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TEMA 07 - A mulher condenada de Apocalipse 17 - SÉRIE O GRANDE CONFLITO


Em Apocalipse 17:5, encontramos a figura da "mulher prostituta", que é descrita como "Babilônia, a grande, a mãe das prostituições e das abominações da terra", símbolo do cristianismo caído. Em toda a Bíblia, a Babilônia tem sido um símbolo de apostasia e corrupção espiritual. No Antigo Testamento, a Babilônia representava o império que se opunha a Deus e que levou Israel ao cativeiro (Jr 51:7). Esse versículo traduz como Babilônia representa engano, idolatria e corrupção espiritual.

No Novo Testamento, Apocalipse 17 expande esse conceito, revelando Babilônia como uma entidade que seduz as nações no tempo do fim, simbolizando um sistema religioso que mistura elementos da verdade com heresias. Ela é descrita como "a mãe das prostituições", o que sugere que ela é a origem de toda apostasia religiosa. O "vinho" é uma metáfora para as doutrinas falsas e práticas corruptas que essa mulher oferece, levando as pessoas a se desviarem da verdade de Deus. Paulo já havia advertido a respeito da apostasia futura que ocorreria dentro da própria igreja cristã antes da volta de Cristo (At 20:28-31; 2Ts 2:3-10; 1Tm 4:1-2; 2Tm 3:1-5). Essas advertências paulinas destacam a realidade de que, nos últimos dias, muitos serão seduzidos por falsas doutrinas, exatamente como as nações em Apocalipse 17.

A mulher prostituta, símbolo do cristianismo caído, não apenas seduz, mas também exerce uma influência poderosa sobre os reis e governantes da Terra (Ap 17:18). Apocalipse 16:13-14 revela que os reinos do mundo serão reunidos para a grande batalha do Armagedom, uma investida global contra o povo remanescente de Deus. Sob a influência dos demônios, Babilônia desempenhará um papel central nesse ajuntamento, conduzindo as nações à última e decisiva oposição contra a verdade.

Enquanto esse sistema se fortalece, Deus, por meio de Seus mensageiros na Terra (Ap 14:6-12), expõe sua falsidade e faz um apelo urgente para que as pessoas o abandonem e se apeguem à verdade (Ap 18:4; 14:8). A mensagem é clara: é necessário separar-se desse falso sistema religioso para não compartilhar de sua destruição quando o juízo divino cair sobre a Terra.

Deus convida cada um a se afastar das ilusões do falso cristianismo e a se unir à Sua verdade eterna. A escolha é sua: permanecer firme na verdade ou se perder nas seduções de Babilônia.

Gilberto Theiss

TEMA 02 - 144 mil, literal ou simbólico - Série o grande conflito.


Os 144 mil, literal ou simbólico?

Os 144 mil de Apocalipse 7 constituem o povo de Deus do tempo do fim que serão selados na fronte como símbolo de propriedade exclusiva de Deus, aqueles que estiverem vivos por ocasião da segunda vinda de Cristo. Os 144 mil e a grande multidão são o mesmo grupo de pessoas, portanto, o número é simbólico e não literal. Observe algumas evidências:

 1-      João ouviu o número de que era 144 mil, mas quando observou, percebeu que era um número incalculável, uma grande multidão. O mesmo ocorre, por exemplo, em Apocalipse 5:5, João ouve falar que Jesus é o Leão, mas no verso 6, quando se vira para olhar, vê um cordeiro. Jesus, o Leão, é, o Cordeiro. O mesmo ocorre quanto ao número. Em Apocalipse 7:4, João ouve o número dos selados como sendo 144 mil, mas o que ele vê no capítulo 7:9 é uma grande multidão. Os 144 mil e a grande multidão compõem o mesmo grupo visto de perspectivas diferentes.

2-      A resposta à pergunta: Quem é que pode suster-se? (6:17) é dada em todo o sétimo capítulo. Tanto os 144 mil como a grande multidão são capazes de suster-se.

3-      Os 144 mil, bem como a grande multidão, tem que passar por tempos difíceis. Os 144 mil são selados antes de soprarem os ventos e a grande multidão vem da grande tribulação. Então, ambos passam por momentos duros e hostis.

4-      Os 144 mil são a igreja de Deus no tempo do fim na terra, enquanto a grande multidão é a igreja do tempo do fim no Céu.

