08 outubro 2010

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 03– 4º Trimestre 2010 (09 a 16 de Outubro)



Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 03– 4º Trimestre 2010 (09 a 16 de Outubro)

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 09 DE OUTUBRO
ANA: APRENDENDO A SER ALGUÉM
(1 Sm 2:1,2)

“Então, orou Ana e disse: O meu coração se regozija no Senhor, a minha força está exaltada no Senhor, a minha boca se ri dos meus inimigos, porquanto me alegro na Tua salvação. Não há santo como o Senhor; porque não há outro além de Ti; e Rocha não há, nenhuma, como o nosso Deus” (1 Sm 2:1,2).

Estive na cidade de Guaxupé, Sul de Minas Gerais em dezembro de 2009. Um ancião da igreja quando soube que eu estava por ali me solicitou que fizesse uma visita com ele a uma jovem de 32 anos de idade que se encontrava em profunda depressão.
Quando chegamos na casa desta moça, fiquei espantado em ver a situação em que se encontrava. Conheci muitas pessoas com sérios problemas de depressão, mas me espantei ao ver alguém tão deprimido ao ponto de lutar incessantemente pela morte.
Mas o que mais me chamou a atenção não foi o quadro em que ela se encontrava, mas a maneira como a família lidava com ela. O motivo que a levou a depressão profunda, foi o fato de ter sido abandonada pelo esposo e pela família.
O esposo a abandonou para ficar com outra mulher. Este fato lhe trouxe grande transtorno psicológico causando de certa forma algum desgaste para os familiares, levando-os a desprezá-la por não suportarem seus traumas. Este segundo desprezo intensificou mais ainda seu sofrimento causando-lhe  repugnância pela vida.
Esta jovem se sentia vazia, e como vítima do desprezo das pessoas que amava, entendeu que viera a existência apenas para ser uma pedra de tropeço na vida de alguns. Dentro deste contexto, podemos então perguntar: Qual é o nosso valor neste mundo? Qual o significado da vida? Quantas pessoas passam por problemas semelhantes aos desta moça que se sentia tão deprimida e traída justamente pelas pessoas que deveriam ser seu maior refúgio?
Nesta semana aprenderemos um pouco sobre a vida de Ana e como foi vitoriosa diante dos desafios. Não é difícil aprender ser alguém quando olhamos para nós usando as lentes que Deus usa para nos enxergar.  Para o mundo e para muitas pessoas somos apenas mais um, mas para Deus não somos número, cpf e muito menos objetos descartáveis. Deus quer cuidar de nós como se fossemos o único (a) existente em todo o universo. Neste mundo podemos não ter algum valor, mas para Deus, dizer que temos muito valor, ainda é muito pouco diante de toda a consideração que Ele tem por nós. A cruz do calvário é a maior prova disto.

Leitura Adicional

“Deus ama os que são remidos por Cristo, tal qual Ele ama a Seu Filho. Que pensamento é esse! Pode Deus amar o pecador tanto como ama a Seu Filho? - Sim; Cristo o disse, e o que Ele diz é exato. Ele honrará todos os nossos pedidos se, por viva fé, nos apoderarmos de Suas promessas e pusermos nEle nossa confiança. Olhemos para Ele e vivamos. Todos os que obedecem a Deus são incluídos na oração que Cristo apresentou ao Pai. “Eu lhes fiz conhecer o Teu nome e o farei conhecer, a fim de que o amor com que Me amaste esteja neles, e Eu neles esteja” (Jo 17:26). Maravilhosa verdade, demasiadamente difícil para a humanidade compreender!” (Mensagens Escolhidas, v.1, p. 299,300).

