04 abril 2015

Comentário teológico da lição 2 - O batismo e as tentações

O BATISMO E AS TENTAÇÕES
 Pr. Gilberto Theiss

Preparai o caminho do Senhor (Sábado e Domingo)

Lucas tem o relato mais abrangente do ministério de João encontrado nos Evangelhos sinópticos (Sinópticos por fazerem síntese sincronizada e detalhada da vida de Cristo). Também relata com mais detalhes as advertências de João aos seus ouvintes, acrescenta uma nota de urgência ao fazer menção da proximidade do reino de Deus (3:2), e descreve, em senso de urgência, a mensagem apocalíptica de que o tempo é curto, pois o “machado já está posto à raiz das árvores” (3:9)[1]. A mensagem vinha de encontro, com insistência, à necessidade de escapar do juízo vindouro, o arrependimento evidenciado pela conduta transformada e a responsabilidade de ajudar os menos afortunados. Os frutos dignos aparecem apenas em Lucas. O arrependimento genuíno se mostrará na vida diária – em bondade, generosidade e honestidade. Aos soldados foi dito: “Não pratiquem extorsão; não acusem ninguém falsamente; contentem-se com o seu salário”.[2]
Como já amplamente comentado, João era o profeta que prepararia o caminho do Messias. A mensagem de arrependimento deveria seguir-se de uma demonstração pública para que a comunidade pudesse ter uma evidência perceptiva das mudanças de mentalidade que, supostamente, condicionariam as pessoas a uma nova vida. Nova vida, nas declarações de João Batista, atestava um estilo de conduta enraizado em princípios de justiça revelados excepcionalmente nas Escrituras Sagradas[3]. As palavras de João indicavam o caminho que conduzia os pecadores à remissão de seus pecados. Remissão, do grego aphesis, “libertação” ou “perdão”, significa literalmente “mandar embora” ou “uma demissão”[4]. Remissão era consequência do arrependimento, confissão e perdão que, na prática de João, deveria ser também apresentada publicamente através do batismo.
Batismo, derivado da palavra grega baptisma, denota a ação de lavar ou mergulhar na água[5]. A ação é simples, porém, consiste em entrar dentro ou debaixo da água. Essa prática permaneceu na idade média e foi defendida pelos reformadores como o melhor significado para morte e ressurreição[6].
Mediante o batismo, João, além da necessidade de demonstração pública de arrependimento, tinha por objetivo a preparação do povo para vinda do Messias. Importante compreender que o batismo era apenas um rito externo que indicava as mudanças de assentamento interno que, inclusive, eram necessárias para o selamento do Espírito Santo e a revelação do reino de Deus. No batismo, os arrependidos poderiam unir-se ao Messias na semelhança da Sua morte (Rm 6:5), e crucificados com Ele (Gl 2:20). Isto significa que o velho homem, no exemplo do próprio Messias, deveria ser morto, sepultado e ressuscitado para uma nova vida[7]. Embora o batismo seja um ato simples, é necessário que todos batizantes sejam orientados quanto ao profundo significado espiritual que esse ato revela na vida do novo converso. A entronização de Jesus na esfera terrena, rebaixado ao pó para ser humilhado, ofendido, rejeitado e morto com o objetivo de conceder perdão e remissão, são algumas das prerrogativas que constroem os alicerces do verdadeiro valor de ser batizado. Portanto, não deve ser encarado apenas como um mero dia de festa para ser fotografado e inserido em um lindo quadro. O batismo deve ser valorizado e lembrado como um verdadeiro dia de morte para o mundo e ressurreição para Cristo. “Quando Cristo Se apresentou a João para o batismo, Satanás estava entre as testemunhas desse evento. Ele viu os relâmpagos saírem do céu sem nuvens. Ouviu a majestosa voz de Yahweh que ressoava por todo o Céu e ecoava na Terra como trovões anunciando: ‘Este é Meu Filho amado, em quem Me comprazo.’ [...] Ele soube então com certeza que, a menos que pudesse vencer a Cristo, seu poder, daí em diante, seria derrotado”.[8] Satanás se esforçou para destruir o ministério de João Batista ao perceber que ele havia recebido do Céu a missão de preparar o “caminho do Senhor” e  “endireitar as suas veredas” (Mt 3:3). Satanás temia pelo reino de Cristo que se materializaria através do ministério do filho de Zacarias. O anjo caído “sentiu que a voz, soando no deserto como som de trombeta, levava pecadores sobre o seu controle a tremer. Viu que o seu poder sobre muitos estava quebrado.”[9] Ele “conhecia bem a posição que Cristo tinha ocupado no Céu como Filho de Deus, o Amado do Pai; e ficou apreensivo com o fato de Cristo deixar o Céu e vir a este mundo como homem. Sabia que esta condescendência da parte do Filho de Deus não era para ele um bom presságio.”[10]

