrimento do indivíduo. Ela se parece um pouco com a descrição de Dostoiévski, quando ironizou: “eu não me ajoelhei diante de ti, mas diante de toda a dor humana”. Não que o indivíduo, com as suas prerrogativas de felicidade e êxito, não seja importante, mas o foco é do individual para o coletivo.
A ética cristã está alicerçada na felicidade, na satisfação e realização de todo o corpo e não exclusivamente em um único membro. Por ser altruísta em suas intenções, não será vista como inimiga da transparência, pois ela padroniza um estilo de vida, ou comportamento, que nos faz louváveis no oculto ou no manifesto, no coberto ou no descoberto. Ela se harmoniza também com a descrição de Immanuel Kant, que afirmou: “Tudo o que não puder contar como fez, não faça”.
A expressão tônica se alicerça na necessidade de sermos o mais próximo possível do autor da ética cristã. Como escreveu Paulo em uma carta enviada aos cristãos da Galácia, por volta do ano 50 de nossa era: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim”. (Gl 2:20) Ele evidencia, com esta clássica declaração, que os seus interesses exclusivistas não mais ocupariam o pódio. A partir deste encontro com o Autor do cristianismo, sua vida passaria a revelar os princípios do Cristo ressuscitado - o de amar a Deus e ao próximo mais do que a si mesmo. João, o servo chamado de discípulo do amor, mas anteriormente conhecido como o filho do trovão, talvez porque possuía um gênio difícil, também escreveu próximo do final do primeiro século que “aquele que diz que está em Cristo, também deve andar como Ele andou”. (1 Jo 2:6).
Portanto, do lado divino, vemos o próprio Jesus como emanação da ética que Ele mesmo estabeleceu em Seus conhecidos Dez mandamentos e repetidamente sintetizados em "amar a Deus e ao próximo". Do lado humano, dentre muitos exemplos passados ou contemporâneos, podemos citar o exemplo da pessoa de Madre Teresa de Calcutá, que, segundo muitos relatos, não viveu para si, mas para todos.
Por fim, a ética cristã, na esfera do interesse mútuo, possui os alicerces do amor como já apresentados por Paulo em 1 Coríntios 13.
Se todas as atitudes forem moldadas pelo amor ao próximo como a si mesmo, independente de ser amigo ou inimigo, então não haverá espaço para atitudes egoístas, mesquinhas, ciúmes, competições, lucros abusivos e tapetes puxados. Não haverá ambiente para o infortúnio alheio e muito menos a busca por satisfações ou realizações em que alguém tenha que se ferir, ser rebaixado, desmerecido, depreciado, desvalorizado ou prejudicado.
A ética cristã é aquela que não impede o indivíduo de buscar os seus interesses pelo sucesso e satisfação, mas o condiciona e o motiva a ajudar outros a seguirem na mesma direção. Ela não faz alguém desejar ser melhor do que o seu próximo, mas ser melhor do que si mesmo. O meu rival não é o outro, mas o eu, o próprio eu. Para isto, devemos, além do coração, usar também a razão. A razão, embora em crise por causa do forte relativismo e subjetivismo, deve enxergar significado e propósito neste valor. Como afirmou o escritor português José Saramago “Se a ética não governar a razão, a razão desprezará a ética”.
Claro que a ética, sob o parâmetro cristão, não será jamais apreciada em um mundo tão repleto de pessoas individualistas, competidoras e ciumentas. Por este motivo é que, do ponto de vista teológico, somente a colisão com a verdade de Deus e a comoção com a Sua grandeza, bondade e amor é que tornará possível impregnar-se com o desejo de ser envolvido e permeado dessa ética tão radicalmente diferente do que vemos no comum. Somente aqueles que sustentam-se frequentemente na majestosa presença de Jesus Cristo é que conseguem se abster lentamente e processualmente dos motivos egoístas e orgulhosos desse coração pretensioso e viciado em grandeza “egolátrica”.


Gilberto Theiss - Graduado em Teologia, com Especialização em Filosofia e Ciência da Religião

13 setembro 2016

Seminário criacionista reunirá 12 cientistas no Paraná

Já estão abertas as inscrições para o 23º Seminário “A Filosofia das Origens”, que será realizado em Ivatuba, PR, entre os dias 12 a 15 de outubro de 2016, que terá como tema “As Origens”. O evento está direcionado a professores, estudantes, pesquisadores, teólogos, profissionais liberais e demais interessados. O seminário será realizado pela Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) em parceria com o Núcleo Maringaense da SCB (Numar–SCB). O evento conta com o apoio do Departamento de Educação da União Sul-Brasileira (USB), Associação Norte Paranaense (ANP), da Comunidade Nova Morada de Maringá, e está sendo patrocinado pelo Consórcio Criacionista Adventista e pelo Instituto Adventista Paranaense (IAP).