DOMINGO, 10 DE OUTUBRO
QUAL É O MEU VALOR?
(1 Sm 1:1-16; Gn 16:1,2)

A história de Ana e de Sara refletem bem o pouco valor que uma mulher possuía naquele tempo. Aliás, parece que muitas coisas mudaram, mas, com relação ao valor feminino, as coisas apenas parecem ter mudado. Hoje não se descrimina mulheres como naqueles tempos, mas se observarmos com atenção perceberemos que as mulheres, embora tenham adquirido muito espaço e proteção, hoje ainda continuam sendo indiretamente tratadas como objeto. Muitos homens fazem do sexo feminino um simples quebra galho de um fim de semana. Conheço várias mulheres que foram abandonadas por homens que, com o objetivo de ganhar o seu corpo, foram usadas em nome de um falso amor e promessas de casamento. Inclusive, quantas moças hoje em dia se submetem a tais abusos simplesmente para viver num encanto de amor fictício mesmo em detrimento de sua integridade e dignidade? Ellen White esclarece no livro Mensagens aos Jovens “que é pecado” roubar as afeições de uma jovem sem nenhuma intenção de  sério compromisso e amor para com ela. Deus não terá por inocente os que brincam com sentimentos alheios e julgará com rigor os que tratam as mulheres com desprezo e desencanto.
Certa vez visitei um casal que vivia em uma séria crise de relacionamento. O marido batia na esposa e a ameaçava constantemente. Olhando bem no fundo dos olhos do indivíduo lhe disse com firmeza que, a esposa não era sua propriedade. Deixei claro que Deus é único que tem total direito sobre ela, portanto, cada vez que ele levantava as mãos para batê-la estava erguendo a mão para alguém que não lhe pertencia e que pagaria muito caro por tais atos perante Deus.
Embora esteja fugindo um pouco do assunto da lição, fiz questão de o discorrer porque nos tempos Bíblicos as mulheres eram reconhecidas como alguém totalmente submissa ao sexo masculino e desprovida de valor se não fosse casada ou estéril. Sua fertilidade também não teria valor se tivesse apenas filhas. Hoje em dia a mulher continua sendo encarada da mesma maneira, porém de formas diferentes. Assim como Sara, a esposa de Abraão, às vezes, algumas mulheres cometem loucuras para poder ganhar um espaço maior de valor na família, na sociedade, na profissão ou até mesmo para ganhar a vida. São capazes de fazer coisas mirabolantes para ganhar a atenção do esposo, dos filhos ou dos amigos.
Com relação ao fato de Ana desejar ter um filho, para ela, poderia ser apenas o que lhe restava para conquistar o direito de ser alguém dentro de seu próprio lar além do instinto natural de ser mãe. Seu esposo Elcana quebrou a felicidade e a paz do lar ao decidir possuir uma segunda mulher já que Ana não podia ter filhos. Faltou-lhe fé em Deus além do respeito e amor para com Ana. Sua atitude inconsequente trouxe profunda tristeza à sua esposa. Quantos há em nossos dias que, por atitudes semelhantes trazem tamanha tristeza a suas esposas? Quantas mulheres sofrem as escondidas ou às claras por faltar-lhe o devido valor e amor? Muitos maridos acham que estão fazendo suas esposas felizes quando na verdade não estão. Coisas, objetos, dinheiro, comida na mesa e presentes não fazem nenhuma mulher feliz. Elas precisam de carinho, atenção e afeto. Se você, homem, tem falhado nos quesitos mais importantes para tornar sua esposa realizada, é momento de cair de joelhos e clamar por socorro diante de Deus. Isto é sério e não pode ser tratado como algo de pouco valor.