“Tu és o Meu Filho amado” (Segunda)

Dois fatos são importantes na revelação de Jesus em Seu batismo. O primeiro tem a ver com a unção do Espírito Santo habilitando-o para a obra que precisava desempenhar como o Messias prometido (Is 61:1; Lc 4:18). O segundo tem a ver com a voz do Pai confirmando o papel de Jesus como Filho de Deus (Gn 22:2; Sl 2:7) e servo (Is 42:1).[11]
Uma vez que o batismo era para remissão dos pecados, indagações são feitas ao levar em consideração a ausência de pecado em Jesus e Sua necessidade de ser batizado.  Além do cumprimento profético, e por carregar sobre Si os nossos pecados, Jesus evidencia na prática o quanto o batismo está repleto de significado espiritual no plano da redenção, pois foi justamente em Seu batismo que o poder do Espírito e Sua filiação divina foram concedidos de maneira especial.
Esse exemplo denota um significado ainda maior para todos os que forem, após arrependimento e confissão, batizados como Jesus foi. Em outras palavras, é no batismo que se confirma nossa filiação a Deus e, mediante o poder do Espírito, a concessão de dons para desempenhar uma obra especial nesta terra. Sob esta perspectiva, ao receber o perdão e um poder especial, nossa “conduta deve deixar de ser descuidosa e indiferente.[12]” Nessa aliança devemos estar mortos para o mundo e viver para a glória do Senhor, dedicando-Lhe todas as faculdades das dispomos. Devemos entregar a Deus tudo quanto somos e o que possuímos, usando todos os nossos dons para a glória de Seu nome.[13] Satanás compreendeu bem a estratégia divina e a voz vinda do céu lhe foi amedrontadora. Quando ele “ouviu a voz de Deus Se dirigindo a Seu Filho, isso lhe foi como o som de um dobre fúnebre. Revelou a ele que Deus estava prestes a unir o ser humano mais intimamente a Si e a lhe dar poder moral para vencer a tentação e escapar dos embaraços das armadilhas satânicas.”[14]
Outra curiosidade que merece destaque é que, embora os demais evangelhos façam menção do batismo de Jesus, Lucas foi o único que frisou a Sua oração no momento de Seu batismo.[15] O escritor talvez estivesse interessado em relevar o ministério intercessor do Messias que havia se iniciado e terminado com oração[16] (Ver Lc 3:21; 23:34, 46). Esse fato deixa evidente da maneira como deve ser o ministério concedido a todos os que são chamados para uma obra especial. O nosso chamado, feito por Deus, desde o seu início, deve ser caracterizado e vigorado com as marcas da oração incessante. Ellen White destaca que é “necessário passar-se muito tempo em oração particular, em íntima comunhão com Deus. Unicamente assim se podem obter vitórias. Eterna vigilância, eis o preço da segurança.”[17]

“Não só de pão” (Terça)