Na relação de palestrantes, estão nomes como Rodrigo Meneghetti Pontes, doutor em Físico-Química pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e vice-presidente do Numar–SCB; Marcus Vinicius da Silva Coimbra, doutor em Microbiologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pelo Medical College of Virginia, EUA, e ex-membro titular da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBIO); Eduardo Lütz, mestre em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Wellington dos Santos Silva, biólogo e pós-doutor em Genética Humana pela Universidade Federal da Bahia (UFBA); Márcio Fraiberg Machado, biólogo e doutor em Educação pela PUCRS, e professor da Faculdade Adventista Paranaense; Marcos Natal de Souza Costa, doutor em Geologia pela UNESP; Nahor Neves de Souza Júnior, doutor em Geologia pela USP e coordenador do Geoscience Research Institute no Brasil; Christie Goulart Chadwick, doutora em Arqueologia do Antigo Testamento pela Andrews University, EUA; Tarcísio da Silva Vieira, mestre em Química Orgânica pela Universidade de Brasília (UnB) e professor no Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Tocantins; Marco Antônio Baumgratz Ribeiro, mestre em Teologia Pastoral pelo Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper; Edilson Constantino, historiador e mestre em Teologia pela Faculdade Adventista da Bahia (FADBA); e Gilson Patrick Gomes, biólogo e ex-gestor técnico do Museu de Geociências da FADBA.

O evento contará com palestras em que serão explorados eixos temáticos como “A origem da vida”, “Criação e recriação”, “Modelos das Origens”, “Animais antediluvianos”, “Processos de fossilização”, “Epigenética, criação e evolução”, “Microbiologia e a fronteira do evolucionismo”, “Fósseis e a evolução humana”, entre outros, além de diversos minicursos com temáticas variadas. Ao longo do seminário também serão lançadas publicações da SCB sobre assuntos afins e será feita a entrega de certificados de participação.

Além disso, haverá uma excursão agendada para o dia 11 de outubro a um minimuseu paleontológico localizado em Cruzeiro do Oeste, PR, local onde foram encontradas e identificadas duas espécies fósseis de répteis datados em supostos 80 milhões de anos.

As vagas são limitadas. As inscrições para o Seminário devem ser feitas pela internet, no site www.scb.org.br ou na página www.filosofiadasorigens.com.br. A programação será realizada no anfiteatro do Instituto Adventista Paranaense, situado na PR-317, Km 119, s/n, zona rural, Ivatuba, PR.

Conheça o Núcleo Maringaense da SCB (NUMAR-SCB).

(Everton Fernando Alves) via (Criacionismo)

Estou cansado...

Estou cansado

"Estou cansado, cansado de fazer da vida do aqui e agora o meu melhor palco. Cansado de olhar para o céu e ver sempre as mesmas nuvens. Cansado das escolhas que sempre me fazem andar em círculos. Cansado de dormir com a certeza de que os olhos se abrirão novamente. Cansado de acordar pela manhã sempre com os mesmos temores atormentadores. Cansado de derramar lágrimas que trazem alívios meramente passageiros. Cansado de acreditar que venci os problemas até perceber o quanto ainda sou escravo deles. Cansado de tentar muitas vezes para chegar a conclusão de que ainda preciso infinitamente continuar tentando. Cansado de fazer dos sonhos uma mera desculpa para não se desesperar angustiosamente. Cansado de procurar o sucesso que muita das vezes nos presenteia com um vazio incalculável. Cansado de desejar a felicidade, aquela que eu tinha quando era uma criança pura e inocente. Cansado de batalhar continuamente para obter forças que eu nunca tive. Cansado de ouvir o meu coração bater, porém sem pulsação contagiante. Cansado de esperar a satisfação bater à minha porta quando ela não está presente nem mesmo em minha rua. Cansado de sonhar com pesadelos que me afugentam na solidão de uma ilha vazia nem um pouco paradisíaca. Cansado de sentir o sol escaldante aquecendo a minha cabeça, porém esfriando intensamente o meu coração. Cansado de ter a angústia como minha fiel parceira de todos os dias. Cansado, cansado e cansado. Por fim, estou cansado de ficar cansado e cansado de perceber que estou cansado. Assim é a história linear da vida que mais se parece com história cíclica. Assim é a rotina de uma geração sem esperança. Agora, depois de clarificar a esmagadora realidade, creio ser possível entender bem do quão significativa é a promessa:

'Ele enxugará dos olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.' (Apocalipse 21:4). Esta é a única coisa em que não me canso de pensar, sonhar, lutar e perseverar. A vida é mais do que o aqui e o agora. Além do sol há sonhos que substituirão os nossos pesadelos. Apenas confie."

Gilberto Theiss

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