Leitura adicional

            “O amor de Elcana por sua companheira preferida era profundo e imutável. Porém uma nuvem escurecia a felicidade da família. O lar não tinha a alegria das vozes infantis. Finalmente, o forte desejo de perpetuar seu nome levou o marido, como havia levado muitos outros, a adotar um comportamento que Deus não aprova: introduzir na família uma segunda esposa, subordinando à primeira. Esse ato foi motivado pela falta de fé em Deus, e foi executado com maus resultados. Foi interrompida a paz da família até então unida e harmoniosa. A aflição atingiu Ana com peso esmagador. Toda felicidade parecia eliminada para sempre de sua vida. Ela suportou provações sem reclamar, embora a intensidade e amargura de sua dor em nada diminuíssem.
            Penina, a nova esposa, era uma mulher de mente inferior, com atitude invejosa e ciumenta. À medida que os anos se passavam, e filhos e filhas eram acrescentados ao lar, ela se tornava arrogante e presunçosa, e tratava sua rival com desprezo e insolência.” (Signs of the Times, 27 de outubro de 1881).

            “O valor moral tem um encanto que a riqueza e as atrações exteriores não possuem. A mulher que tem o ornamento de um espírito humilde e manso, à vista de Deus possui grande valor, diante do qual a prata de Társis e o ouro de Ofir não têm valor (The Health Reformer, 1º de maio de 1878).

SEGUNDA, 11 DE OUTUBRO
COM AMIGOS COMO ESSES...
(1 Sm 1:6-7; Jó 2:12-13)

            Elcana, embora tivesse trazido para dentro de casa uma segunda mulher, ainda demonstrava consideração especial a Ana. Esta demonstração era visível quando lhe concedia uma porção dobrada das oferendas. Esta atitude de Elcana era, como no dito popular, a gota d'agua para Penina (Segunda mulher). Penina “era uma mulher de mente inferior, com atitude invejosa e ciumenta. À medida que os anos passavam, filhos e filhas eram acrescentados ao lar, ela se tornava arrogante e presunçosa e tratava sua rival com desprezo e insolência.” (Signs of the Times, 27 de outubro de 1881). Ela era inescrupulosa em suas atitudes para com Ana e buscava propositalmente aumentar a tristeza e o desprezo dela. É importante entendermos que este “espírito jamais pode se harmonizar com o Espírito de Deus.” (Testemunhos para a Igreja, v.4, p.348). Todo e qualquer que agir desta forma, seja com quem for, estará cometendo diante de Deus pecado de grande magnitude. Trazer sofrimento e amargura pela vida àqueles que estão ao nosso redor é o mesmo que transgredir o sexto mandamento que ordena: “Não matarás” (Êx 20:13).
            Quantos em nossos dias tem sido verdadeiros discípulos do diabo ao manipular as palavras e as atitudes em maldição aos outros? Quantas pessoas têm deixado de viver por desconsideração e falta de sensibilidade aos que lhe rodeiam?
            Conheci um jovem que cometeu suicídio por causa de pessoas como a Penina da narrativa. Ele morreu numa segunda-feira e seu corpo foi encontrado somente na quarta-feira pendurado numa corda amarrada ao teto da casa e já cheirando muito mal. Uma carta foi encontrada, e nesta carta um desabafo direcionado a alguém da família dizendo: Diga ao meu filho que eu não morri, mas que você me matou. Que história mais triste, mas atente para algo importante; talvez alguém perto de você não tenha cometido suicídio como este jovem, mas é possível que, mesmo respirando e andando, já esteja morto há muito tempo, e você pode ter sido um dos responsáveis.

Leitura adicional

            “A maior parte dos problemas da vida com seus desgastantes cuidados diários, dores de cabeça e irritação, é resultado de um temperamento descontrolado. A harmonia do círculo doméstico é muitas vezes quebrada em virtude de palavras precipitadas ou linguagem abusiva. Muito melhor seria não tivessem sido ditas!
            Um sorriso de satisfação e uma palavra apaziguadora de aprovação dita no espírito de mansidão seriam um poder para suavizar, confortar e abençoar. O governo do eu é o melhor governo do mundo. Ao demonstrar o ornamento de um espírito manso e quieto, noventa e nove por cento dos problemas que tão terrivelmente amargam a vida seriam evitados. Muitos desculpam suas palavras precipitadas e temperamento impetuoso, dizendo: “Sou muito sensível; tenho temperamento impetuoso.” Isso não cura nunca feridas feitas por palavras ásperas, impetuosas. Alguns, na verdade, são naturalmente mais impetuosos do que outros; mas esse espírito jamais pode se harmonizar com o Espírito de Deus. O homem natural precisa morrer, e o novo homem, Jesus Cristo, toma posse do coração, de modo que o seguidor de Jesus possa dizer em verdade: “Vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20; Testemunhos para a Igreja, v.4, p. 348,349).