            O Príncipe do Céu havia confrontado o grande rebelde no Céu, provavelmente, quando a Terra ainda era apenas um abismo (Ap 12:7-9; II Pe 2:4; Gn 2:2). Agora, no deserto, após 40 dias de cansaço e fome (Mt 4:2, 3), o reencontro foi marcado, não por uma acirrada batalha de espadas e poder, mas pelo conflito das Bíblias. Jesus confrontou as distorções da Palavra de Deus feitas por Satanás disfarçado de ser angelical. Foi uma verdadeira guerra das Bíblias que não cessou ali o deserto, mas permaneceu em todas as gerações posteriores. “Quando Jesus entrou no deserto, estava rodeado pela glória do Pai e, quando a glória partiu, Ele foi deixado sozinho para lutar com a tentação.[18]
            Mateus e Lucas descrevem a primeira tentação de forma similar, mas o mesmo não é visto na demais tentações. Lucas não se preocupa com a geografia do lugar em que os “reinos do mundo” podiam ser observados; a glória e a autoridade oferecidas a Jesus ganham preeminência[19]. Não há dúvidas de que o grande alvo de Satanás era inserir dúvidas quanto a identidade de Jesus em relação ao Seu Pai. Essa tentativa de minar sua confiança não era muito diferente da abordagem da serpente no Éden: “É assim que Deus disse?” (Gn 3:1). O conflito entre a fome e o desejo de sacia-la fez da situação um alvo em potencial para Satanás levar o Filho de Deus a fracassar em Seu propósito. “Cristo estava sofrendo as mais fortes ânsias da fome, e essa tentação foi muito severa. Ele precisava começar a obra da redenção exatamente onde começara a ruína.[20]” Não era pecado para Jesus saciar a fome, mas seria pecado fazer uso de Seu poder em benefício próprio. Em suma, Satanás estava sugerindo que as necessidades corporais de Jesus eram mais importantes do que a experiência espiritual que conduzi-lo-ia a um caráter sólido (Rm 5:3). No entanto, o Filho de Deus respondeu enfaticamente citando o princípio vitalício de que a vida de uma pessoa não depende da satisfação própria em detrimento das necessidades alheias. O diabo fez uma sugestão muito atraente, mas Cristo a recusou porque, segundo Ele, ia contra a Escritura.[21] Ellen White a este respeito declara que “com esse longo jejum inseriu-se em Sua experiência uma força e poder que só Deus podia dar. Ele enfrentou e repeliu o inimigo na força de um "Assim diz o Senhor". "Não só de pão viverá o homem - disse Ele - mas de toda palavra que procede da boca de Deus." Mat. 4:4. É o privilégio de todos os tentados da Terra ter essa força.”[22] A Palavra de Deus deve ser soberana, total e absoluta em nossas vidas, pois é através dEla que nos alimentamos da folha da árvore da vida[23].
            Duvidar da Palavra de Deus tem sido a grande estratégia do diabo desde o Céu. Em nossos dias temos enfrentado um tsunami de teorias especulativas que visam diluir as bases da interpretação bíblica baseada no sola scriptura. A mais recente teoria, difundida, mesmo por grades teólogos, visa sobrelevar a cultura em detrimento do “Assim diz o Senhor”. A culturalização da Escritura é uma estratégia antiga, mas que criou forte musculatura filosófica no meio cristão atual. Todavia, é importante jamais esquecer que a Bíblia está acima da cultura e do tempo. A relevância de Suas mensagens é o “sim ou o não”. Em outras palavras, a relevância sempre foi sua verdade e nada menos ou mais do que isso. Por fim, quando Jesus vier, Ele também julgará a cultura, o secularismo e o relativismo humano (Is 5:20).

Se... me adorares” (Quarta)

