Indiana, o retorno

“As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo” (Ellen White, Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 36).
O que ocorreu em Indiana? Que eventos são esses que voltariam a assolar o povo de Deus imediatamente “antes da terminação da graça”? Voltemos no tempo. Estamos no ano de 1900, numa reunião campal em Muncie, Indiana. Há gritos e muita confusão; a música é alta e provoca alteração dos sentidos; tambores, tamborins e outros instrumentos são usados com grande efeito psicológico sobre os presentes; pessoas caem no chão inconscientes e são carregadas ao púlpito, onde mais gritos e momentos de grande euforia têm lugar. Ao recobrar a consciência, são consideradas aptas para ser trasladadas como Enoque e Elias; têm a “carne santa”, pois passaram pela “experiência do jardim”. Em que consistia a experiência do jardim? Há algum tipo de argumento teológico para tais comportamentos?

Arqueólogos descobrem evidências de acontecimento narrado na Bíblia

Um grupo de arqueólogos descobriu no Monte Sião (Israel), novas evidências da conquista de Jerusalém pela Babilônia entre 587 e 586 a.C., um acontecimento narrado na Bíblia. Em meados de agosto de 2019, a Universidade da Carolina do Norte (UNC), em Charlotte, Estados Unidos, anunciou que sua equipe de pesquisa descobriu uma série de objetos que provariam a riqueza das elites de Jerusalém antes da conquista babilônica. O local da escavação está dentro do parque Sovev Homot, administrado pela Autoridade de Natureza e Parques de Israel. A descoberta inclui um depósito com cinzas, pontas de flecha, vasos, lamparinas e uma importante peça de joalheria da época: um brinco ou pingente feito de ouro e prata. Também há sinais de uma estrutura significativa da Idade do Ferro.

Quem foi o faraó do Êxodo?

Como flores na primavera, assim são os políticos em ano de eleições. Eles podem ser vistos em toda parte. Suas fotos, nomes e números são quase onipresentes. Todos querem ser lembrados pelo público. Discrição ou timidez é algo impensável nesse período. E vale tudo para isso acontecer, inclusive ataques pessoais contra os adversários políticos. A situação não era diferente no antigo Egito. Faraós não eram conhecidos por sua humildade ou pequenos atos, mas sim pelas batalhas e vitórias alcançadas com inteligência e força. Nas paredes de templos e palácios do antigo Egito podem ser vistas cenas de tais vitórias. E com elas, podem ser lidas inscrições em que o monarca orgulhosamente afirma sua superioridade diante do exército adversário. Por causa desta ideologia triunfalista, os egípcios nunca admitiam derrota. 

O Santo de Deus (Mc 1:24) - Por que Jesus recebe esse título de um demônio?

O primeiro milagre de Jesus no evangelho de Marcos (1:21–28) é um "encontro de poder" entre Jesus e um espírito imundo (anjo caído). As pessoas na sinagoga provavelmente pensaram que o demônio havia conquistado uma vitória significativa sobre Jesus quando se dirigiu a ele por seu nome e até por um título secreto; mas Jesus rapidamente silenciou o demônio e o mandou embora. O rápido e poderoso exorcismo de Jesus forçou as testemunhas a fazerem uma pergunta: “O que é isso? Um novo ensino com autoridade! ” (1:27). A autoridade e poder de Cristo contra os demônios fez com que ficassem surpresos e estarrecidos. A expressão “mas Jesus o repreendeu”, aparece três vezes no livro de Marcos e se liga com a prerrogativa de quem é Senhor. O Senhor do universo tem exclusividade de duas palavras: a palavra de criação, que gera vida, e a palavra de repreensão, que pode significar correção ou condenação (cf. Sl 9:6; 76:7; 80:17; 119,21; Is 17:13; 66:13). Seis vezes em Marcos esta palavra de repreensão sai da boca de Jesus (1:25; 3:12; 4:39; 8:30,33; 9:25). 

Santificação não produz justificação

Como sempre digo, justificação produz santificação, mas santificação não pode produzir justificação (Ef 2:8; Rm 3:20, 28). Se assim fosse, fatalmente seria justificação também pelas obras (Rm 11:6). Todavia, a justificação realiza pelo homem o que ele não pode realizar por ele mesmo, mas a outra realidade é que a justificação não pode realizar no homem aquilo que ele não deseja que seja realizado. É fato que Jesus, através dos seus méritos, deseja remir o homem da perdição eterna, mas também do caos do pecado e, para isto, Ele realiza tanto o querer quanto o efetuar na vida do arrependido (Fl 2:13) - o que chamamos de santificação "sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hb 12:14). Este processo não é agradável, pois mesmo com amor  "o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? (Hb 12:6,7). 

Como ler o livro de Mateus? O preparo para ensinar

Mateus não dividiu seu evangelho em versos ou capítulos, e nenhum de seus contemporâneos dividiu os seus escritos. Às vezes, os autores antigos indicavam “seções” usando repetições. Os textos que analisaremos repetem três verbos diferentes (διδάσκω, κηρύσσω e θεραπεύω) e vários substantivos distintos que juntos revelam como devemos, por exemplo, ler Mateus 4:23–11:1. Devemos prestar atenção a esses verbos e substantivos. Em Mateus 4:23, observe como Mateus descreve a missão de Jesus com três particípios presentes, utilizados para tornar vívidos diante de nossos olhos o que Jesus está realizando e ao mesmo tempo nos ensinando:

Relações perigosas: cultura pop, evangelho e contextualização

Para iniciar a reflexão, quero mencionar um vídeo do pastor Cláudio Duarte sobre o Rei Leão. O pregador, conhecido por sua veia humorística, desta vez protagoniza uma reflexão minimalista calcada na história do desenho de 1994, que ganhou uma recente versão live action. O vídeo chegou ao meu WhattApp. Respondi ao remetente que entendia perfeitamente por que muitos evangélicos produzem esse tipo de conteúdo, procurando pelo espiritual em ovo cinematográfico. Entretanto, propor aplicações espirituais a partir de mídias seculares é incabível para adventistas. Entenda o porquê.