31 março 2015

A teoria do Big Bang pode ser extinta

UMA IMPRESSÃO ARTÍSTICA DE UM QUASAR (FOTO: NASA) - Revista Galileu
Ateoria do Big Bang, de que o Universo começou a partir de um ponto extremamente denso e que, ao explodir, criou o cosmos em expansão que conhecemos está prestes a, com o perdão do trocadilho, entrar em colapso. Criada em 1931, a teoria afirma que essa explosão se deu a 13.7 bilhões de anos atrás. O problema é que estamos descobrindo que esse tempo é insuficiente para explicar a formação atual do Universo.


Um exemplo? Pesquisadores descobriram o SDSS J0100+2802, um quasar que contém um buraco negro com uma massa de 12 bilhões de sóis e que seria 900 milhões de anos mais jovem do que o Big Bang. O problema é que buracos negros demoram bastante até acumular massa - e 900 milhões de anos não seria tempo suficiente para que este se formasse. Será que ele é mais antigo do que o período estimado do Big Bang?
Astrônomos já descobriram mais de 200 mil quasars - e esperam que, entre eles, existam mais ocorrências como o SDSS J0100+2802.

Outro exemplo é a poeira feita de elementos pesados em uma galáxia que seria apenas 700 milhões de anos mais nova que o Big Bang. Esses elementos se formam quando uma estrela se aproxima do final de sua vida, processo que demora bilhões de anos. Mais um caso de elementos mais velhos do que o início do Universo?
Então como explicar o início de... tudo? De acordo com este artigo (escrito por Rick Rosner) a teoria que subistituirá o Big Bang irá tratar o Universo como um processador de informação. O Universo é feito de informação e usa esses dados para se definir. Tanto a mecânica quântica como a relatividade pertencem às interações da informação e a teoria que uní-las será baseada nisso.

"O Big Bang não descreve um Universo capaz de processar informações. Processadores não explodem após um cálculo. Você não joga seu smartphone fora depois de mandar uma única mensagem. O Universo verdadeiro se recicla através de pequenas explosões, iluminando galáxias velhas que funcionam como memória quando necessário", afirma.


Nota Gilberto Theiss: De fato o big bang não descreve um Universo capaz de processar informações, assim, como o smartphone também não é capaz de ser concebido por uma mera explosão de componentes. O Universo é feito de informações que retratam de maneira magistral um ser inteligente que projetou essas informações. Isso é tão indiscutível que mesmo entre os discursos mais anti-teistas, é possível perceber o espanto diante de tanta complexidade. 

No fundo, aqueles que se intitulam ateus, sabem que essa monstruosidade repleta de informações inteligentíssimas não se auto projetou. Um exemplo clássico é Paul Davis, embora cético em um Deus pessoal, precisou reconhecer que estava atraído pela ideia de que existe algum princípio racional por trás do cosmos que conduz a matéria em direção a uma evolução [segundo sua crença] para a vida e a inteligência. Ele escreveu: “Meu trabalho científico levou-me a acreditar, cada vez mais intensamente, que a constituição do universo físico atesta um engenho tão assombroso que não posso aceita-lo apenas como fato bruto. Parece-me que deve haver um nível mais profundo de explicação.” (A mente de Deus p. 15). 

Portanto, um ser Onipotente, Inteligente e que está acima da matéria, do espaço e do tempo, é ainda a melhor explicação para a existência de todas as coisas. Foi assim que Antony Flew, ateu por 50 anos, chegou a conclusão, de que o design é de fato a melhor explicação para o surgimento de tudo, inclusive da vida.

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