Pelas narrativas dos evangelistas, especialmente de Lucas, é possível inferir que Satanás tentou enganar a Cristo quando apareceu no deserto disfarçado de ser angelical. Foi a sua expressão de dúvida “se Tu és o Filho” que o desmascarou. Certamente um anjo enviado do Céu jamais teria dúvidas quanto a filiação divina de Jesus.[24]
O engano desempenha um papel importante na tentação satânica. A estratégia do diabo nunca é afrontar diretamente os mandamentos probatórios de Deus e as penas advindas da transgressão. Ao invés disso, primariamente, ele semeia dúvida e discórdia para, por fim, estabelecer os primórdios da rebelião. Assim ele fez com Eva levando-a a acreditar que o Criador estava negando-lhe um direito benéfico. Desta forma, Deus é interpretado como sendo tolo e injusto[25]. Na tentação a Jó vemos o mesmo princípio, todavia, na perspectiva de que Jó era inegavelmente justo e bom para ser severamente castigado. Embora a mentira seja na mais pura essência uma clara mentira, temos que convir que ela funciona. Funcionou no Céu, funcionou no Éden e tem funcionado em nossos dias. O princípio utilizado pelo mestre dos enganos é que ele exibe a mentira sempre revestida de um caráter aparentemente justo, bom e compensador. Como exemplo deste engodo, ele “apresentou diante de Jesus os reinos do mundo sob o mais atraente aspecto,”[26] e “citou uma promessa de Deus como garantia de que Cristo poderia fazer isso a salvo, no poder daquela promessa.”[27]
Na tentação descrita por Lucas Satanás foi ousado ao oferecer a Cristo os reinos da Terra. Seu atrevimento justifica-se na queda de Adão que o levou descaradamente a denominar-se o príncipe deste mundo.[28] Mais ousado ainda foi a sua prerrogativa de ser adorado. Nenhuma afronta é mais aborrecível a Deus do que a transferência a outro o reconhecimento de Sua soberania e majestade.[29] A contrafação na adoração deriva de um ávido esforço de Satanás em obter para si aquilo que pertence unicamente a Deus (Lc 4:8).
Desde a queda de Lúcifer no Céu nenhum tempo seria tão austeramente marcado de disputas e contrafações adorativas quanto o tempo do fim. A figura da besta (Ap 13:4, 15-17), apresentada por João, evidencia uma guerra cósmica travada na Terra nos dias finais da história humana. “No próprio ato de impor um dever religioso por meio do poder secular, formariam as igrejas mesmas uma imagem à besta; daí a obrigatoriedade da guarda do domingo nos Estados Unidos equivaler a impor a adoração à besta e à sua imagem.”[30]
É importante compreender que a adoração voltada para qualquer coisa, ou ser, fora da divindade, é nada menos do que adorar o pai da mentira e da contrafação. De forma severa, na ânsia em ser adorado, Satanás se indispõe também contra aqueles que procuram representar o caráter de Cristo. Ellen White declara que “a inimizade de Satanás para com Cristo manifestou-se contra os seus seguidores. [...] No grande conflito final, como em todas as eras anteriores, Satanás empregará os mesmos expedientes, manifestará o mesmo espírito, e trabalhará para o mesmo fim. [...] Se possível fora, transviaria os escolhidos. (Mar. 13:22.)”[31] Não há dúvidas de que o ápice de seu engodo para ser adorado se dará quando ele vier disfarçado de Cristo, pois quando este fato se consolidar “Ser-nos-á ordenado adorar esse ser, a quem o mundo glorificará como Cristo.”[32]

“Cristo, o Vencedor” (Quinta e Sexta)