TERÇA, 12 DE OUTUBRO
DERRAMANDO O CORAÇÃO
(1 Sm 1:9-18)

Qual o cristão que nunca derramou o coração a Deus? Você se lembra de alguma vez haver feito ao Senhor aquela prece tão carregada de emoção e lágrimas? Como seria bom se tivéssemos um estabilizador espiritual que fosse capaz de nos manter em um constante fervor e de derramamento de alma diário diante de Deus.
Já ouvi muitas histórias de pessoas que, diante de Deus, fizeram preces sobrecarregadas de intenso desejo de obter uma resposta clara do Senhor. Sei de mães que passaram a noite toda de joelho e com muitas lágrimas nos olhos suplicando a Deus por livramento do filho. Pais que, de joelhos, passaram a noite em claro lutando com Deus pela cura da filha. Enfim, há muitos que tiveram suas experiências inesquecíveis com o Senhor nas madrugadas da vida.
No caso de Ana, quem não ficaria sensibilizado ao permitir que a imaginação viaje no tempo para visualizar esta pobre serva de Deus chorando e lutando com Deus por uma resposta? Diante dos conflitos e dramas que ela passou, agora, na câmara secreta com o seu Senhor, irrompe seu clamor permeado de sofrimento e angústia. Imagino que o coração de Deus naquele momento se partiu diante de tal clamor e pranto. O altíssimo que habita no mais alto céu atendeu sua súplica, no entanto, mesmo que Ele não tivesse atendido ao seu pedido, ainda assim esta história seria uma das mais lindas em toda a Bíblia. Mas, o mais importante aqui é que sua súplica e seu derramamento de alma ultrapassaram todos os portões que possa existir entre a terra e o céu. Suas lágrimas foram interpretadas por Jeová e sua resposta foi certa. Porém muitas das vezes Deus não responde nossas orações de imediato, pois há momentos em que devemos esperar um pouco mais pela resposta. Pastor Alexandro Bullon, em um de seus sermões, usando o exemplo da ressurreição de Lázaro, diz que às vezes Deus demora a atender porque Ele tem algo maior para nos conceder. Sob o ponto de vista de “Lázaro”, disse ele, “o que é melhor, uma cura uma ressurreição?” Claro que é uma ressurreição. No caso de Ana, não houve demora, e ela retribuiria a bondade de Deus ofertando seu filho para servir por toda a vida no templo. Ana era tão fiel a Deus que, neste contexto, sua felicidade seria alimentada e fortalecida se tivesse um filho e se ele viesse a servir no templo. Creio que era seu desejo permanecer com Samuel, mas sua felicidade em vê-lo servindo a Deus poderia também ser parte de sua felicidade. Que cristãos hoje não seriam capazes de ficar felizes vendo os filhos servindo a Deus com suas vidas? Eu particularmente não consigo pensar diferente disto.
            Deus devolveu a dignidade e a felicidade de Ana, e se você às vezes se sente assim como esta mulher, tenha certeza que Ele é capaz de lhe devolver o que tem perdido por causa das injustiças e decepções desta vida.