5-      O número 144 mil é formado por 12x12x1000, 12 geralmente é identificado como o número perfeito ou ideal de governo, e é o número das tribos e dos apóstolos do Cordeiro (Ap 21:12, 14). O número 1000, segundo o livro de Números 31:4-6 pode ser entendido como uma unidade militar no antigo Israel. Portanto, os 144 mil representam a igreja militante em guerra no tem po do fim. A grande multidão é a mesma igreja do tempo do fim depois da grande tribulação. As informações sobre a grande multidão apenas complementam as dos 144 mil.

6-      Segundo Apocalipse 7:3, os 144 mil são servos do nosso Deus. Em Apocalipse 7:15 a grande multidão serve a Deus.

7-      As tribos de Israel de Apocalipse 7 não são naturais. De acordo com Daniel 8 e 9, o Israel natural (ICo 10:18; Rm 9:8), deixou de ser povo de Deus a partir do ano 34 de nossa era. Israel significa “o vencedor”, atributo que pode ser atribuído a qualquer pessoa que decide viver para Cristo (Ap 2:7). É neste conceito que Paulo afirma que “Não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne. Porém judeu é aquele que o é interiormente. Paulo está afirmando que há dois tipos de israelitas, os carnais e os espirituais. Neste caso Paulo está afirmando que os Israelitas espirituais são os que são pela fé filhos de Abraão. “E se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão, e herdeiros segundo a promessa (Gl 3:7 e 29).

8-       As 12 tribos de Israel não são as mesmas descritas em Apocalipse 7. Dâ e Efraim ficam de fora da lista de Apocalipse, enquanto José e Levi foram incluídas. Dã significa juízo e representa aqueles que vivem criticando os outros, julgando seus erros, muitas vezes caluniando-os e levando-os à queda (Gn 49:16 e 17 “Dã julgará o seu povo, como uma das tribos de Israel. Dã será serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os talões do cavalo e faz cair o seu cavaleiro por detrás”. “Ellen White confirma esse fato ao dizer o seguinte: “O homem verdadeiramente convertido não se inclina a pensar nas faltas dos outros. Só entrarão no céu aqueles que venceram a tentação de pensar e falar mal” (Review and Herald, 24/11/1904). Efraim significa fecundidade dupla e representa aqueles que estão unidos à igreja e ao mundo ao mesmo tempo e isto resultará em ruína eterna para eles (Os 13:12 “As iniquidades de Efraim estão atadas juntas, o seu pecado está armazenado; 4:17 “Efraim está entregue aos ídolos; 7:8 “Efraim se mistura com os povos e é um pão que não foi virado”; 12:14 “Efraim mui amargamente provocou à ira; portanto, o Senhor deixará ficar sobre ele o seu opróbrio”). Ellen White descreve um grupo assim que ficará de fora do grupo escolhido: “Unindo-se ao mundo e participando de seu espírito, chegaram a ver as coisas quase sob a mesma luz; e, em vindo a prova, estão prontos a escolher o lado fácil, popular”. Portanto, as tribos traduzem um simbolismo especial de uma experiência peculiar. Cada nome dos filhos de Jacó e cada tribo de Israel teve sua experiência própria que representará a experiência dos filhos de Deus nos últimos dias que se traduz, ao final, como recebedores do caráter de Deus através dos méritos de Cristo, a final, eles são vistos trajados com a justiça de Cristo (Ap 3:5; 19:7-9; Jo 12:12, 13).

Este grupo simboliza um povo que, mesmo em meio às provas, manter-se-á fiel a Deus. Eles iluminarão o mundo com a glória de Cristo impressa em suas vidas (Ap 18:1) – um caráter moldado pelo amor, pela obediência e pela dependência em Deus. Eles são descritos como aqueles que "não se contaminaram com mulheres" (Ap 14:4), ou seja, buscaram uma vida pura em propósito e convicção de fé, além de se oporem à corrupção do mundo secular e religioso.

Sua pureza não virá de seus próprios méritos, mas de sua aliança com Cristo, recebendo Dele sua justiça (Rm 3:22-28). Eles foram redimidos, lavados no sangue do Cordeiro, e suas vidas refletem a vitória de Cristo conquistada para cada um de nós (1Co 15:57).

Independentemente de fazermos parte ou não dos 144 mil, é importante que busquemos as virtudes que tornam esse grupo especial. Deus nos convida hoje para sermos leais, fieis à Sua aliança. Fortaleça todos os dias o seu compromisso de filho de Deus. Decida hoje refletir a Sua glória em sua vida. Ter as virtudes dos 144 mil na vida é sempre dizer com autenticidade “Não vivo eu, mas Cristo vive em mim”.