A maneira como Satanás lançou suas tentações sobre Cristo nos mostra como de fato se configura sua principal estratégia para enredar o mundo. Ele faz uso da própria Escritura interpretando-a falsamente, no entanto, da maneira mais aprazível e aparentemente permeada de brilho celeste.[33]
É fenomenal observar como há tantos professos cristãos sendo enganados por esta aparente luz. Eles usam a Bíblia para defender suas posições essencialmente culturais destruindo de maneira imperceptível os alicerces da interpretação que sustenta a autoridade exclusiva da Escritura. Justamente por dividir a responsabilidade da inspiração com a cultura é que tem levado muitos a fundar inúmeras igrejas com milhares de crenças diferentes umas das outras. Quando menosprezamos, mesmo que seja apenas uma pequena parte da Sua autoridade exclusiva, a mensagem da Escritura ficará a mercê de uma interpretação relativa à visão individual do interprete ou ao capricho do que se tornou comum e usual na cultura ou na tradição. Mas, como bem frisado por Paulo, “Toda a Escritura é inspirada por Deus” (II Tm 3:16), e que não devemos ir “além do que está escrito” (I Co 4:6). Pedro também foi enfático ao afirmar que a Escritura deve ser a sua própria intérprete (II Pe 2:19-21), e, em consonância com o profeta Isaías, declara que a “Palavra do Senhor permanece eternamente” (I Pe 1:25; Isaías 40:8). Salomão declarou com muita autoridade que da Palavra de Deus “nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar” (Ec 3:14). Curioso notar que quando uma citação é repetida várias vezes isto pode indicar a necessidade de consideração especial. Isso se enquadra perfeitamente nesta citação de Salomão (ver também Dt 4:2; 12:32). Os profetas, Jesus e os discípulos se preocuparam em predizer que a Palavra de Deus é eterna e suas verdades possuem infalibilidade, ou seja, não podem ser alteradas e nem subjugadas pelo secularismo e relativismo humano (Is 5:20-21; Ez 44:23; Ec 3:14; Ml 3:6; Tg 1:17; Sl 89:34; Nm 23:19). Se Deus disse que Sua palavra é eterna, podemos confiar? Se Deus disse que ela é autoridade suprema, podemos confiar? Se Deus disse que Sua Palavra está acima do multiculturalismo transpondo o tempo, podemos confiar? Estas perguntas nos parecem tolas, mas não são, pois embora nosso método de interpretação seja sola e tota scriptura, esta base, por conta da influência da alta crítica, do relativismo, feminismo e retórica da relevância teológica, tem sofrido severos ataques, mesmo dentro da própria igreja. A mensagem da Bíblia já é relevante por si. Na verdade, é o único ensinamento verdadeiramente relevante para o nosso tempo.
Como visto, foi desta forma que Satanás tentou derrotar a Jesus no deserto, através do uso indiscriminado, porém, inconsequente da Escritura. Ele usou erroneamente a Palavra de Deus no Éden, interpretou equivocadamente no deserto com Cristo, e continua fazendo uso distorcido da mensagem bíblica para afastar as pessoas da verdade ou diluir as marcas que as tornam em verdadeiros adoradores. Assim como Jesus, devemos confrontar o erro com a verdade expressando com autoridade as palavras de Jesus “Está Escrito”. Ellen White declara que “cada um de nós será severamente tentado; nossa fé será em extremo provada. Precisamos ter viva ligação com Deus; importa sermos participantes da natureza divina; então, não seremos enganados pelos ardis do inimigo, e escaparemos à corrupção que está no mundo mediante a concupiscência.”[34] Ela também afirma que Satanás usará todos “aqueles que não têm estado a beber das águas vivas, cuja alma está sedenta de novidades e coisas estranhas, e que estão sempre prontos a beber de qualquer fonte que se apresente,” e que devemos, à exemplo de Jesus, sempre defender com “Está Escrito”. Assim ela esclarece que “o homem é falível, mas a Palavra de Deus é infalível. Em vez de lutar uns com os outros, exaltem os homens ao Senhor. Defrontemos toda oposição, como o fez o Mestre, dizendo: "Está escrito." Ergamos o estandarte no qual está escrito: A Bíblia, nossa regra de fé e disciplina.”[35] Jesus venceu o inimigo e esta é a garantia de nossa vitória hoje. Sua vida de perfeita obediência e pureza, nos garante poder e graça para vencer os ardis de Satanás. Mas, infelizmente, “quando se permite a Satanás moldar a vontade, ele a usa para realizar seus fins. Instiga teorias de incredulidade e incita o coração humano a guerrear contra a Palavra de Deus.”[36] Neste contexto é que temos uma verdadeira batalha, uma batalha entre Bíblias.

Gilberto Theiss é formado em Teologia pelo Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia, com Especialização em Filosofia pela Universidade Cândido Mendes. Atualmente é pastor no estado do Ceará pela Associação Costa Norte da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

REFERÊNCIAS



[1] BRUCE, F. F. (Org.) Comentário Bíblico NVI. São Paulo: Vida, 2008. p. 1650.
[2] ALEXANDER, Pat e David (Ed.). Manual Bíblico SBB. São Paulo:  Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. P. 601.
[3] NICHOL, Francis D.; DORNELES, Vanderlei. Comentário Bíblico Adventista: do Sétimo Dia Mateus a João. Tatuí - SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013. v. 5. P. 788.
[4] Ibid.
[5] ELWELL, W. A. (Ed.) Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã. São Paulo: Vida Vida, 2009. P. 148.
[6] Ibid. p. 149
[7] LESSA, R. S. (Ed.) Nisto Cremos: 27 ensinos bíblicos dos adventistas do sétimo dia. São Paulo: CPB, 2003. P. 255.
[8] WHITE, Ellen G. apud NICHOL, Francis D.; DORNELES, Vanderlei. Comentário Bíblico Adventista: do Sétimo Dia Mateus a João. Tatuí - SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013. v. 5. P. 1200.
[9] ________. No deserto da tentação. 2. ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 1994. P. 34, 35.
[10] NICHOL, Francis D.; DORNELES, Vanderlei. Comentário Bíblico Adventista: do Sétimo Dia Mateus a João. Tatuí - SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013. v. 5. P. 1201.
[11] CARSON, D. A. Comentário Bíblico Vida Nova. São Paulo:  Vida Nova, 2009. P. 1484.
[12] WHITE, Ellen G. Testemunhos para a igreja. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2006. v. 6. P. 98, 99.
[13] Ibid.
[14] NICHOL, Francis D.; DORNELES, Vanderlei. Comentário Bíblico Adventista: do Sétimo Dia Mateus a João. Tatuí - SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013. v. 5. P. 1201.
[15] BRUCE, F. F. (Org.) Comentário Bíblico NVI. São Paulo: Vida, 2008. P. 1651.
[16] BROWN, R. E.; FITZMYER, J. A.; MURPHY, R. E. (Ed.) Novo Comentário Bíblico São Jerônimo: Novo Testamento e artigos Sistemáticos. Santo André: Academia Cristã, 2011. P. 240.
[17] WHITE, Ellen G. Conselhos aos professores, pais e estudantes. 5. ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2007. P. 257, 258.
[18] ________. O desejado de todas as nações. 22. ed. Santo André - SP: Casa Publicadora Brasileira, 2010. P. 118.
[19] ALEXANDER, Pat e David (Ed.). Manual Bíblico SBB. São Paulo:  Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. P. 601.
[20] WHITE, Ellen G. Mensagens escolhidas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 1987. v. 3. P. 128.
[21] CARSON, D. A. Comentário Bíblico Vida Nova. São Paulo:  Vida Nova, 2009. P. 1485.
[22] WHITE, Ellen G.. Mensagens escolhidas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 1987. v. 3. P. 128
[23] Ibid. p. 219
[24] ________. O desejado de todas as nações. 22. ed. Santo André - SP: Casa Publicadora Brasileira, 2010. P. 118.
[25] ELWELL, W. A. (Ed.) Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã. São Paulo: Vida Vida, 2009. P. 444, 445.
[26] WHITE, Ellen G. Primeiros escritos. 6. Ed. Tatuí – SP: Casa Publicadora Brasileira, 1999. P. 157.
[27] ________. Testemunhos para a Igreja. 1. Ed. Tatuí – SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006. V.3. P. 482, 483.
[28] WHITE, Ellen G. O desejado de todas as nações. 22. ed. Santo André - SP: Casa Publicadora Brasileira, 2010. P. 114.
[29] ELWELL, W. A. (Ed.) Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã. São Paulo: Vida Vida, 2009. P. 20.
[30] WHITE, Ellen G. O grande conflito. 6. ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 1995. P. 445.
[31] Ibid. p.7
[32] WHITE, Ellen G. Eventos finais. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 1996. P. 165.
[33] _________. Mente, caráter e personalidade: guia para a saúde mental e espiritual. 5. ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2010. 1 v. P. 25.
[34] ________.   Mensagens escolhidas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 1987. v. 2. P. 50.
[35] Id. V. 1, p. 416.
[36] __________. Mensagens aos jovens. 13. ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2004. P. 54.

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