Leitura adicional

            “Ana não censurou o marido por causa do seu casamento imprudente. A dor que ela não poderia compartilhar com nenhum amigo da Terra, levou-a ao Pai celestial, e buscou consolo apenas dAquele que havia dito: “Invoca-Me no dia da angústia; Eu te livrarei” (Sl 50:15). Existe um grande poder na oração. Nosso grande adversário está constantemente buscando manter o coração angustiado longe de Deus. Uma súplica ao céu, feita pelo mais humilde santo, deve ser mais temida por Satanás do que os decretos dos gabinetes dos governos ou ordens dos reis.
            A oração de Ana não foi ouvida por um ouvido mortal, mas entrou no ouvido do Senhor dos Exércitos. Fervorosamente, ela pediu que Deus tirasse sua humilhação, e lhe concedesse a bênção mais apreciada pelas mulheres da época – a bênção da maternidade (Signs of the Times, 27 de outubro de 1881).

            “O Senhor diz: “Invoca-Me no dia da angústia” (Sl 50:15). Convida-nos a Lhe expormos nossas perplexidades e carências, e nossa necessidade de auxílio divino. Exorta-nos a perseverar na oração. Logo que surgirem dificuldades, devemos apresentar-Lhe nossas petições sinceras e francas. Pelas orações insistentes evidenciamos nossa forte confiança em Deus. O senso de nossa necessidade nos induz a orar com fervor, e nosso Pai celestial é movido por nossas súplicas (Parábolas de Jesus, p. 171).

QUARTA, 13 DE OUTUBRO
CANTANDO LOUVORES
(1 Sm 2:1-11)

Como entender o cântico tão exultante de Ana? Somente uma mulher estéril curada por Deus é que pode entender; somente o homem curado milagrosamente de um câncer maligno é que pode entender; somente uma mãe que vê seu filho em fase terminal sendo milagrosamente curado por Deus é que pode entender; somente um jovem que foi salvo milagrosamente de um desastre é que pode entender; somente aqueles que passaram milagrosamente num concurso tão concorrido é que podem entender; somente os que, por algum motivo, foram salvos por anjos é que podem entender; enfim, somente os que foram alcançados sobrenaturalmente ou os que tiveram um encontro real com Deus é que poderão chorar como Ana chorou, se alegrar como Ana se alegrou e louvar a Deus como Ana louvou. Talvez você pense que não tem nenhum tipo de motivo para ter a mesma sensação desta mulher virtuosa, mas se olhar para sua vida, para a esperança da eternidade graças ao sacrifício de Jesus, para o perdão concedido por Ele sem que merecêssemos, se parar para pensar com profundidade nestas coisas tão sublimes, poderá encontrar motivos para exultar e louvar a Deus com fervor. Deus poderia pegar este mundo e jogá-lo nos confins do universo para nunca mais dele se lembrar, mas, isto Ele não fez. Este não seria um bom motivo para louvarmos fervorosamente o nosso Senhor? Pense nisso.

Leitura adicional

“Deus havia concedido a Ana o desejo do seu coração; ela havia sido muito favorecida pelo céu, e sentia que não podia fazer menos do que um reconhecimento público da bondade e misericórdia de Deus, em sinal de gratidão. O espírito de inspiração pousou sobre ela, e embora fosse uma mulher reservada e tímida, sua voz foi então ouvida na assembleia do povo, ressoando o louvor de Deus” (Signs of the Times, 27 de outubro de 1881).

            “Louvar a Deus em inteireza e sinceridade de coração é tanto um dever quanto o é a oração. Devemos mostrar a todas as  inteligência celestiais que apreciamos maiores e mais amplas bênçãos de Sua infinita plenitude. Muito mais do que o fazemos, precisamos falar dos preciosos capítulos em nossa experiência. Após um especial derramamento do Espírito Santo, nossa alegria no Senhor e nossa eficiência em Seu serviço aumentarão grandemente pelo ato de recordar Sua bondade e Suas obras maravilhosas em benefício de Seus filhos (Olhando Para o Alto [MM 1983], p. 55).

QUINTA, 14 DE OUTUBRO
O PLANO DE INVESTIMENTO DE DEUS
(1 Sm 2:21; Mt 6:19-20; Lc 12:16-21)

Quanta falta de fé exercem os que praticam as normas insensatas do egoísmo? Quão perigoso e destrutivo serão as ações onde Deus é deixado de lado ou para segundo plano? Nada pode lucrar mais nesta vida do que os depósitos que  fazemos no banco do céu. Tudo o que Deus nos pede sempre retorna para nós de maneira mais gratificante, porém, para tal atitude, é necessário muita fé, confiança e entrega a Deus. Nossa vida, nossos atos, nossas palavras, nossa casa e até mesmo nossos recursos, devem ser colocados nas mãos daquele que jamais erra. Quão tolos são os que pensam que podem viver sem Deus e sem seu auxílio.
Ana soube fazer o investimento mais certo de sua vida. Ao colocar o seu tão sonhado filho nas mãos de Deus, Ele a abençoou com outros cinco filhos. Além de ser presenteada com estes filhos, teve a alegria e honra de ver Samuel se tornar um dos homens mais ilustres de Israel. Seu nome é lembrado de geração pós-geração.
A história do reino de Israel começa com Samuel. Ele foi o elo entre a obscura época dos juízes e o período da monarquia. Foi o último e mais importante juiz, profeta e o sacerdote que reconduziu Israel à obediência à Lei de Deus. No livro História e Literatura da Bíblia, o escritor C. O. Gillis descreve Samuel nos seguintes termos: “Samuel era um homem excelente, sincero, de consagração absoluta e de caráter inatacável (...) ele soube desempenhar o papel que lhe coube na providência de Deus de uma maneira que glorificou a Deus.” Samuel é um dos personagens principais desse período de transição. Além de reunir as funções de juiz, sacerdote e profeta, participou ativamente da ascensão da monarquia, empossando o primeiro rei, Saul (10.1), e iniciando a dinastia do rei Davi (16.1,13).” O que mais Deus poderia fazer em recompensa a grande oferta e fé de Ana? Fica aqui um belo exemplo para nos ajudar a entender o valor da confiança em Deus.

Leitura adicional
“Pais dediquem seus filhos ao Senhor e lembrem-lhes sempre de que pertencem a Ele, que são os cordeiros do rebanho de Cristo, vigiados pelo verdadeiros Pastor. Ana dedicou Samuel ao Senhor, e dele se diz: 'E crescia Samuel, e o Senhor era com ele, e nenhuma de todas as Suas palavras [as palavras de do Senhor por intermédio de Samuel] deixou cair em terra' (Ism 3:19). No caso deste profeta e juiz de Israel, são apresentadas as possibilidades postas diante do filho cujos pais cooperaram com Deus, efetuando a obra que lhes é designada” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 143).

“Que recompensa teve Ana! E que estímulo para a fidelidade é seu exemplo! Há oportunidades de inestimável valor, interesses infinitamente preciosos, confiados a toda mãe. “A humilde rotina dos deveres, que as mulheres têm considerado fastidiosa tarefa, deve ser encarada como obra grandiosa e nobre. É privilégio da mãe abençoar o mundo por sua influência e, fazendo isto, trará alegria a seu próprio coração. Ela pode fazer retas veredas para os pés de seus filhos, através de claridade e sombra, em direção às alturas gloriosas do céu. Mas unicamente quando procura em sua vida seguir os ensinos de Cristo, é que a mãe pode esperar formar o caráter de seus filhos segundo o modelo divino. O mundo está repleto de influências corruptoras. A moda e os costumes exercem forte poder sobre os jovens. Se a mãe falta em seu dever de instruir, guiar e restringir, os filhos naturalmente aceitarão o mal e se desviarão do bem. Que toda mãe vá muitas vezes ao seu Salvador com a oração: 'Ensina-nos o que faremos pela criança'. Que ela atenda à instrução que Deus dá em Sua palavra, e receberá sabedoria conforme a necessitar” (Patriarcas e Profetas, p. 572,573).

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br