Pr. Gilberto Theiss

TEMA 01 - A pequena angústia - SÉRIE: O GRANDE CONFLITO


A pequena angústia: Um chamado à perseverança

Vivemos tempos marcados pela crescente pressão espiritual, moral e social. Para aqueles que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus, o coração já começa a sentir a proximidade de eventos proféticos, como uma sombra que se alonga sobre o horizonte. A lei dominical, um marco significativo na linha profética de Apocalipse 13, anuncia-se como um teste decisivo para os fiéis. Antes dela, porém, experimentaremos uma pequena angústia, um momento de inquietação que serve como uma espécie de campo de treinamento.

Uma pequena angústia não será apenas sobre pressões externas, mas sobre uma luta para manter nossa confiança em Deus enquanto o mundo ao redor se sucumbi nas piores práticas irracionais. Será um tempo para revisitar promessas como a de Isaías 41:10: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel.”

Embora o período de angústia possa trazer grande desconforto, ele também desempenha um papel crucial em nosso desenvolvimento. É na angústia que somos desafiados a olhar para além de nossas próprias forças e depender totalmente de Deus. Esses momentos difíceis, longe de serem apenas fardos, tornam-se oportunidades para experimentar o cuidado divino para fortalecer nossa fé, preparando-nos para desafios ainda maiores.

Assim como o corpo humano se fortalece ao ser testado por exercícios físicos, nossa fé se fortalece quando enfrentamos provas. Cada momento de angústia nos ensina lições preciosas: a confiar mais profundamente em Deus, a compreender Sua presença em meio às tempestades e a perceber que, mesmo nas horas mais sombrias, Ele está ao nosso lado, sustentando-nos.

Portanto, ao enfrentarmos o período de pequena angústia, podemos enxergá-lo como ensaio para a nossa fidelidade de amanhã. É no presente que se faz necessário momentos em que nossa fé é treinada e refinada como ouro no fogo, preparando-nos a suportar qualquer angústia maior que possa vir no futuro.

Pr. Gilberto Theiss - Blog Fé ou Fideísmo

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Jesus entrou no santíssimo antes de 1844?

Moisés entrou no Lugar Santíssimo como parte do ritual de inauguração (Êx 26:33, 34; 40:9; Lv 8:10-12; Nm 7:1, 89; cf. Hb 9:21). A inauguração do santuário celestial também envolveu a unção do Santíssimo (Dn 9:24). Ou seja: o Dia da Expiação não é o único ritual que inclui entrada no Santíssimo. Cristo, por ocasião de Sua ascensão, entrou no santuário celestial para inaugurar seus serviços (o que incluía a entrada no Santíssimo), não para dar início ao ministério do Dia da Expiação. Em palavras simples, Jesus entrou no Santíssimo antes de 1844 para inaugurar Seu sacerdócio, e entrou no Santíssimo em 1844 para efetuar a purificação do santuário celestial (Dia da Expiação).

Os vilões por trás da cultura da violência e do estupro

Ao ver os comentários nos diversos sites de notícias que publicaram algo sobre o estupro coletivo, me perguntei: Onde chegamos? Ou pior, onde ainda chegaremos? Quais os limites, a divisa ou o fim para tanta selvageria, insanidade e demência? Há alguma reta final ou pelo menos uma vírgula que seja capaz de dar uma pausa na irracionalidade de uma maneira tão significativa que possa despertar o que ainda, por enquanto, chamamos de reflexão? Será que um dia seremos capazes de olhar para nós mesmos com orgulho e admiração ou continuaremos sentindo desprezo, vergonha e mal-estar pelo que nos tornamos? Pelo jeito estamos muito distantes de qualquer realidade que nos faça orgulhosos de nossa raça, enaltecidos por um brio humano ou pavoneados por qualquer altruísmo sonhado.

Daniel 3: prévia para um conflito final na adoração


O capítulo 3 de Daniel é um dos mais interessantes da Bíblia, quando se leva em consideração acontecimentos que nos fazem, com entusiasmo, projetar eventos escatológicos para o futuro. A lógica para essa compreensão é construída a partir de uma análise comparativa entre os episódios narrados no capítulo 3 de Daniel e Apocalipse 13, como pode ser observado abaixo: